• 01set

    IMPRENSA/PT-CURITIBA


    Na próxima sexta-feira (dia 3), a bancada do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara Municipal de Curitiba (CMC) realizará uma Audiência Pública sobre a Copa do Mundo em Curitiba e a utilização do potencial construtivo.

    O objetivo é debater os temas com a população curitibana e da região metropolitana, com diversas entidades da sociedade civil organizada, movimentos sociais, sindicatos, além de autoridades estaduais e municipais.

    Com a escolha de Curitiba como uma das cidades sedes da Copa do Mundo de 2014, uma série de investimentos e melhorias em infra-estrutura deve ser direcionada para a região metropolitana, bem como para o resto do Estado do Paraná.

    “O evento Copa do Mundo é uma grande oportunidade para o enfrentamento de problemas comuns a todos os municípios da região, para isso é fundamental que todos os envolvidos no processo, em especial os municípios da região metropolitana, participem com sugestões e acompanhem a aplicação eficiente dos recursos que serão investidos”, destaca o vereador Pedro Paulo, líder da bancada do PT.

    Outro assunto que será pauta da Audiência é a discussão sobre a transferência do potencial construtivo. Com a alegação do Clube Atlético Paranaense de não ter condições para assumir o financiamento para a conclusão da Arena da Baixada nos padrões exigidos pela FIFA, a transferência de potencial construtivo pode ser uma das alternativas para o impasse.

    A transferência do potencial construtivo só pode ser viabilizada depois da aprovação de um projeto de Lei pela Câmara Municipal e pela Assembleia Legislativa do Paraná. Como a discussão vai passar pelo plenário da CMC, os vereadores da bancada petista antecedem o debate como forma de subsidiar o pensamento parlamentar e esclarecer a população em relação ao tema.

    “Ampliar o debate é para que a sociedade de fato entenda o potencial construtivo e no que isso pode implicar no futuro para Curitiba. Ninguém desconsidera a importância da Copa, a preocupação é que as infra-estruturas tragam benefício para a cidade a médio e longo prazo. Os investimentos públicos devem ser aplicados para atender Curitiba e toda população, não apenas interesses de alguns”, destacou a vereadora Professora Josete, líder da bancada de oposição.

    Para o vereador Jonny Stica, ao deixar de avaliar outros projetos para a Copa, Curitiba perde a oportunidade de inovar. “Nossa cidade sempre teve projetos reconhecidos em todo o mundo, mas hoje somos tímidos quando pensamos em soluções urbanas para o futuro”, afirma.

    “No caso da Baixada, temos um estádio consolidado. Na minha opinião seria mais lógico e inovador investir dinheiro público em um projeto que comece do zero, pois assim podemos incluir mudanças que garantam que Curitiba ganhe permanentemente com a realização do evento.”

    Outra preocupação, de acordo com Jonny, é não infantilizar o debate. “Isso não pode ser tornar uma briga entre clubes rivais. A discussão é muito maior do que isso pois vamos decidir onde investir uma grande quantia de recursos públicos com a vinda da Copa do Mundo. É preciso, portanto, saber onde Curitiba ganha mais”, diz.

    A Audiência acontece no auditório da Câmara, na sexta-feira, dia 03 de setembro, a partir das 14h.

  • 27ago

    ASSESSORIA DE IMPRENSA/GABINETE DO SENADOR ÁLVARO DIAS

    O senador Alvaro Dias (PSDB/PR) participou, nesta quarta-feira (25/08), em São Paulo, do Brazil World Cup Transportation Congress.

    No Congresso, que tem o objetivo de discutir problemas e soluções para a Copa de 2014, Alvaro Dias fez palestra apontando que a infraestrutura é a grande adversária do mundial e mostrou dados que reforçam os alertas da FIFA e do TCU sobre os atrasos nas obras de estádios, estradas, hotéis e aeroportos.

    O senador citou, por exemplo, que são necessários 32 mil quartos na rede hoteleira por cidade-sede e arredores e que, até agora, apenas o Estado de São Paulo atende a exigência.

