• 04ago

    Sensacional a entrevista, que ocupou o Programa do Jô por inteiro, nesta terça-feira à noite, desta excepcional figura humana que ocupa o cargo de Vice-Presidente do Brasil, José  Alencar Gomes da Silva.

    Exemplo perfeito de um homem de bem, guerreiro e com fé inabalável em Deus.

    Dele ouvi a melhor definição de um VICE:

    “Vice não assume. Vice substitui. Vice não manda nada. Vice só pede. E se a causa for nobre, pede com empenho”.

    * José Alencar substituiu, até hoje, o presidente Lula, em 502 dias.

    * José Alencar é o 24º vice-presidente na História do Brasil.

  • 12jun

    ARTIGO DE SYLVIO SEBASTIANI NO JORNAL INDÚSTRIA&COMÉRCIO

    SEGREDOS DA DITADURA DE 64
    LIVRO DE LÉO DE ALMEIDA NEVES

    O ex-deputado Léo de Almeida Neves, membro da Academia Paranaense de Letras, agora no dia 7 deste mês,  realizou o lançamento de mais um livro para marcar a história da politica em nosso país.

    A apresentação foi na séde do BRDE, contando com a presença de inúmeros políticos, admiradores e amigos do ex-deputado federal e cassado pela Ditadura Militar, após 0 AI-5 no dia 13 de março de 1969, quando se preparava para disputar  a eleição para Governador do Paraná, no ano seguinte de 1970, data esta marcada que pelo mesmo Ato Institucional, foi cancelada.

    Léo era Presidente do MDB de Curitiba e eu era o Secretário-Geral,onde recebíamos os companheiros e amigos, na antiga sede do PTB, na Rua Pedro Ivo, 698. Com a cassação do Léo eu assumi a Presidência, pois os vices indicados se recusaram a atender a tarefa, naquele período conturbado pós AI-5.

    A nossa amizade teve uma continuidade ainda mais forte, quando ele me designou seu substituto no comando do MDB, sempre orientando e aconselhando a minha permanência na direção do Partido, que foi por mais dois mandatos.

    O motivo de sua cassação sempre foi para nós uma obscuridade, indagações eram constantes, pois Léo sempre foi uma Liderança na política paranaense, no PTB e no MDB.

    Declara ele que pela primeira vez no Brasil estará sendo divulgada na íntegra uma Ata do Conselho de Segurança Nacional de cassação de mandato, em reunião presidida pelo presidente Arthur da Costa e Silva, presente o vice e todo o ministério.

    Essa Ata  consta em seu livro, pois o Presidente Lula, a partir de 05 de março de 2009 ficaram liberadas para o público as Atas Secretas, e ele é o primeiro deputado federal cassado, que divulga os dados reunidos pelo regime, e adianta que faz em homenagem ao povo paranaense que o elegeu em 1966 o mais votado do MDB do Paraná.

    Nesta segunda-feira, quando do lançamento do livro, estive ao seu lado para  dar atendimento aos amigos e companheiros, familiares de antigos companheiros já falecido e admiradores de Léo de Almeida Neves.

    Nessa oportunidade revivemos um pouco na nossa vida na politica, que certo momentos chegamos até indo às lágrimas de tamanha emoção.

    Uma delas foi a presença do velho amigo Zola Florenzano, que com seus 97 anos de idade, foi  adquirir um livro do Léo, para um forte abraço emocionante e muita alegria, em recordar o nosso passado. Eu recordei ter em meus arquivos uma carta do Zola, de 1994, que termina dizendo:”Aproveito o ensejo para, também, comunicar-lhe a reativação do Centro de Estudos Marxistas Cem Par e da Editora Criatividades Editoriais Mayo Paranaense, que espero, contar com sua simpatia. Tudo acima de qualquer partidarismo, discriminação e Radicalismo”. Estampo aqui o envelope que guardo com muito carinho do velho marxista paranaense.

    Não irei aqui detalhar nomes de pessoas que lá compareceram, para evitar algumas mágoas, por esquecimento.

    Mas, termino este com a mensagem de meu querido amigo e velho companheiro de lutas políticas no PTB com o Senador  Souza Naves e no nosso MDB que levou este país à DEMOCRACIA.

    Escreveu Léo:”Ao querido amigo Sylvio Sebastiani, companheiro de memoráveis lutas políticas em favor do povo paranaense e brasileiro, que se notabiliza como estrategista e pela lealdade. Forte abraços, Léo de Almeida Neves”.

  • 03mai

    ANA PAULA SOUZA/ENVIADA ESPECIAL DA FOLHA

    Quando Euclydes da Cunha escreveu sua obra mais famosa, o

    Rua principal de Canudos

    sertão de Canudos ainda não tinha virado mar. Mas tinha ficado famoso pela guerra e pelo “desnorteado apóstolo” Antônio Conselheiro.

    Da publicação de “Os Sertões” (1902) para cá, Canudos foi alagada por um açude, reerguida e mitificada.

    Sergio Rezende fez o filme “Guerra de Canudos”, Zé Celso levou a saga ao teatro e dezenas de produtores culturais vieram à cidade com editais, câmeras e laptops.

    “As pessoas vêm, levam nossa história e Canudos segue aqui, paradinha”, diz Darlene dos Santos, 16.

    Desta vez, o que chegou foi um cineclube. O acervo inicial é formado por títulos da GloboFilmes.

    Na cidade em que 73% dos habitantes recebem o Bolsa Família e o celular existe há menos de um ano, o cinema parece anunciar, para os jovens, uma nova narrativa para a sina descrita em “Os Sertões”.

    Para os mais velhos, é outro sonho que a cidade verá murchar.

   

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