• 10jun

    FOLHA.COM

    A um ano das convenções partidárias que definirão os candidatos ao governo paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) lidera a corrida ao Palácio dos Bandeirantes, de acordo com pesquisa concluída pelo Datafolha no fim da semana passada.

    O governador aparece com ampla vantagem em todos os cenários analisados pelo instituto, até mesmo quando seu oponente é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Embora sua candidatura seja improvável, Lula é o adversário que teria melhor desempenho contra o tucano. O petista obtém 26% das intenções de voto e Alckmin, 42%.

    A entrada do ex-presidente na disputa estadual foi sugerida em novembro do ano passado pelo marqueteiro do PT, João Santana, em entrevista à Folha, mas Lula nunca manifestou interesse em se candidatar.

    Editoria de Arte/Folhapress

    Santana disse considerar Lula o nome ideal para unir os partidos que compõem a base da presidente Dilma Rousseff na tentativa de apear o PSDB do poder em São Paulo, onde os tucanos mandam há quase 20 anos.

    Alckmin, que planeja se candidatar à reeleição, está em seu terceiro mandato como governador do Estado. Seu governo tem hoje 52% de aprovação, segundo o Datafolha, mas sua popularidade é menor hoje do que era no fim dos mandatos anteriores.

    O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf (PMDB), aparece em segundo lugar nos cenários pesquisados, com percentuais que oscilam entre 13% e 16%.

    Skaf apareceu várias vezes no horário nobre da televisão desde dezembro, em comerciais veiculados pela Fiesp para defender medidas tomadas pelo governo para reduzir o custo da energia elétrica e reformar os portos do país.

    Com outros nomes do PT no páreo, Alckmin também desponta como favorito, oscilando de 50% a 52% das intenções de voto, o que seria suficiente para ele liquidar a disputa no primeiro turno.

    O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, que diz ter desistido da disputa, teria 11% das preferências e ficaria tecnicamente empatado com Skaf na segunda colocação.

    O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, teria 5%, e o da Saúde, Alexandre Padilha, hoje o favorito para a indicação petista, somaria 3%.

    O ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD), que já expressou publicamente o interesse em se candidatar, obtém de 6% a 9% das menções.

    O Datafolha entrevistou 1.642 eleitores em 43 municípios do Estado, na quinta e na sexta-feira da semana passada. A margem de erro do levantamento é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Na sondagem espontânea, em que os eleitores manifestam suas preferências sem que o Datafolha apresente nomes de possíveis candidatos, Alckmin alcança 19% das citações. O ex-governador José Serra (PSDB), antecessor de Alckmin no cargo, é o segundo mais lembrado, com 4%.

    Lula, Mercadante, a ministra da Cultura, Marta Suplicy (PT), o ex-deputado federal Celso Russomano (PRB), o ex-prefeito Paulo Maluf (PP) e Paulo Skaf aparecem, cada um, com 1% das citações. De acordo com o Datafolha, 63% dos entrevistados não souberam mencionar o nome de nenhum candidato na pesquisa espontânea. (FÁBIO ZAMBELI)

  • 09jun

    FOLHA.COM

    Apesar da queda de popularidade, a presidente Dilma Rousseff continua sendo a favorita para vencer a eleição presidencial do ano que vem.

    No cenário mais provável da disputa, Dilma teria 51% das intenções totais de voto, segundo pesquisa Datafolha finalizada sexta-feira com 3.758 entrevistas.

    São sete pontos a menos que o verificado no levantamento anterior, de março. Mas ainda assim é o suficiente para liquidar a eleição já no primeiro turno.

    Em segundo lugar, com os mesmos 16% da última pesquisa, aparece a ex-senadora Marina Silva, atualmente engajada na criação de um novo partido político, a Rede Sustentabilidade.

    O senador Aécio Neves (PSDB-MG) foi o único que cresceu em relação ao levantamento de março. Ele tem agora 14% das intenções de voto, quatro pontos a mais que na pesquisa anterior.

    Aécio está tecnicamente empatado com Marina, já que a margem de erro do levantamento é de dois pontos.

    Recém-eleito presidente do partido, o pré-candidato tucano foi beneficiado pela exposição intensiva de sua imagem na série recente de propagandas do PSDB no rádio e na televisão.

