• 04set

    JORNALE

    Curitiba será uma das quatro cidades do mundo a ser sede, em 9 e 10 de setembro, do simpósio sobre Economia de Ecossistemas e Biodiversidade (TEEB, na sigla em inglês) para Formuladores de Políticas Locais e Regionais.

    Organizado pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUD), o evento acontece simultaneamente em Nova Delhi, Índia; Cidade do Cabo, África do Sul; e Ghent, Bélgica.

    Em Curitiba, o relatório TEEB servirá de pano de fundo para discussões sobre incorporação de capital natural para promover crescimento e prosperidade de longo prazo na América Latina.

    Em Curitiba, os debates acontecerão no Salão de Atos do parque Barigui. São esperados 100 participantes entre representantes locais e regionais de governos, profissionais de agências Sul-Americanas, pesquisadores, organizações e envolvidos com administração pública local/regional.

    A oficina tem o objetivo de alcançar profissionais de todas as áreas, não somente aqueles envolvidos com a proteção ambiental.

    O relatório final do PNUD será apresentado na Convenção Sobre Diversidade Biológica – COP 10, em Nagoya, no Japão, em outubro próximo.

    O TEEB é uma iniciativa internacional para despertar a atenção aos benefícios e os custos das perdas de biodiversidade.

    “A necessidade por comida, energia, água, medicamentos e outros produtos e serviços só pode ser suprida se preservarmos a biodiversidade.

    PERGUNTA DESTE BLOGUEIRO:- ” Os convidados internacionais serão levados ao Aterro da Caximba para aprender como não se deve fazer com o lixo numa grande cidade?”

  • 13ago

    PARANÁ ONLINE

    A Cavo, empresa de gestão ambiental do Grupo Camargo Corrêa, ingressou na

    Vista de Mandirituba

    Justiça com uma representação para solicitar resposta da prefeitura de Mandirituba sobre a intenção da empresa de instalar uma unidade de tratamento de resíduos no município.

    O projeto, criado em 2001, era de um aterro sanitário. O terreno na cidade foi comprado, mas o Instituto Ambiental do Paraná (IAP) solicitou que a empresa fizesse adaptações.

    “Estudamos o projeto e realizamos alguns melhoramentos. Em 2009 o IAP considerou que estávamos aptos a construir”, explica João Carlos David, diretor comercial da Cavo.

    O que impediu o início das obras de engenharia para funcionamento da unidade foi uma lei municipal de 2008, que não permite a instalação de aterros na cidade para recebimento de resíduos de outros municípios.

    “Nosso projeto está adequado às diretrizes do município e à Política Nacional de Resíduos Sólidos.

    O IAP já informou que, assim que o município nos der anuência, receberemos a licença de instalação”, declara o diretor.

  • 13ago

    PARANÁ ONLINE/LEONARDO COLETO

    A gruta do Parque Ambiental da Bacaetava, em Colombo, receberá, nos próximos

    Convênio foi assinado na própria Gruta da Bacaetava/Foto:Anderson Tozato

    três anos, R$ 216 mil provenientes de sete empresas ligadas a Associação de Produtores de Derivados de Calcário (APDC).

    A associação fez um convênio com a prefeitura de Colombo, que receberá a doação destinada a melhorias na manutenção e conservação da gruta.

    De acordo com o secretário executivo da APDC, Fábio Pini, a quantia será destinada a benfeitorias na infraestrutura, ampliação e adequação de passarelas, instalação de cercas e criação de trilhas.

    “Também estão previstas melhorias aos turistas que visitam a gruta. Tais como elaboração de folders, vídeos e compra de capacetes”, diz.

    A ação tem como objetivo reverter a imagem negativa gerada pela indústria da cal na região.

    Segundo Pini, um exemplo disso envolve os impactos gerados pelas explosões necessárias para extração da rocha calcária.

    “Além da vibração gerada pela explosão, a atividade causa o assoreamento por conta do lançamento de detritos no rio”, afirma.

    Para a secretária de Turismo de Colombo, Maria Micheli Mocelin, a área da gruta requer um cuidado especial.

