• 04mai

    G1 – PARANÁ

    Comédia argentina 'Elza e Fred' será o primeiro filme a ser exibido na 'Sessão Sabedoria' (Foto: Divulgação / MIS)

    Comédia argentina ‘Elza e Fred’ será o primeiro filme a ser
    exibido na ‘Sessão Sabedoria’ (Foto: Divulgação / MIS)

    O Museu da Imagem e do Som do Paraná (MIS-PR) passa a promover, a partir de segunda-feira (6), a “Sessão Sabedoria” para pessoas com mais de 60 anos de idade.

    As exibições serão gratuitas e vão ser realizadas nas primeiras segundas-feiras do mês, às 15h, no auditório Brasílio Itiberê, em Curitiba.

    O projeto reúne filmes selecionados e é aberto para toda a comunidade.

    Um convidado – crítico, artista ou intelectual – fará uma introdução, ressaltando aspectos artísticos ou temáticos da película exibida.

    Após a exibição, um debate será realizado com o público.

    A comédia argentina “Elza e Fred”, que conta a história de um viúvo e da vizinha que lhe ensina a alegria de viver, dirigida por Marcos Carnevale, será o primeiro filme exibido, com a apresentação do crítico Marden Machado.

    Os próximos filmes a serem exibidos na “Sessão Sabedoria” serão: “Almoço em Agosto”, no dia 3 de junho; “Chega de Saudade”, no dia 1º de julho; e “O Exótico Hotel Marigold”, no dia 5 de agosto.

    O auditório Brasílio Itiberê é anexo à Secretaria da Cultura, que fica na Rua Cruz Machado, nº 138, no Centro.

  • 18abr

    FOLHA.COM

    O escritor peruano Mario Vargas Llosa, 77, abriu na noite desta quarta-feira a edição 2013 do ciclo Fronteiras do Pensamento com uma conferência sobre a banalização da cultura.

    O Prêmio Nobel falou durante uma hora, no teatro Geo, em São Paulo, sobre o tema “A Civilização do Espetáculo”, nome de livro publicado por ele em espanhol no ano passado e com lançamento previsto para setembro no Brasil.

    “A cultura não é o mesmo que já foi no passado. O conceito de cultura é tudo, então de certa forma é nada”, resumiu o escritor.

    Ele exemplificou citando alguns usos do termo cultura na mídia: “Cultura heterossexual”, “cultura do reggae”, “cultura da cocaína”.

    Avener Prado/Folhapress
    Escritor peruano Mario Vargas Llosa abre em São Paulo edição 2013 do ciclo Fronteiras do Pensamento
    Escritor peruano Mario Vargas Llosa abre em São Paulo edição 2013 do ciclo Fronteiras do Pensamento

     

    Vargas Llosa disse que teve a ideia de fazer o livro quando visitou há mais ou menos dez anos uma edição da Bienal de Veneza.

    “Não levaria nenhum daqueles quadros para casa. E pior, tive a sensação de que estavam tirando sarro da minha cara.”

    As artes plásticas contemporâneas foram os grandes alvos do discurso.

    Como já havia feito em outras ocasiões, criticou em especial o artista britânico Damien Hirst, que considera o emblema desta frivolização da arte.

    O universo artístico está virando uma grande Disneylândia, acrescentou.

    Segundo o intelectual, que já havia participado do ciclo Fronteiras do Pensamento em 2010, pouco depois de ganhar o Nobel, a mesma cultura que nos tirou das grutas e nos levou às estrelas pode, desprovida de fogo, de vigor, nos fazer retroceder às cavernas.

     

  • 18mar

    G1-PR

    Fotografias contam a miscigenação cultural da cidade (Foto: Vinícius Sgarbe)

    Fotografias contam a miscigenação cultural da cidade (Foto: Vinícius Sgarbe)

    Curitiba recebeu a partir deste domingo (17), uma exposição para contar a história dos anos 1950 na cidade.

    Fotografias, vídeos e objetos relembram o momento em que a pequena capital começou a crescer e deixar o rótulo de pequena cidade para se tornar uma metrópole desenvolvida.