    Nessas oportunidades, Aécio criticou o governo com muita ênfase na inflação, objeto de crescente preocupação da população, conforme a mesma pesquisa.

    Em quarto lugar na pesquisa, com 6% das intenções de voto, aparece o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB). O índice é mesmo obtido por ele no último levantamento.

    RECORTES

    O melhor desempenho de Dilma ocorre na região Nordeste do país, onde a presidente alcança 59% das intenções de voto.

    O Nordeste é também a única região do país em que Campos obtém índice de dois dígitos na pesquisa, 12%.

    Entre todos os recortes por renda, idade e escolaridade, o pior desempenho de Dilma está entre os eleitores que declaram ter ensino superior.

    Se a disputa fosse feita só nesse grupo, a eleição seria bem mais apertada. Dilma continuaria vencendo, mas com 34%; Marina ficaria com 29%; Aécio, com 19%.

    O Datafolha também fez simulações da disputa com os nomes do ex-presidente Lula e do atual presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa.

    Lula, que sempre afirma não ter intenção de disputar em 2014, alcançaria mais votos que Dilma: 55%, em seu melhor cenário.

    Já Barbosa, popular por ter presidido o julgamento do mensalão, teria 8%.

    A pesquisa espontânea dá pistas sobre o grau de interesse dos eleitores a 1 ano e 4 meses do pleito. Quando o entrevistador pergunta pelo candidato preferido sem apresentar nomes de eventuais concorrentes, 50% dos eleitores dizem que ainda não sabem em quem votar.

    Nesse tipo de apuração, Dilma é citada por 27% dos eleitores (eram 35% em março); Lula é mencionado por 6%; Aécio, por 4%.

      Editoria de Arte/Folhapress  
  • 22abr

    QUEDA

    CLAUDIOHUMBERTO.COM.BR

    Os dados da primeira pesquisa do Indicador de Atividade das Micro e Pequenas Indústrias do Estado de São Paulo, realizada a pedido do Simpi (sindicato do setor) e que representa mais de 200 mil empresas com até 50 empegados revelam que, apesar do desempenho da presidenta Dilma Rousseff ser considerado ótimo e bom para 65% da população, entre os empresários do setor a avaliação cai para 39%.

    “Isso mostra a necessidade da implementação urgentes de políticas eficazes para o setor”, diz Joseph Couri, presidente do Simpi.

    O levantamento se estenderá por 11 meses e as informações coletadas farão parte de um índice inédito, que medirá o nível de atividade desse segmento da indústria.

    Uma empresa especializada fará uma análise internacional e a Universidade Mackenzie realizará estudos nas áreas econômica e jurídica, além de sugestões de políticas para o segmento.

    Couri lembra que a pesquisa destaca problemas do setor, como a concorrência com importados, apontada por 72% dos 304 empresários ouvidos.

    “As pessoas não estão desesperançosas, mas divididas quanto ao crescimento e preocupadas com a inflação”, diz.

    No setor, 55% afirmam que a inflação vai subir, contra 45% da população. A inadimplência mostrou-se alta, com 39% das empresas endividadas.

  • 29mar
    Idosos que vivem sozinhos podem não receber cuidados necessários - Foto:- iStockphoto/Thinkstock

    Idosos que vivem sozinhos podem não receber cuidados necessários – Foto:- iStockphoto/Thinkstock

    UOL

    A solidão já foi apontada como um grande fator que pode antecipar a morte.

    Mas um novo estudo indica que viver sozinho, mesmo que feliz com isso, aumenta os riscos de morte em 26%.

    A pesquisa foi publicada na versão online da Proceedings of the National Academy of Sciences.

    O isolamento social é quando uma pessoa tem pouca interação com outras pessoas.

    Já a solidão é uma emoção de pessoas que se sentem insatisfeitas com as conexões sociais que possui.

    “Uma pessoa socialmente isolada tem mais propensão a se sentir sozinha e vice-versa, mas isso não é sempre”, diz o autor principal do estudo, Andrew Steptoe, da Universidade College London.

    Steptoe e sua equipe usaram questionários de 6.500 britânicos com mais de 50 anos.

    Eles analisaram graus de solidão, contato com amigos, família, grupos religiosos e outras organizações para medir suas conexões sociais. Depois viram quantos morreram em um período de 7 anos.