    “Temos recursos escassos para essa manutenção. O convênio é muito bem-vindo e trará benefícios para o bem comum”, diz.

  • 11ago

    BBC BRASIL

    De acordo com Jeff Knight, cientista especializado em variações climáticas do UK Met Office, o centro nacional de meteorologia da Grã-Bretanha, a situação vivida por Moscou pode ser atribuída a diversos fatores, entre eles, a concentração de gases causadores do efeito estufa, que vem aumentando de forma constante.

    Segundo o pesquisador, o fenômeno El Niño, que consiste no aquecimento das águas do Oceano Pacífico e afeta o clima em várias partes do mundo, além de padrões climáticos locais, também podem estar contribuindo para as condições anormais registradas na Rússia neste verão.

    “A onda de calor na Rússia está relacionada a um padrão persistente de circulação de ar do sul e do leste”, diz.

    “Anomalias de circulação (de ar) tendem a criar anomalias de calor e frio. Enquanto está muito quente no oeste da Rússia, está mais frio que a média em partes da Sibéria”.

    “Isto faz com que recordes antigos de temperatura tenham sido quebrados, como, por exemplo, o de temperatura mais alta em Moscou. Nós esperamos mais temperaturas extremamente altas com as mudanças climáticas”, diz Knight.

    Calor

    Há cerca de três semanas, a Rússia vem sofrendo com uma onda de calor que tem causado uma série de incêndios florestais, que fazem com que a capital Moscou esteja há dias sofrendo com uma intensa neblina.

    Segundo autoridades médicas da cidade, as condições fizeram com que a taxa de mortalidade na capital dobrasse.

    Para cientistas ligados à ONG ambientalista WWF, o clima quente que vem causando os incêndios perto de Moscou também está relacionado às mudanças climáticas.

    De acordo com o chefe do programa de clima e energia da WWF Rússia, Alexei Kokorin, as altas temperaturas que chegam a 40º C aumentaram a probabilidade de incêndios nas redondezas da capital.

    Kokorin ainda afirma que, embora pessoas e animais já estejam sofrendo com as condições climáticas locais, é possível que as temperaturas aumentem ainda mais nos próximos anos.

    “Nós precisamos estar prontos para combater estes incêndios, porque há uma grande possibilidade de este verão se repetir. Esta tendência não vai parar nos próximos 40 anos, até que as emissões de gases causadores de efeito estufa sejam reduzidas”, afirmou.

    Segundo Kokorin, o aquecimento global cria outros problemas.

    “Se ficar mais quente no inverno, na primavera e no verão, a fauna irá mudar”.

    “Por exemplo, nunca tivemos tantas regiões na Rússia afetadas pela malária. Isto acontece porque os invernos estão se tornando mais quentes, e menos e menos desses organismos morrem durante os períodos de frio”.

    Há ainda informações sobre o aparecimento de águas-vivas, comuns em lagos e rios quentes da Europa, Ásia e América do Norte, no rio Moscou, cujas águas estão mais quentes que o normal.

  • 08ago

    Pela primeira vez, cientistas conseguiram medir a quantidade de água que inunda a várzea do rio Amazonas anualmente.

    O resultado — 285 quilômetros cúbicos de água — daria para abastecer todas as pessoas da região nordeste do Brasil e da região metropolitana de Belo Horizonte durante um ano.

    Mas isso representa apenas 5% da água que corre no rio Amazonas todos os anos, e muito menos do que os pesquisadores esperavam encontrar na maior bacia hidrográfica do mundo.

    Até agora, cientistas só conseguiam estimar a quantidade de água na várzea do rio Amazonas usando estudos de campo esporádicos e deduções sobre o fluxo de água.

    Na verdade, o volume de água em qualquer várzea é pouco conhecido — e essa informação é crucial para prever enchentes e secas que acompanham a mudança de clima global, segundo Doug Alsdorf, professor de ciências da terra da Universidade Estadual de Ohio, EUA.