    A exposição “Anos 50 – Identidades” está aberta ao público na Casa  Romário Martins, no Largo da Ordem.

    Mostra foi aberta neste domingo (17) (Foto: Vinícius Sgarbe)

    Mostra foi aberta neste domingo (17) (Foto: Vinícius Sgarbe)

    O período contado pela exposição também marca a expansão arquitetônica da cidade.

    Foi nesta década em que Curitiba começou a ter arranha-céus e prédios modernos.

    Destacam-se nesse período a construção do Centro Cívico e a inauguração do Palácio Iguaçu, sede do governo estadual até os dias atuais.

    As dezenas de retratos nas paredes mostram ainda a miscigenação cultural de um estado que buscava a própria identidade.

    Naquela época, o governo pensava em criar a ideia de um Paraná mais europeu.

    Porém, a região foi colonizada por povos que variam de afrodescendentes a ucranianos, passando por japoneses e outros povos.

    A exposição deve ficar em cartaz até agosto deste ano e tem entrada gratuita. A Casa Romário Martins fica aberta de terça-feira a domingo.

    Década foi marcada por várias manifestações que mudaram o curso da história curitibana (Foto: Vinícius Sgarbe)
    Década foi marcada por várias manifestações que mudaram o curso da história curitibana (Foto: Vinícius Sgarbe)

     

  • 04fev

    André Rodrigues/ Gazeta do Povo

    Andrá Rodrigues/ Gazeta do Povo / Da esquerda para a direita: o designer Ivens Fontoura e os arquitetos Key Imaguire Júnior e Cláudio Forte Maiolino, integrantes da “Ordem da Estrela”
    Da esquerda para a direita: o designer Ivens Fontoura e os arquitetos Key Imaguire Júnior e Cláudio Forte Maiolino, integrantes da “Ordem da Estrela”

     

    Uma carona, de Kombi, pode ter mudado o destino do mais importante exemplar da arquitetura de madeira no Paraná, a Casa da Estrela. Foi no início dos anos 2000.

    A arquiteta Milna Leone, do setor de Patrimônio, do Ippuc, saía para uma visita técnica a uma residência na Rua Zamenhof, 56, no Alto da Glória, quando viu passar a pesquisadora Vera Lúcia Didonet Thomaz.

    Chamou-a para vir junto, dando início ali, sem querer, ao salvamento de um bem histórico fadado a virar poeira.

    Nem Milna nem Didonet, como é chamada, saíram impunes à “descoberta”. A Casa da Estrela era muito mais do que podiam imaginar.

    A notícia logo se espalhou pela cidade: Curitiba tinha a única construção do mundo, de que se tem notícia, inspirada na estrela de cinco pontas, símbolo do esperanto, a língua universal.

    Tratava-se de uma “residência conceito”, erguida na década de 1930 de forma quase solitária por seu proprietário, Augusto Gonçalves de Castro.

    Cada um dos 178 metros quadrados do prédio foi desenhado para traduzir ilações filosóficas.

    No ano de 2002, a morte precoce de Milna interrompe o que pareciam favas contadas –, a transposição da casa para um terreno seguro, longe da especulação imobiliária do Alto da Glória.

    Foi quando Didonet assumiu o leme, em parceria com o arquiteto Key Imaguire Júnior, então professor de História da Arquitetura da UFPR.

    “Ao saber do local, bati palma no portão, me apresentei e entrei. Nunca vou esquecer o que vi. Era a definição de Le Corbusier em estado puro – ‘um jogo magnífico dos volumes e das texturas sobre a luz’”, lembra.

    A nova dupla, Didonet e Key, fez medições, recolheu depoimentos dos proprietários, levou alunos, chamou a imprensa. Nada impediu que a crônica da morte anunciada da Casa da Estrela se desenhasse a cada ano.

    Fracassou a tentativa de levá-la para o Centro Politécnico da UFPR. Não se cumpriu a promessa de transferi-la para Vila da Madeira, no Atuba.

