• 30set

    EFE

    Após fazer arte com caveiras em homenagem ao Pan, a cidade de Guadalajara se enfeita com barris de tequila para dar boas-vindas aos atletas e turistas dos Jogos que começam no próximo dia 14.

    Ulises Ruiz Basurto/Efe
    Homem observa um dos 130 barris de tequila espalhados pelos principais pontos de Guadalajara
    Homem observa um dos 130 barris de tequila espalhados pelos principais pontos de Guadalajara

     

    São 130 peças de madeira pintadas em alusão à bebida típica da região. A planta de onde se extrai a tequila também serviu de inspiração para o desenho da tocha pan-americana se enfeita com barris de tequila para receber atletas e para um dos três mascotes dos Jogos deste ano, o Gavo.

    Um dos patrocinadores do Pan de Guadalajara é um fabricante de tequila, e os barris devem ser expostos inclusive em locais de competição durante as disputas.

    Ulises Ruiz Basurto/Efe
    A 15 dias da cerimônia de abertura do Pan, Guadalajara se enfeita para os Jogos
    A 15 dias da cerimônia de abertura do Pan, Guadalajara se enfeita para os Jogos
  • 30set

    FRANCE PRESSE

    O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, convocou a imprensa ao palácio presidencial, o Miraflores, para reafirmar que está se recuperando satisfatoriamente do câncer que revelou ter em junho e interromper a onda de rumores provocada por uma reportagem do jornal americano “El Nuevo Herald” de que ele havia sido internado de emergência na terça-feira.

    Em cadeia nacional de rádio e TV, o mandatário venezuelano jogou softbol com seus ministros.

    Todos vestidos com abrigos esportivos que combinavam o vermelho, a cor de seu movimento político, ou com as cores da bandeira do país.

    Juan Barreto/France Presse
    Chávez jogou softball com ministros e convidou jornalistas para o palácio presidencial nesta quinta-feira
    Chávez jogou softball com ministros e convidou jornalistas para o palácio presidencial nesta quinta-feira

     

    Chávez, com o rosto e pescoços bastante inchados, mostrou movimentos ágeis e resistência: falou, de pé e sob o sol, por quase três horas nas escadarias do casa de governo.

    “Para eles eu já estou internado”, ironizou.

    Chávez não revela que órgãos ou tecidos foram afetados pelas células cancerígenas.

    Ele diz que já não tem câncer e que fazia, até a semana passada, tratamento quimioterápico preventivo.

    Ontem, questionado mais uma vez sobre o tipo de câncer que tem, respondeu: “Querem saber mais? Para quê? Para quê?”

    Segundo o venezuelano, querer mais detalhes sobre sua doença é fruto de curiosidade “mórbida”.

    “Minha resposta é essa, compadre. Eu sou a minha resposta e a vida que levarei daqui em adiante é a resposta”, afirmou.

    Segundo a coluna de Mônica Bérgamo, da Folha, os médicos do Sírio Libanês que viram os exames de Chávez no mês de julho disseram que ele enfrenta lesões na próstata, em um nível avançado.

    O presidente fez questão de ler praticamente a íntegra da reportagem do “El Nuevo Herald”, que, citando fontes anônimas, dizia que o presidente teria sido internado na manhã de terça-feira no Hospital Militar de Caracas, “em um estado geral comprometido”.

    Juan Barreto/France Presse
    Desmentindo boatos divulgados por um jornal dos EUA, o presidente venezuelano disse estar se recuperando
    Desmentindo boatos divulgados por um jornal dos EUA, o presidente venezuelano disse estar se recuperando

     

    O texto terminava com uma frase de Roger Noriega, o ex-embaixador dos EUA na OEA (Organização dos Estados Americanos) no governo George W. Bush (2001-2011).

    “Isso significa que deveríamos começar a pensar, e deveríamos preparar-nos, para um mundo sem Hugo Chávez”, disse Noriega, um dos ícones da direita nos EUA, segundo a reportagem.

    Chávez leu o sentença na TV. “A novela dramática da minha saúde. É lamentável”, disse.

    “Isso o que provoca é dúvida nas pessoas, e não é pouca gente que gosta de mim neste mundo. E eu gosto deles.”