    Destacou ainda que, além de os estádios não contarem com estrutura de transporte público, um estudo do IPEA – Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – mostra que dez dos principais aeroportos já estão operando acima da capacidade máxima e que as obras caminham a passos lentos.

    Levantamento do site Contas Abertas com base nos 27 relatórios estaduais do PAC mostra que, dos 46 empreendimentos aeroportuários previstos para o período 2007/2010 e pós 2010, apenas nove foram concluídos até abril.

    E até o mês de junho, a Infraero havia gasto apenas 11% da dotação de investimentos autorizados para 2010.

    “Não podemos ignorar a questão dos radares e o controle do espaço aéreo no período da Copa. Dados do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos indicam que, até maio, foram registradas 77 ocorrências de quase colisão no Brasil. Este é um fato desconhecido pelos brasileiros”, disse.

    Outro dado apresentado por Alvaro Dias revela limitação na tecnologia 3G, que pode levar à pane na rede de telefonia em locais onde multidões fazem ligações ou enviam fotos e vídeos via celular simultaneamente.

    O senador também ressaltou que, das 265 obras listadas como necessárias nos portos, apenas 51 delas estão previstas no chamado PAC.

    O Governo estima a circulação de cerca de 600 mil visitantes internacionais e mais 3 milhões de brasileiros durante a Copa.

    O Congresso, organizado pelo International Business Communications (IBC), conta com representantes das agências reguladoras, dos governos federal, estadual e municipal, de empresas privadas, e das cidades-sede.


  • 12ago

    TRECHO DA ENTREVISTA DE PETRAGLIA AO PARANÁ ONLINE/CAHUÊ MIRANDA

    Petraglia:"o orçamento dobra"

    Paraná Online – O mercado brasileiro do futebol deve chegar a receitas de R$ 3 bilhões em 2014. Participar da Copa é uma forma de ter uma fatia maior desse crescimento?

    O valor agregado para o futebol paranaense e para o Atlético é muito difícil mensurar. Tive a oportunidade de estudar uma consultoria contratada pelo Atlético… Um negócio ridículo, primário.

    Não levaram em conta nenhuma receita e crescimento futuro. Para se ter condições de uma análise, teríamos que fazer um estudo com projeção no mínimo de 15 anos, que é o período do financiamento.

    Quando chegamos ao Atlético, em 1995, nossas receitas eram de R$ 6 milhões por ano. Hoje são R$ 60 milhões… Cresceram dez vezes. Claro que a receita não crescerá dez vezes de novo, mas no mínimo dobrará. Com um investimento de R$ 30 milhões em 15 anos.

    Sabíamos que o BNDES não financia clubes. Precisamos de alguém que tome esse financiamento e repasse ao Atlético. Quando eu disse que tinha que ir ao BNDES correndo e pegar o dinheiro, não falei que seria o Atlético. Nem que o Atlético quisesse.

    Tomar o empréstimo é uma coisa. A responsabilidade de pagá-lo é outra. O Atlético ficará responsável pela sua parte. Se for R$ 30 milhões, o Atlético pagará R$ 2 milhões por ano, em 15 anos, mais juros.

    E a prefeitura, o estado ou qualquer que seja o responsável garantirá a outra parte. Agora, não buscar o financiamento, não se preocupar em viabilizar… Isso é o que tem me deixado triste. Temos as melhores condições, a mais fácil solução, um dos mais baratos estádios, na melhor cidade brasileira e estamos perdidos por causa de tostões.

    Paraná Online – Fala-se muito que o senhor teria interesse pessoal na vinda da Copa para Curitiba. Tem negócios ligados ao Mundial?

    Petraglia – Os investimentos públicos e privados, diretos ou indiretos, nesses anos, até 2015, ultrapassarão R$ 200 bilhões. Como um empresário como eu, que tenho vários negócios, não terei interesse na Copa? Claro.

    Agora, ter interesse não quer dizer que serão negócios escusos. É só olhar o Atlético. Nós fornecemos a cobertura, as cadeiras e várias coisas das nossas empresas a preço de custo. Que negócio é esse?

    Aqui, dentro do Atlético, é de paixão. Fora do clube, se vier o metrô amanhã para Curitiba, nossas empresas estão diretamente envolvidas nesses negócios. Seria crime que viéssemos a fornecer, se vencêssemos a concorrência?