    Antes de soar o gongo, vingou a proposta da PUCPR de recebê-la como doação, acomodando a “Estrela” no câmpus do Prado Velho.

    Foram ao todo 13 anos de agonia. Nesse espaço de tempo, o músico Moysés Azulay de Castro (1928-2008), um dos três herdeiros e o mais sagaz defensor do imóvel, morreu, sem o conforto de saber que a Casa da Estrela iria se manter em pé.

    Será um dos homenageados da inauguração prevista para abril deste ano. A casa – transposta para PUCPR, tábua a tábua, ao logo de quatro anos, sob supervisão do arquiteto Cláudio Forte Maiolino – servirá de “Salão de Atos” da universidade.

    A ideia de um dos curadores do espaço, o designer Ivens Fontoura, é explorar ali temas com os quais a “Estrela” se relaciona, da arquitetura ao design, passando pela filosofia, história e religião.

    Acerto

    A Casa da Estrela era assim chamada pelos esperantistas, vizinhos e instrumentistas ligados a Moysés Azulay de Castro – professor de violino na Escola de Música e Belas Artes – e de sua filha Estela, violoncelista.

    “A casa respirava música”, costumava repetir o herdeiro. No início da década de 1990, contudo, o local deixou de ser habitado.

    Moysés seguiu a partir daí uma rotina espartana de cuidados. Abria diariamente cada uma das 19 janelas para arejamento e cultivava os jardins de pinheiros.

    Tinha sentimentos dúbios. Queria a integridade da construção, mas temia que algum processo de tombamento inviabilizasse a venda do terreno, espólio que dividia com os irmãos Idalina e Carlos Augusto.

    “Fui um inimigo da Casa da Estrela. Queria que se resolvesse logo. Me preocupava ver meu pai indo até lá todos os dias, procurando uma salvação para o local”, conta o engenheiro mecânico Maurício Fernandes de Castro, 49 anos.

    Foi na busca de uma saída que Moysés travou contato com aqueles que se tornaram os defensores de sua causa – Milna Leone, Didonet Thomaz, Key Imaguire, Cláudio Maiolino, Ivens Fontoura e o próprio filho Maurício, que passou a reunir documentos dispersos sobre a “Estrela”.

    Ao abrir a porta a quem nela batia, mostrar os aposentos e contar como fora construída, formou um pequeno exército, que bem poderia se chamar “Ordem da Estrela”. Deu certo.

    VÍDEO: Conheça a Casa da Estrela por dentro

     

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  • 04dez

    via Facebook

    O filme “Ciclos” é um curta de terror e suspense produzido com intuito de ser apresentado como trabalho acadêmico da turma TMM 121A de Produção Multimídia 2012/2013 – Faculdade OPET – Grupo Pax Et Lux Pictures.

  • 12nov

    JORNALE

    Apresentação foi o ponto alto da Virada Cultural de Curitiba


    O grande show da 3ª Virada Cultural foi o apresentado por Cauby Peixoto e Angela Maria, na noite de sábado (10).

    Os dois, considerados ícones da música brasileira, atraíram para o Palco Conexões, na Boca Maldita, uma multidão.

    O público que no começo da noite era de 18 mil pessoas, aumentou para mais de 25 mil no final da apresentação, segundo a organização do evento.

    Um mar de gente que viveu uma noite de emoções, tietagem e cantou em coro sucessos e parcerias dos artistas, que neste ano, celebram 60 anos de carreira.

    O público lotou a Boca Maldita e não saiu de lá decepcionado diante de tantas expectativas. Muito menos, os moradores dos edifícios ao redor do palco, que fizeram de suas sacadas verdadeiros camarotes.

    O show durou pouco mais de uma hora em duetos e solos. Mesmo que nem um nem outro tenha saído de cena, Angela Maria, considerada uma das mais puras vozes da música brasileira e Cauby Peixoto, “o professor”, reviveram antigas parcerias de suas carreiras.