    O trabalho dele e dos colegas foi publicado no site do no periódico americano Remote Sensing of Enviroment.

    Alsdorf disse que “ninguém sabe exatamente quanta água existe no mundo”. “Temos que entender como o nosso suprimento de água irá mudar a medida que o clima muda, e o primeiro passo é descobrir quanta água temos de verdade”, completou.

    A equipe de pesquisadores encontrou um jeito de medir a quantidade de água a partir do espaço.

    “Observações de satélite são as únicas opções confiáveis para lugares como a Amazônia, e especialmente a bacia do Congo, onde medições in loco são quase impossíveis. Chegar lá já é um desafio sério”, disse Alsdorf.

    Nesse estudo, os pesquisadores estavam interessados apenas na quantidade de água que invadia e deixava a várzea do rio Amazonas — ou seja, a quantidade de água derramada sobre a terra em volta em épocas de cheia do rio Amazonas, normalmente nos períodos de chuva.

    Eles combinaram dados de quatro satélites — três da Nasa e um do Japão — registrados durante os anos de 2003 a 2006. Juntos, os dados permitiram que os cientistas compreendessem como a paisagem da Amazônia mudava com as chuvas e cheias.

    Depois que o nível de água em volta do rio diminuía, eles calcularam a mudança da quantidade de água por toda a várzea.

    Esses cálculos nunca foram feitos antes em parte por causa da imensa dificuldade de combinar diferentes tipos de dados de maneira confiável.

    Os pesquisadores tiveram que fundir leituras da gravidade — uma medida da massa da enchente — com medidas feitas por radares e fotos do nível da água e extensão da várzea.

    As medidas somaram uma média de 285 quilômetros cúbicos de água na planície de enchente do rio Amazonas durante um ano.

    Apesar de ser muita água, os cientistas acreditam que isso representa apenas 5% de toda a água que o rio Amazonas joga no mar todos os anos.

    Para Alsdorf, os resultados questionam a quantidade total de água que existe no sistema amazônico, e ressalta os fatores desconhecidos que cientistas devem confrontar a medida que trabalham para entender as mudanças climáticas.

    “Apesar de imensa, a Amazônia é apenas uma bacia hidrográfica dentre tantas outras no mundo — cada uma vital para a qualidade do solo e água das regiões que as cercam”, disse.

    A Nasa pretende lançar um satélite em uma missão chamada Topografia dos Oceanos e da Água de Superfície (SWOT, sigla em inglês) para calcular todo o suprimento de água natural disponível no mundo.

    Alsdorf é um dos chefes da equipe de cientistas do satélite SWOT, previsto para lançamento em 2020.

    VEJA/CIÊNCIA

  • 03ago

    AGÊNCIA BRASIL

    O presidente Lula sancionou nesta segunda-feira o projeto de lei que cria a Política Nacional de Resíduos Sólidos, que traz regras para manejo de lixo e resíduos. A lei tramitou no Congresso Nacional por 21 anos. O objetivo da nova lei é acabar, a longo prazo, com os lixões e obrigar municípios e empresas a criarem programas de manejo e proteção ambiental.

    “A lei trata não só de preservação ambiental, como de saúde pública”, disse Lula.

    A lei dos resíduos sólidos proíbe a existência de lixões e determina a criação de aterros para lixo sem possibilidade de reaproveitamento ou de decomposição (matéria orgânica). Nos aterros, que poderão ser formados até por consórcios de municípios, será proibido catar lixo, morar ou criar animais.

    As prefeituras poderão ter recursos para a criação de aterros, desde que aprovem nas câmaras de vereadores uma lei municipal criando um sistema de reciclagem dos resíduos. Estados e municípios terão dois anos para apresentar um plano de manejo de resíduos sólidos e, só depois, receber recursos da União para obras nessa área.

    Haverá obrigações para consumidores, comerciantes e fabricantes. Todos estarão sujeitos a penalidades da Lei de Crimes Ambientais caso não destinem corretamente os produtos após o consumo.

