JORNALE
Joseane Portes Rutz, ex-mulher do prefeito Adel Rutz, assassinado a tiros no início
de março deste ano em Rio Branco do Sul,negou que tenha sido mandante damorte do marido.
Ela admitiu que foi flagrada pelo filho de 14 anos traindo o marido com um funcionário da prefeitura, quando ainda estava casada.
Segundo Joseane, a relação entre os dois estava desgastada nos meses que antecederam o assassinato,
“Meu único ato de infidelidade foi este que meu filho viu, nunca mais aconteceu. Foi só um romance passageiro com o Israel, funcionário da prefeitura que é chamado de ‘Bracatinga’. Era casada ainda, mas já estávamos em conflito e tinha pedido separação várias vezes”, disse Joseane.
Ela confirmou ter ouvido boatos dizendo que Adel tinha amantes também, mas alegou nunca ter visto nada.
O advogado de defesa, Elias Mattar Assad, acusa a polícia de prender Joseane mesmo sem nenhuma prova concreta do envolvimento dela no crime.
“Não existe nenhum fato que comprove que ela seja a mandante nem mesmo se teve algum contato com o Faria que é acusado como o atirador. Ele mesmo disse que não a conhece e que foi forçado a confessar que matou Adel. A polícia investiu apenas na hipótese precipitada de crime passional e agora não consegue prender o verdadeiro criminoso”, afirmou Mattar Assad.
Mattar Assad disse que está trabalhando na defesa preliminar e que em breve deve apresentar o quadro de testemunhas que segundo ele vão refutar a linha de investigação da polícia.
O advogado apresentou nesta sexta-feira um vídeo em que o homem preso por suspeita de matar Adel Rutz, supostamente a mando de Josiane, afirma que confessou o crime sob tortura.
No vídeo, Fábio Faria diz que sofreu sufocamento com sacola plástica e tomou choques elétricos em um dos dedos do pé e no ombro. “Nunca vi pessoalmente a Josiane. Eu fui obrigado a falar tudo aquilo lá. Só Deus sabe o que iria acontecer caso eu não reconhecesse a Josiane no depoimento”, afirmou.
Ele considera a versão apresentada pela polícia como uma montagem. Faria foi preso por causa de uma motocicleta, que teria sido emprestada para a execução do crime. “Se for preciso, peço perdão de joelhos para ela. Eu espero sair desta porque eu não matei ninguém”, disse.












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