    Juntos, cantaram “Ave Maria no Morro”, “Brigas”, “Onde Anda Você” “Carinhoso” e “Nem Eu”. Sozinhos, eles lembraram seus maiores sucessos, Angela levantou o público com “Babalú” e Cauby cantou “Conceição”.

    Muito elegante e descontraída, a dupla agradeceu todo o tempo o carinho do público da Virada Cultural soltando beijinhos.

    “Vocês são muito simpáticos, dá uma vontade abraçar todos”, repetiu algumas vezes Cauby Peixoto, que há seis anos não voltava em Curitiba.

     

  • 11nov

    IMPRENSA@FRUET.COM.BR

    Foto:- Jader Rocha

    O prefeito eleito de Curitiba, Gustavo Fruet, participou neste sábado (10) de eventos da Virada Cultural 2012.

    No início da tarde, Fruet foi até a praça Nossa Senhora de Salete, onde acontece o Seto Matsuri, que conta com atrações culturais japonesas como karaokê, artes marciais, bom odori, cosplay, matsuri dance e taiko.
    Ainda na tarde de sábado, o prefeito eleito foi até a praça da Espanha, que é palco do Empório Soho.
  • 10nov

    JORNALE

    Em Curitiba, palco será montado na Boca Maldita


    Neste sábado e domingo (10 e 11), cinco cidades vão receber mais de 170 atrações artísticas na Virada Cultural Paraná, promovida pela Secretaria de Estado da Cultura, em parceria com o Sesi-PR.

    Palcos montados em Campo Mourão, Cianorte, Curitiba, Foz do Iguaçu e Maringá vão mostrar cantores nacionais e locais, apresentações de dança, teatro, feiras, mostras cinematográfica e muito mais. São mais de 24 horas de programação cultural.

    “Temos uma programação intensa o ano todo, mas a Virada é um estímulo para as pessoas saírem de casa e aproveitarem um leque de opções culturais de qualidade”, diz o secretário estadual da Cultura, Paulino Viapiana.

    O roteiro completo da Virada Cultural Paraná está disponível no site www.cultura.pr.gov.br.

    Em Campo Mourão, o público poderá conferir no palco localizado na Praça São José atrações como a Orquestra Paranaense de Viola Caipira, Brasileirão e Quarteto em CY, Renato Teixeira, Big Time Orchestra e grupos locais.

    Além disso, a Biblioteca Central, o Museu e o Paço Municipal e a Praça Getúlio Vargas serão palco de diversas atrações, como filmes, artes plásticas, teatro, contação de histórias e música.

    Em Cianorte, a Virada Cultural ocorre na Praça João 23, onde foi montado o Palco Conexões, na Praça 26 de Julho e na Avenida Souza Naves.

    Por lá vão se apresentar grupos musicais como a Banda Sabonetes, Renato Teixeira, Brasileirão e Quarteto em CY. Bandas locais, apresentações de dança, circo, capoeira, teatro, cinema e exposições completam a programação.

    A Virada Cultural de Maringá abre oficialmente no sábado, às 12 horas, com a apresentação da Orquestra à Base de Sopro de Curitiba e Emílio Santiago, no Palco Conexões, instalado na Avenida 15 de Novembro, 701.

    O evento só termina na tarde de domingo, quando Sandra de Sá sobe ao palco, às 15 horas. Ainda se apresentam a banda Hillbilly Rawhide, a Orquestra Paranaense de Viola Caipira, entre outros artistas.

    Maringá vai realizar uma virada cinematográfica no Auditório Hélio Moreira (anexo à prefeitura), com filmes a partir das 22 horas de sábado.

    Foz do Iguaçu reúne atividades em diversos espaços da cidade. O Palco Conexões, localizado na Praça da Paz, vai receber as apresentações da Orquestra Sinfônica do Paraná e Viola Quebrada, Orquestra à Base de Cordas de Curitiba e Zeca Baleiro, Banda Mais Bonita da Cidade, entre outras atrações musicais.

    Performances culturais que contemplam diferentes modalidades artísticas serão realizadas na cidade.