    Quando variáveis como sexo, idade e problemas de saúde eram eliminadas, o isolamento social foi apontado como fator de risco para a morte.

    A solidão, não. Os pesquisadores acreditam que idosos que vivem sozinhos podem não estar recebendo os cuidados necessários, como ter alguém para fazê-los comer direito, tomar seus remédios e, em momentos de crise, não há ninguém por perto para ajudar.

    “Existem muitas pessoas que vivem isoladas socialmente, mas são perfeitamente felizes com isso”, disse Steptoe.

    “Mas mesmo eles devem ter contato frequente com outras pessoas que podem encorajá-los e ver se está tudo bem com eles”.

    Os cientistas afirmam ainda que é necessário mais estudos para entender completamente como a solidão e o isolamento social interferem um no outro e como ambos afetam a saúde.

  • 20mar

    FOLHA.COM

    redução nas tarifas de energia elétrica e a desoneração de itens da cesta básica contribuíram decisivamente para manter a popularidade de Dilma Rousseff em alta.

    A aprovação ao governo registrou, neste mês, seu índice mais alto desde a posse, conforme pesquisa do Ibope encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria).

    Aqueles que consideram o governo “ótimo” ou “bom” passou de 62%, registrado em dezembro, para 63%. Os que acham a gestão Dilma “ruim” ou “péssima” permaneceu em 7%.

    A aprovação à forma de governar da presidente também registrou novo recorde. Na última pesquisa, o índice dos que aprovam seus métodos foi de 78%. Agora, foi a 79%.

    Também cresceu o número daqueles que confiam na presidente, que foi a 75%. O número é superior aos 74% registrados logo após sua posse, em 2011.

    Todas as variações estão dentro da margem de erro, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Jorge Araújo/Folhapress
    Produtos de cesta básica em mercado; governo isentou impostos federais das mercadorias
    Produtos de cesta básica em mercado; governo isentou impostos federais das mercadorias

     

    A pesquisa capta o período em que começou a valer a redução de até 20% nas contas de luz de consumidores residenciais. Usada como forma de frear o crescimento da inflação, outra medida popular do governo, e mais recente, foi a desoneração da cesta básica.

    As duas medidas foram anunciadas pela própria presidente em pronunciamentos em cadeia nacional de rádio e televisão. A oposição acusou a presidente de fazer uso eleitoreiro desses pronunciamentos.

    A pesquisa aponta que as notícias sobre a redução nos valores da conta de luz e da cesta básica estão entre os três fatos mais lembrados pelos entrevistados.

    Só perdem para a tragédia da boate Kiss, em Santa Maria, e a presença da presidente no local, em solidariedade aos parentes das vítimas. O aumento do preço da gasolina, notícia negativa para o governo, foi citada por apenas 3%.

    Outro dado apontado é que o maior crescimento de avaliação do governo ocorreu justamente na área de impostos. Em três meses, a aprovação das medidas do governo nessa área saltaram de 30% para 37%.

    Sob acusações de antecipação do debate eleitoral, os números serão bem recebidos pelo Planalto, já que a aprovação do governo permanece em curva ascendente apesar dos números tímidos da macroeconomia, dos problemas de infraestrutura e de problemas na base de apoio, com a potencial candidatura do aliado Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, contra a reeleição de Dilma.

      Roberto Stuckert Filho – 27.jan.2013/AFP  
    Dilma abraça parente de vítima e se emociona em visita a Santa Maria após tragédia
    Dilma abraça parente de vítima e se emociona em visita a Santa Maria após tragédia

     

    ECONOMIA

    Apesar dos dados decepcionantes em relação ao crescimento do PIB, que cresceu apenas 0,9% em 2012, o emprego e a renda apresentaram resultados robustos, conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

    O nível de desemprego chegou a 5,5%, o mais baixo da história. Em relação à renda, a alta de 4,1% no ano passado representou o crescimento mais acentuado desde 2004, segundo o IBGE.

    Esses dois fatores mexem muito mais com a percepção econômica da população do que os dados do PIB.

    Sobre a inflação, apesar da pressão nos preços registrada nos últimos meses, a pesquisa mostra que a satisfação da população com as medidas tomadas em relação ao problema cresceu de 45% para 48% – acima da margem de erro, portanto.