    As fábricas, por exemplo, terão de recolher os “resíduos remanescentes” após o uso. Os fabricantes de produtos com maior degradação ambiental (agrotóxicos, pilhas, lâmpadas fluorescentes, baterias, pneus e eletroeletrônicos) ficam obrigados a implementar sistemas que permitam o recolhimento dos produtos após o uso pelos consumidores.

    O texto cria a chamada “logística reversa” para coleta de produtos descartados pelos consumidores. Comerciantes e distribuidores serão os principais pontos de receptação dos produtos descartados, que depois devem ser enviados aos fabricantes ou importadores. Estes últimos darão o destino final ao lixo.

    Mais cedo, a ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse acreditar que a legislação poderá mudar o padrão de consumo, diminuindo a produção de resíduos e formalizando o trabalho dos catadores que era voluntário.

  • 21jul

    AGÊNCIA ESTADO

    Faltando apenas dois meses do período de coleta de dados da taxa anual de desmatamento, o ritmo de abate de árvores na Amazônia indica queda de 47%. O número é maior do que os 42% do porcentual recorde de queda da devastação da floresta, registrado pelos satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) no ano passado.

    A indicação de nova queda aparece nos dados acumulados durante dez meses – entre agosto de 2009 e maio de 2010 – pelo Deter, o sistema de detecção do desmatamento em tempo real. Divulgado também pelo Inpe, o Deter é usado para orientar a ação de fiscais no combate à devastação da Amazônia.

    O sistema Deter já captou desde agosto passado o corte de 1.567 quilômetros quadrados da Floresta Amazônica. Essa área é superior à cidade de São Paulo. Mas conta apenas uma parte da história do que acontece na região.

    Mais rápido e menos preciso, o Deter não capta desmatamentos em áreas com menos de 50 hectares (meio quilômetro quadrado). Vem daí a principal diferença entre o sistema de detecção do desmatamento em tempo real e o Prodes, que mede a taxa oficial, divulgada ao final de cada ano.

    No ano passado, o Prodes mediu redução recorde de 42% no ritmo do desmatamento. A área abatida foi a menor desde o início da série histórica do Inpe, em 1988. Entre agosto de 2008 e julho de 2009 foram devastados 7.464 quilômetros quadrados de floresta, ou cerca de 5 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

    No ano anterior, a Amazônia havia perdido quase 13 mil quilômetros quadrados de floresta. Essa queda recorde foi registrada depois de um ano de interrupção num período de queda do abate de árvores, que vinha se mantendo desde 2004, e de uma crise no governo.

    Foi resultado sobretudo do aumento de fiscalização e de medidas como o corte de crédito aos desmatadores e o embargo da produção em áreas de abate ilegal de árvores.

    De acordo com dados dos satélites do Inpe, os piores anos para a floresta foram 1995, 2004 e 2003, com mais de 25 mil quilômetros quadrados devastados em cada um desses anos.

    A nova taxa oficial de desmatamento ainda depende das medições dos satélites nos meses de junho e julho, que tradicionalmente apresentam ritmo acelerado de corte de árvores. O período mais complicado na preservação da floresta começa com o fim das chuvas na região e segue até outubro.

    Em maio, o Inpe registrou 11,4% de desmatamento a menos do que no mesmo mês do ano passado, dado de contribuiu para a queda de 47% acumulada desde agosto de 2009.

  • 25jun

    COMUNICAÇÃO SOCIAL/ITAIPU

    Em agosto, a Usina de Itaipu será cenário do Campeonato Pan-Americano de Rafting.

    Essa será a primeira vez que o Canal Itaipu – considerado um dos melhores do mundo para este tipo de disputa, recebe a competição.

    Centenas de atletas de mais de 10 países vão ter a oportunidade de atestar a qualidade das águas do canal.

    As provas ocorrem nos dias 20, 21 e 22 de agosto, mas os treinos oficiais começam quatro dias antes, no dia 16 de agosto.

    O Campeonato Pan-Americano de Rafting deve reunir até 130 atletas de 23 equipes.