    Em Curitiba, o Palco Conexões montado pela Secretaria na Boca Maldita vai receber apresentações de destaque, como Ângela Maria e Cauby Peixoto, Dudu Nobre e Nevilton.

    No Palco Riachuelo, o público poderá conferir a Orquestra à Base de Cordas de Curitiba e Zeca Baleiro, Trio Quintina, Arnaldo Antunes, Roberto Menescal e Coral Curumim, entre outras atrações artísticas.

    A programação cultural se estende em outros espaços, como o Museu Oscar Niemeyer, Biblioteca Pública do Paraná, Teatro Guaíra, Centro Juvenil de Artes Plásticas e Auditório Brasílio Itiberê.

     

  • 08nov

    Tiago Portella: resgate da música paranaense – Foto:André Rodrigues / Gazeta do Povo

    No início do século 20, quando Ernesto Nazareth compôs “Odeon” e “Apanhei-te Cavaquinho”, músicas que viraram símbolos do choro nacional (embora uma tenha nascido como tango e a outra como polca), no mesmo período, no Paraná, também já havia compositores de choro.

    E eram vários. O desenvolvimento do choro por aqui correu simultaneamente ao que se dava no Rio de Janeiro. A diferença – não comparando qualidades e preferências – é que lá houve muito mais documentação do que aqui.

    Mas isso começa a mudar. Nesta sexta-feira, no Sesc Água Verde, haverá o lançamento do livro Songbook do Choro Curitibano, escrito pelo pesquisador e músico Tiago Portella.

    O livro traz um pouco da história e das obras de 15 compositores paranaenses que se dedicaram ao choro no século 20, além de partituras de 50 músicas.

    A obra segue uma ordem cronológica de apresentação dos autores e começa com Augusto Stresser (1871-1918), que muitos só conhecem como nome de rua da cidade, mas que foi um compositor que se dedicava tanto à música erudita quanto à popular.

    Enquanto preparava a ópera “Sidéria”, sua obra mais conhecida, a primeira ópera com temas paranaenses, que estreou em 1912, ele também compunha mazurcas e polcas. Portella registrou no livro a mazurca “Pérolas da Noite”.

    A atuação pioneira do Paraná unindo na música temas eruditos e populares vinha de antes, com, por exemplo, Brasílio Itiberê da Cunha (1843-1913) que, em 1860, compôs “A Sertaneja”, tida como a primeira rapsódia brasileira na qual aparecem temas de folclore popular.

    O songbook traz artigos de contextualização histórica assinados pelo próprio Tiago Portella (“Uma Breve História do Paraná e Sua Música Popular”) e também por Marília Giller (“Dos Regionais às Jazz Nands”), Ana Paula Peters (“Os Regionais de Choro e os Programas de Auditório das Rádios”) e Claudio Fernandes (“O Choro Curitibano”).

    Tiago Portella começou a se interessar pelas composições de choros curitibanos quando entrou na Faculdade de Artes do Paraná (FAP), em 2004.

    No ano seguinte, iniciou uma compilação dessas composições. A princípio, o interesse era sobre os compositores contemporâneos. Nos contatos que fazia, porém, começou a perceber que havia muito material antigo que poderia ser recuperado.

    Em 2009, teve aprovado na Lei do Mecenato da Fundação Cultural de Curitiba um projeto para transformar as pesquisas em livro. No início, o projeto abrangia desde a recuperação histórica até os dias de hoje, mas as pesquisas mostraram que havia muito mais material histórico do que ele imaginava.

    Teve contato, por exemplo, com o acervo do músico José da Cruz (1897-1952) no qual contabilizou mais de 3 mil manuscritos musicais.

    Atualmente, Portella se aprofunda nesse acervo sobre o qual desenvolve projeto de mestrado em Musicologia Histórica na Universidade Federal do Rio de Janeiro.

    Com tantas descobertas, fez então uma reestruturação no projeto para ficar mais focado na produção da, digamos assim, velha guarda.