    O intervalo entre a última pesquisa CNI/Ibope e a divulgada nesta terça também coincide com o início de uma ofensiva publicitária do governo sobre a erradicação da miséria.

    O governo anunciou ter retirado da extrema miséria todos os registrados no Cadastro Único do governo federal, que serve de base para programas de transferência de renda, como o Bolsa Família.

    Ou seja, todas essas famílias agora recebem mensalmente do governo pelo menos R$ 70 per capita. A erradicação da pobreza extrema foi a principal promessa de Dilma na área social.

    A pesquisa CNI/Ibope foi realizada entre os dias 8 e 11 de março, com 2.002 pessoas em 143 municípios de todo país.

  • 04mar

    EFE
    cérebro

    De acordo com pesquisadores, o lobo parietal, região do cérebro relacionada com o desepenho cognitivo, pode ser a origem do Alzheimer (Thinkstock)

    A doença de Alzheimer pode ser um “efeito colateral” ocasionado pela evolução do cérebro do homem, ao menos segundo as conclusões de um estudo publicado nesta semana, no periódico Journal of Alzheimer’s Disease.

    De acordo com a pesquisa, a doença está associada à vulnerabilidade de uma determinada região do cérebro responsável pela cognição.

    O desenvolvimento dessa área do cérebro, que não é encontrada em outras espécies, é considerado pelos pesquisadores como a maior mudança no cérebro humano nos últimos cinco milhões de anos.

    Os autores sugerem que a vulnerabilidade dessa região cerebral esteja associada à origem da espécie, pois o desenvolvimento do lobo parietal nos humanos modernos influenciou a organização espacial do cérebro, provocando mudanças na vascularização e no controle de energia, o que torna essa área sensível aos danos metabólicos relacionados à doença.

    Para Emiliano Bruner, um dos autores do estudo, o trabalho abre um novo campo de pesquisa sobre a doença, que até agora era associada aos danos celulares nas áreas temporais e frontais do cérebro.

    Ele acredita que os prejuízos nessas áreas não são a causa da doença, mas uma de suas consequências. 

    De acordo com o pesquisador, a identificação do lobo parietal como origem do Alzheimer poderia justificar o fato de a doença não afetar outras espécies, uma vez que se trata de uma zona cerebral presente apenas no Homo sapiens.

    Burner acredita que a seleção natural não eliminou o Alzheimer porque a doença surge principalmente em idades avançadas, quando o indivíduo já não pode mais se reproduzir.

     

  • 22fev

    VEJA.COM/CIÊNCIA

    Juliana Santos

    Tecido cardíaco
    À esquerda, imagem de miscroscópio do coração de um porco após a aplicação do hidrogel. O crescimento de tecido cardíaco está representado em vermelho. À direita, coração antes do tratamento. (Karen Christman, UC San Diego Jacobs School of Engineering)

     

    Um hidrogel injetado no coração poderá tratar danos nos músculos cardíacos causados por infarto. No ano passado, uma equipe de pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, já havia testado o tratamento em ratos.

    Agora, em um estudo publicado nesta quarta-feira no periódico Science Translational Medicine, o grupo realizou os testes em animais maiores — o tratamento foi testado em porcos, que têm anatomia mais semelhante aos seres humanos.

    O próximo passa da equipe é testar a espécie de “remendo” em humanos. Segundo a equipe, a nova fase de testes deve começar no início no segundo semestre deste ano.

    Segundo dados do Ministério da Saúde, no Brasil ocorreram cerca de 80.000 mortes por infarto agudo do miocárdio em 2010, sendo 32.645 mulheres e 47.017 homens.

    Quando o paciente sobrevive ao infarto, há preocupações sobre o processo de remodelagem pelo qual o coração passa durante a recuperação.

    Isso acontece por causa dos danos musculares causados pelo infarto em si, que podem levar a um quadro de insuficiência cardíaca.

    Fabricação — O material  usado na pesquisa é um gel produzido a partir de tecido conjuntivo cardíaco de porcos.

    O tecido passa por um processo de limpeza, em que todas as células são retiradas, sobrando apenas a matriz extracelular, uma espécie de “suporte natural” do coração.