    É uma deformação, uma maldade. Por isso me afastei. Mesmo depois de ter feito tudo o que fiz, de construir o que jamais alguém fez, não só para o Atlético, mas para qualquer clube, ainda há almas invejosas que dizem que foi interesse pessoal… É maldade de invejosos e é muito triste conviver com isso. Qualquer um que tenha negócios em Curitiba tem interesse na vinda da Copa. Nem que seja para vender pipoca na esquina ou vuvuzela no sinaleiro.

  • 17jul

    Em resposta ao torcedor atleticano, César Teixeira, cuja carta publiquei em 16/07  (clique aqui), o eterno presidente do Atlético, Mario Celso Petraglia, fez esta manifestação:

    César,
    Posições contrárias e não conformes estamos acostumados, no entando, precisam estar fundamentadas e conter no seu bojo premissas verdadeiras e não tendenciosas…

    É verdade que a FIFA durante o mês dos jogos da Copa reserva todas as áreas de exposição de marcas para os seus patrocinadores, porém, será somente naquele período… É tão verdade que num ráio de 2km do estádio, bares, restaurantes e demais estabelecimentos comerciais precisarão esconder as marcas conflitantes.

    O país sede escolhido tem uma exposição mínima de 6 anos, desde o ano da definição até a data dos jogos, com intensa atenção para o perído logo após encerramento da última, no caso África do Sul em 7/2010 até 7/2014 quando teremos encerramento da próxima, que será no Brasil, perído de 4 anos quando o mundo do futebol estará voltado para o Brasil!

    Afirmar que o CAP está vendendo o que não poderá entregar é no mínimo ignorância (desconhecer os fatos), ou pretender deformar a verdade verdadeira…
    Em 2006 na Copa da Alemanha, a exclusão por 40 dias do nome do grupo segurador Allianz da fachada da Arena de Munich deu muito mais exposição na mídia mundial do que se ali tivesse permanecido…

    Foi mostrado para + de 200 paises a retirada e a volta da marca que nomina aquele estádio espetacular construído também com participação do estado e dinheiro público!!!

    A Copel é uma empresa de economia mista, e o dinheiro que será aplicado não pode ser considerado a “fundo perdido” tem comprovadamente retorno, nem “dinheiro público”, a cia é uma instituição de capital aberto com participação de 80% dos seus acionistas do capital total em nome de fundos, instituições, pessoas físicas e jurídicas privadas, além do que, ela não está impedida de fazer publicidade instituicional da sua marca, principalmente quando o retorno dos valores serão multiplicados por dezenas de vezes, existem mecanismos e empresas que fazem estes controles e valoração da exposição/veículos que a marca Copel ficará exposta!

    Não foi definido o tempo que a Copel terá o direito de explorar o melhor produto de promoção e publicidade, “o nome na Arena da Baixada”, no futebol, no melhor e mais moderno estádio do Brasil no período do antes e após Copa do Mundo. Pelo valor de mercado já comprovado por 5/6 anos o preço a ser pago pela Copel estará de conformidade, ninguém pretende assaltar aquela empresa.

    É de conhecimento de todos (você com certeza não sabe), que o retorno dos investimentos para os jogos da Copa têm reflexos no mínimo de 10 anos depois da sua realização, ou seja, a África do Sul estará faturando em todos os sentidos até 2020 pela realização da Copa do Mundo em seu país!
    Quantas pessoas no mundo sabiam o que sabemos hoje sobre aquela maravilhosa nação e do seu povo?

    Não tenho palavras para demonstrar a tristeza que sindo lendo comentários e afirmações como as tuas é lamentável que o povo paranaense não tenha o amor necessário pelas suas coisas e acaba sendo dominado pela pequenez, mediocridade e autofagia que predomina na alma da nossa aldeia! Você fez as contas se o Paraná e Curitiba ficarem fora dos jogos da Copa do Mundo de 2014, as receitas diretas e indiretoas que perderemos, as perdas materiais e emocionais que sofreremos?

    Saudações rubro-negras!
    Mario Celso Petraglia

  • 12jul

   

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