  • 10jun

    PARANÁ ONLINE/NEWTON ALMEIDA

    Segundo o vereador Roberto Hinça (PDT), presidente da Comisão Especial do Lixo da Câmara Municipal de Curitiba, a contratação emergencial dos aterros particulares vai significar gastos bem maiores do que os aplicados para o gerenciamento dos resíduos no Aterro da Caximba.

    Segundo Hinça, uma avaliação da comissão concluiu que serão gastos mensalmente entre R$ 1,5 milhão e R$ 2 milhões a mais do que é gasto atualmente.

    Os aterros particulares poderão receber os resíduos em caráter emergencial, por conta da desativação da Caximba, prevista para novembro desse ano.

    Além da desativação da Caximba, a contratação de aterros particulares visa dar destino à demanda de resíduos já que ainda permanecem os impasses judiciais que travam a licitação que deve escolher quem vai gerir a nova indústria de processamento de lixo da RMC.

    Já o vereador Pedro Paulo (PT), revela que, nos 24 meses em que serão utilizados os serviços dos aterros particulares, serão gastos até R$ 40 milhões a mais por ano.

    “Ao invés de pagarmos o valor atual de R$ 23 por tonelada de lixo, pagaremos R$ 47. Isso sem considerarmos o custo de R$ 73 por tonelada de lixo com o transporte dos resíduos”, ressalta.

    Para a secretária executiva do Consórcio Intermunicipal de Gestão de Resíduos Sólidos, Marilza Oliveira Dias, a comparação dos valores não pode ser feita de forma direta.

    Segundo ela, o custo por tonelada de lixo na Caximba não considera os custos com obras e estrutura.

    “O valor mínimo de R$ 47,07 foi definido com parâmetros da própria Caximba.

    Além dos custos com a área, que já foram pagos, ainda existem os custos com ações futuras que precisam ser aplicadas após a desativação do aterro”, explica.

  • 08jun

    ITAIPU BINACIONAL/MEIO AMBIENTE

    O Refúgio Biológico Bela Vista, da Itaipu, em Foz do Iguaçu, ganhou novos

    Harpia

    habitantes na última semana: são dois filhotes de harpia, nascidos em 23 e 29 de maio.

    As harpias (nome científico Harpia harpyja) são aves muito raras, e tem havido um esforço por parte de diferentes instituições para ampliar sua população. Cada filhote que nasce é uma nova chance de sobrevivência para a espécie.

    Com a chegada dos filhotes, o Refúgio conta agora com seis harpias: duas aves adultas, dois dos filhotes que nasceram no ano passado – um macho e uma fêmea – e os recém-chegados.

    É o maior plantel da região Sul e um dos maiores do País. “Aos poucos, vamos aperfeiçoando os cuidados com os animais.

    Usamos um protocolo criado por uma bióloga panamenha, mas fazemos as adaptações que percebemos necessárias, pois cada ave tem um caráter próprio. A chance de sobrevivência deles é cada vez maior, pois já aprendemos com muitos erros e acertos”, conta o biólogo Marcos de Oliveira.

    Os dois filhotes dividem uma incubadora que mantém a temperatura constante em 36,6°C.

    Cinco vezes ao dia, o biólogo Marcos José Oliveira os alimenta, sempre tomando o cuidado de ficar em total silêncio e ligar um aparelho de MP3 com sons gravados na natureza de piados de filhotes e vozes de adultos de harpia.

    “Isso é importante para que os filhotes não relacionem a alimentação aos sons e imagens humanos”, explica Marcos.

    Nos primeiros quinze dias a visão dos bebês ainda não está desenvolvida, então apenas o silêncio é suficiente. Marcos usa longas pinças para dar pedacinhos de carne aos filhotes. Nada de alpiste!

    As harpias são aves rapinantes carnívoras, muito fortes, que se alimentam de animais de pequeno e médio porte.

    A partir da terceira semana, a alimentação continua a mesma, mas o biólogo fica atrás de uma cortina, para não ser visto.

    O objetivo é que os animais percebam o menos possível a presença dos tratadores.

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