    Esse tecido passa por diversos processos até se transformar em um líquido, que pode ser injetado através de um cateter inserido em uma artéria e direcionado pelos vasos sanguíneos até o coração.

    De acordo com os autores, esse processo poderia ser realizado com o uso de sedativos, sem necessidade de uma anestesia geral.

     TECIDO CONJUNTIVO

    As células do tecido conjuntivo têm como função servir de suporte e manter unida a estrutura corporal. Presente na maioria dos órgãos, como o coração, o tecido conjuntivo forma grande parte dos músculos, tendões, ossos, cartilagens e da pele.

    Também é conhecido como tecido conectivo, por preencher os espaços intercelulares do corpo e ligar órgãos e tecidos diversos.

    Ao atingir a temperatura corporal, o líquido se transforma em um gel poroso, que auxilia na formação de músculo cardíaco e reduz a formação de cicatriz na área afetada pelo infarto.

    “Após um infarto, a estrutura natural do coração é danificada. Promovendo uma nova estrutura, feita de matriz extracelular natural, nós fazemos com que as próprias células do organismo se direcionem ao local e reparem o coração.

    Isso inclui novos vasos sanguíneos e células-tronco. O resultado é uma quantidade significantemente maior de músculo cardíaco e menos tecido de cicatriz na região danificada”, disse Karen Christman, integrante do grupo de pesquisadores, ao site de VEJA.

    O tecido de cicatriz, produzido pelos fibroblastos (células do tecido conjuntivo) em regiões danificadas, é feito de colágeno.

    Esse tecido é prejudicial porque ele não possui capacidade de contração, como o músculo cardíaco.

    Assim, ao se cicatrizar, o coração acaba perdendo força, de modo que é importante reduzir a formação dessa cicatriz para garantir um bom funcionamento do órgão após um infarto.

    O hidrogel pode ser degradado pelo organismo. De acordo com Karen Christman, a própria migração das células é responsável por esse processo, e após três semanas da aplicação o material é completamente degradado pelo corpo.

    Nesse estudo, os pesquisadores realizaram testes de segurança e verificaram, entre outras coisas, a compatibilidade do gel com o sangue humano.

    Opinião do especialista

    Fernando Bacal
    Cardiologista do Hospital Israelita Albert Einstein


    “O que se teme depois de um infarto é o remodelamento do coração. Ele muda de forma e tamanho, podendo ficar maior e mais fraco.

    Os tratamentos hoje são voltados para desobstruir a artéria o mais rápido possível, uma vez que o infarto é causado pelo fechamento de uma artéria que irriga o coração e pela necrose de parte do músculo cardíaco.

    O que esse estudo está propondo é o uso da matriz extracelular que envolve as células do coração e é responsável pela regeneração do coração após o dano.

    “Porém, ainda não se sabe o que essa substância, injetada no coração, pode causar.

    Pode ocorrer uma reação imunológica ou o aumento de trombose (coagulação que obstrui os vasos sanguíneos do coração).

    Mas trata-se de um estudo interessante e pioneiro, que no futuro pode ter grande impacto no tratamento da doença.”

  • 03fev

    VEJA.COM
    Células sanguíneas

    Células do sangue: a proteína SIRT3 estimulou a formação de novas células do sangue em camundongos idosos(Thinkstock)

    Pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados Unidos, realizaram um avanço na compreensão dos mecanismos moleculares envolvidos no processo de envelhecimento, que podem ajudar no desenvolvimento de tratamentos para doenças degenerativas relacionadas à idade.

    No estudo, publicado nessa quinta-feira, no periódico Cell Reports, os pesquisadores adicionaram um “gene de longevidade” às células-tronco do sangue de camundongos idosos, aumentando seu potencial de regeneração das células do sangue.

    Trata-se do gene responsável pela produção da proteína SIRT3, da classe conhecida como sirtuínas, que desempenha um papel importante ajudando as células-tronco de sangue envelhecidas a lidarem com o stress oxidativo.

    Quando os pesquisadores infundiram a SIRT3 nas células-tronco de sangue dos camundongos idosos o tratamento estimulou a formação de novas células de sangue, o que prova uma reversão da deterioração, relacionada com a idade, na função das células-tronco velhas.

