Esta historinha acontece num reino que está situado na quinta comarca de uma
certa província.
O castelo, que um dia quase ruiu, mas o monarca anterior não deixou, está situado num espaço central da aldeia maior.
O povo, sempre muito debochado, chama o local de Cínico, pelas figuras bizarras que lá habitam.
O atual rei, veio de terras longínquas, no lombo de um dromedário, sempre cantarolando, durante a longa jornada.
Em tempos antigos, assombrou o povo, com sua figura fantasmagórica, em outro castelo, que denominam de Casa da Plebe Ignara.
Conta a lenda que, ninguém sabe porque, mesmo sem luz e brilho, meio desengonçado, mesmo assim, animou e divertiu o antigo rei.
E num repente, viu cair no seu colo, o reinado. Só que, diferente de outras monarquias, este tem prazo para acabar.
Mesmo assim, houve um pavor nos corredores palacianos, pois os serviçais sempre ouviam boatos de que a nova rainha era uma pessoa muito má.
Se já era antes, imaginavam como seria, como rainha.
Hoje o que mais se fala, em todo reino, é da sua arrogância, e desejo incontido de vingança.
Comprovando-se assim um ditado muito popular que diz que majestade, nobreza, modos refinados e fidalguia não se compram em qualquer feira.
Para a má rainha, todos que lhe servem são bobos da corte. Não faz nenhuma distinção. Seu maior prazer é que lhe sirvam cabeças numa bandeja de ouro.
Adora ostentação e luxo, esvaziando as burras do reino. Com o suor do povo, aproveita para conhecer outros reinos, castelos e muralhas.
O rei, faz o papel de uma rainha de outro reino, bastante conhecido e já em decadência: não manda nada.
Os criados da corte, já deram até apelidos para os dois monarcas.
O rei é a CABEÇA e a rainha é o PESCOÇO.
E explicam: o pescoço vira a cabeça para o lado que quer!!!
OBSERVAÇÃO :- Qualquer realidade, é mera intenção







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