    Agora, já pensa em um outro livro para registrar os compositores atuais, em mais partituras. Além também de pensar em gravar as 50 músicas do songbook que será lançado nesta sexta.

    FONTE:- GAZETA DO POVO/LUIZ CLAUDIO OLIVEIRA

     

  • 02nov

    JORNALE

     

    Espaço cultural deve ser reaberto no primeiro semestre de 2013


    Na próxima terça-feira (6), a DC Set  vai iniciar as obras de revitalização e reestruturação do Parque das Pedreiras, que engloba a Pedreira Paulo Leminski e a Ópera de Arame.

    A empresa é a vencedora da concorrência proposta pela Prefeitura de Curitiba, no primeiro semestre deste ano, que buscava um parceiro para administração e operação dos espaços culturais e do Parque Náutico do Iguaçu.

    As obras no Parque das Pedreiras terão início após uma fase de estudos técnicos e desenvolvimento dos projetos arquitetônicos.

    Nesta primeira etapa, que representará, aproximadamente, 70% das obras, a DC Set vai investir mais de R$ 10 milhões.

    “Conforme o edital, após a assinatura do contrato, que foi realizada no mês de agosto, nós temos até 12 meses para entregar a primeira etapa das obras e 30 meses para finalizar a segunda etapa. Após a conclusão de cada fase, os espaços passarão por vistorias dos órgãos públicos e, após liberação judicial, serão reabertos”.

    “A previsão é de que a Pedreira Paulo Leminski seja reaberta no primeiro semestre de 2013, com um grande evento. Vamos devolver Curitiba para o roteiro nacional de grandes espetáculos”, explica o diretor de operações da DC Set, Hélio Pimentel.

    Além da reformulação completa dos palcos, banheiros, escadas de emergência e elevadores, itens fundamentais para a liberação dos espaços, o projeto conta ainda com a criação da “Rua da Música”, com bares e restaurantes temáticos; e do “Museu da Música”, espaço que vai valorizar a música contemporânea.

    “Apesar de ser um dos principais pontos turísticos do Estado do Paraná, o Parque das Pedreiras nunca ofereceu opções diferenciadas para os turistas e, também, para o público curitibano. Pensando nisso, projetamos instalações que irão movimentar diariamente o Parque, criando um grande pólo cultural e aquecendo o comércio da região”, detalha Pimentel.

    Segundo Patrik Cornelsen, sócio da DC SET Paraná, após a entrega das obras, o Parque das Pedreiras se transformará em uma verdadeira “usina de criação cultural”, com ações integradas da iniciativa privada e governos municipal, estadual e federal.

    “Com a reabertura do Parque das Pedreiras, a cidade de Curitiba ganhará novamente uma vida cultural ativa. Para atendermos todas as expectativas do público, estamos firmando um grande ‘pacto cultural’. Uma das principais medidas será a criação de um conselho curador, que irá abordar cultura e sustentabilidade, tendo como membros grandes personalidades da cidade”.

    “Estamos fazendo de tudo para que Curitiba se transforme em um modelo nacional de gestão cultural”, conta.

    Outra grande novidade ficará por conta da valorização dos artistas e dos produtores locais, profissionais que poderão usufruir de toda a infraestrutura do Parque das Pedreiras.

    “Pensamos especialmente na Ópera de Arame como um palco da arte curitibana, valorizando as suas mais diversas manifestações artísticas. Queremos muito criar repertório, plateia e promover os talentos locais. Além disso, estaremos sempre à disposição dos produtores locais para a realização de espetáculos e atividades dos mais variados portes”, explica.

    Com convênios e parcerias, a DC Set pretende promover fóruns, oficinas, cursos e seminários sobre diversos temas relacionados à cultura.

    “Vamos oferecer inúmeras atividades voltadas para áreas como teatro, dança, cenografia e música. Ou seja, aproveitaremos esse espaço maravilhoso e cheio de história para difundir as mais diversificadas demonstrações culturais e artísticas. O Parque das Pedreiras será o endereço da cultura curitibana”, revela Patrik.

     

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