    “Já sabemos que as sirtuínas regulam o envelhecimento, mas nosso estudo é o primeiro a demonstrar que elas podem reverter a degeneração vinculada ao envelhecimento”, disse Danica Chen, professora de Ciência e Toxicologia na Universidade da Califórnia, em Berkeley, e pesquisadora principal do estudo.

    Danica afirmou que nos últimos 10 a 20 anos houve muitos avanços na compreensão científica do envelhecimento: em lugar de um processo descontrolado e ao acaso, o envelhecimento é considerado agora um desenvolvimento altamente regulado, o que o torna passível de manipulação.

    Para a realização do estudo, os pesquisadores observaram o sangue de camundongos que tinham o gene SIRT3 inativo. Entre os animais mais novos, a ausência da proteína não causou alterações significativas.

    Mas, a partir do dois anos de idade, os camundongos com deficiência de SIRT3 passaram a apresentar uma quantidade menor de células-tronco sanguíneas e uma menor capacidade de regeneração de células do sangue (principal função das células-tronco), em comparação com camundongos normais de mesma idade.

    A explicação para esse fato seria que, quando as células são jovens, os níveis de stress oxidativo são menores e ainda não atrapalham a função das células-tronco do sangue, de forma que a SIRT3 não é tão importante.

    Com o passar dos anos, o organismo passa a gerar mais stress oxidativo e seus sistemas de defesa deixam de ser suficientes. É nesse momento que o papel de SIRT3 se torna essencial para o organismo.

    No entanto, os níveis dessa proteína vão diminuindo com o passar dos anos, o que faz com que o stress oxidativo volte a se acumular, causando o envelhecimento das células.

     ”Outros estudos já mostraram que uma só mutação de gene pode levar a uma extensão do período de vida”, disse Danica.

    “A questão é se podemos entender o processo o suficiente para desenvolver uma ‘fonte molecular da juventude’”.

    Para a pesquisadora, ainda é cedo para afirmar se a SIRT3 pode realmente prolongar a vida.

    Segundo ela, o principal objetivo do estudo nesse momento é utilizar esse conhecimento para tratar doenças degenerativas.

  • 08jan

    VEJA.COM/SAÚDE

    Vinho tinto, um aliado da saúde
    Vinho tinto: bebida representa benefícios à saúde cardiovascular devido ao álcool e também à uva (Stockbyte)

     

    Diversos estudos já relacionaram o consumo moderado de bebida alcoólica, em especial de vinho tinto, a benefícios para o coração.

    Uma das explicações está no fato de a bebida funcionar como antioxidante no organismo, produzindo efeitos positivos como a redução do risco de derrames cerebrais.

    Porém, nunca ficava claro se essa ação se devia ao álcool ou à uva presente na bebida. Um novo estudo, feito por pesquisadores da Universidade de Barcelona, levantou essa questão e concluiu que tanto um quanto outro são responsáveis por essa melhora à saúde.

    Os resultados foram publicados no periódico The American Journal of Clinical Nutrition.

    Participaram do estudo 67 homens com alto risco para doenças cardíacas. Primeiro, eles passaram duas semanas sem consumir bebida alcoólica alguma e, depois, tiveram que ingerir 30 gramas de vinho tinto ao dia, uma quantidade equivalente a dois copos, durante um mês.

    No mês seguinte, eles continuaram bebendo a mesma quantidade diária, porém, de vinho sem álcool.

    Durante todo o estudo, os pesquisadores aplicaram exames de sangue para medir os níveis de uma série de substâncias químicas relacionadas à formação de placas nas paredes das artérias e que funcionam como marcadores de inflamações.

    Ao analisar os resultados, os pesquisadores observaram que, quando os homens consumiam vinho tinto alcoólico diariamente, eles demonstravam um maior nível de interlucina-10, uma substância capaz de diminuir a inflamação nas artérias.Isso, segundo os autores do estudo, sugere que o álcool sozinho é responsável por esse benefício.

    Por outro lado, no período em que os homens beberam vinho tinto sem teor alcoólico, os exames de sangue revelaram que houve uma redução nos níveis de certas substâncias responsáveis por estimular a formação de placas nas paredes das artérias.

    Com isso, foi possível concluir que essa diminuição se deve aos polifenois vindos das sementes ou da casca da uva, e não ao álcool.

    Com isso, os especialistas concluíram que tanto as uvas quanto o álcool, desde que consumido moderadamente, são bons para o coração e que, provavelmente, há uma forte vantagem em ingerir os dois juntos.

     

  • 06jan

    GAZETA DO POVO/KARLOS KOHLBACH

    Dupla em ação: Lula e Dilma Rousseff, ao lado de Gleisi Hoffmann, em comício realizado em Curitiba durante campanha presidencial de 2010 - Foto:- Jonathan Campos/ Gazeta do Povo

    Dupla em ação: Lula e Dilma Rousseff, ao lado de Gleisi Hoffmann, em comício realizado em Curitiba durante campanha presidencial de 2010 – Foto:- Jonathan Campos/ Gazeta do Povo

    A pouco mais de um ano e meio da eleição presidencial, sondagem feita pelo Instituto Paraná Pesquisas, a pedido da Gazeta do Povo, revela uma inédita hegemonia do PT entre os eleitores do Paraná.

    Se a eleição fosse hoje, os paranaenses elegeriam Dilma Rousseff com ampla vantagem sobre os adversários.

    A presidente venceria em todos os três cenários mais prováveis, independentemente dos oponentes – em alguns deles, os paranaenses a reelegeriam já no primeiro turno, se considerada a margem de erro.

    Dilma só é preterida pelo eleitor do Paraná quando a disputa é com o ex-presidente Lula (PT) – o que demonstra a força que hoje o partido conseguiu no estado, muito em função da eleição de Gustavo Fruet (PDT) para a prefeitura de Curitiba, que se aliou ao PT.

    Com o mais provável cenário político para 2014, tendo como possíveis candidatos Dilma, Marina Silva (sem partido), Aécio Neves e Eduardo Campos (PSB), a pesquisa estimulada (quando os nomes dos candidatos são mostrados ao eleitor) revela que no Paraná o grande nome da oposição ao atual governo não seria do PSDB, mas Marina.

    Dilma teria 49,7% das intenções de voto, Marina teria 19%, e o tucano, 14%. No cenário com Geraldo Alckmin no lugar de Aécio, Dilma teria 48,6%, Marina, 19,33% e Alckmin, 14,94%. Campos teria 2,56% – o melhor desempenho dele nos cenários pesquisados.

    Para o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, se a baixa popularidade de Campos no Paraná se repetir em todo o país, ele terá de repensar a candidatura

    . “Ao mesmo tempo em que se o desempenho de Marina no Paraná for semelhante no resto do país, o grande nome da oposição ao PT será o dela.”

    Na pesquisa espontânea (quando o entrevistador não apresenta a relação de candidatos ao eleitor), porém, Marina perde força e é lembrada por apenas 0,2% dos eleitores do Paraná (veja infográfico).

    Ela fica atrás de Dilma (11,4%), Lula (10,8%) e dos tucanos Aécio Neves (2,5%), José Serra (2,4%), do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (0,7%), do senador paranaense Alvaro Dias (0,3%).

    Marina perde até mesmo para o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, que foi relator do julgamento do mensalão. O ministro foi lembrado por 0,98% dos eleitores.

    Economia puxa resultado, dizem especialistas

    Sobre os números alcançados pelo PT na sondagem feita no Paraná, o diretor da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo e o cientista político Mário Sérgio Lepre, da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), atribuem o desempenho petista ao momento da economia paranaense.

    “O sucesso do PT pode ser explicado pela economia no Paraná, que está alavancando muito a Dilma e o Lula”, opina Hidalgo. “Quando a economia vai bem, parece que tudo vai bem”, completa.

    Lepre acredita que “os dados indicam que o governismo é fortíssimo. Se este quadro econômico permanecer, mesmo sem o PIB crescer, mas com consumo da grande faixa da população, é muito difícil para a oposição ter um bom desempenho na eleição de 2014”, disse.

    Lepre, no entanto, afirma que os números devem ser analisados com cautela, já que ainda é cedo e os nomes dos candidatos ainda não estão todos colocados.

    “É uma época que não se tem uma consolidação de outros nomes, apenas a percepção de que as coisas estão boas, do ponto de vista econômico, para uma grande parcela da população que não tinha pleno acesso ao consumo”, afirma Lepre.

     

     

     

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