    Chávez voltou dizer que vai nocautear a oposição nas eleições presidenciais de 7 de outubro de 2012.

  • 30set

    VALOR ONLINE

     

    No parlatório, ex-presidente Lula passa a faixa presidencial para Dilma Rousseff

    A avaliação positiva da presidente Dilma Rousseff é maior do que as dos ex-presidentes Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Fernando Henrique Cardoso (PSDB) nas terceiras pesquisas de popularidade CNI/Ibope das suas gestões.

    Enquanto 71% aprovaram Dilma Rousseff à frente do governo neste mês, 69% aprovaram a maneira de governar de Lula na terceira pesquisa do seu primeiro mandato.

    Em relação a FHC, 57% o aprovaram como presidente em setembro de 1995.

    A avaliação do governo Dilma também supera a das gestões dos ex-presidentes.

    Enquanto o governo da presidente Dilma foi avaliado como ótimo ou bom por 51% dos entrevistados em setembro, em setembro do primeiro ano do governo Lula, o percentual foi de 43%.

    No mesmo período do primeiro ano de FHC, sua gestão recebeu aprovação de 40%.

    O gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria, Renato da Fonseca, destacou que a presidente Dilma herdou a popularidade de Lula.

    Na última pesquisa de popularidade do seu governo, em dezembro de 2010, Lula atingiu 87% de aprovação pessoal.

    ‘Faxina’ melhorou avaliação, diz CNI

    A melhora da avaliação da presidente Dilma Rousseff se deve à faxina promovida na Esplanada dos Ministérios, segundo o gerente-executivo de pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Renato da Fonseca.

    A pesquisa de setembro, diz Fonseca, reflete as demissões dos envolvidos em denúncias de corrupção no alto escalão do governo.

    “Ela conseguiu, dentro do episódio virar um pouco o jogo para trazer coisas positivas para o seu governo”, afirmou.

    Na pesquisa de setembro, os assuntos mais lembrados de forma espontânea são as denúncias de corrupção nos ministérios dos Transportes, Agricultura e Turismo. Em segundo lugar, vem a faxina ministerial empreendida por Dilma.

    Na sondagem realizada em julho, os assuntos mais lembrados foram a crise no Ministério dos Transportes, com 21%, e a demissão do então ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, com 14%.

    As ações da presidente em relação às denúncias não chegaram a ser mencionadas pelos entrevistados na época.

    A avaliação positiva da presidente Dilma Rousseff subiu quatro pontos percentuais entre julho e setembro, passando de 67% para 71%.

    A pesquisa CNI/Ibope entrevistou 2.002 eleitores em 141 municípios. A margem de erro é de dois pontos percentuais.

  • 30set

    BBC BRASIL

    Uma reportagem publicada na edição desta semana da revista britânica The

    Revista chama presidente da CBF de 'uma das figuras mais manchadas do futebol'

    Economist afirma que, enquanto o Brasil espera melhorar sua imagem com a Copa do Mundo de 2014, a CBF (Confederação Brasileira de Futebol) está “cercada de irregularidades”, citando denúncias que seriam “gols contra” do presidente da entidade, Ricardo Teixeira.

    A revista diz que, ao mesmo tempo em que a presidente Dilma Rousseff “tenta fazer o melhor para limpar a política do país”, demitindo ministros ligados a acusações de corrupção, a Copa do Mundo é comandada por Teixeira, classificado pela Economist como “uma das figuras mais manchadas do futebol”.

    A reportagem cita denúncias já divulgadas por órgãos de mídia contra o presidente da CBF (que também chefia a comissão organizadora da Copa), incluindo a afirmação do dirigente britânico David Triesman de que Teixeira pediu dinheiro em troca de seu voto em favor da candidatura da Grã-Bretanha para a Copa de 2018.

    A Economist cita ainda o programa da BBC Panorama, que acusou Teixeira e o ex-presidente da Fifa João Havelange de ganhar propina nos anos 1990, relacionada a direitos de televisão e anúncios publicitários da Copa do Mundo.

    Uma investigação da Fifa já inocentou o presidente da CBF das acusações de Triesman.

    Quanto às propinas citadas pelo Panorama, advogados que atuam em nome da Fifa contestam a decisão de um promotor de Zug, cidade no nordeste da Suíça, que determinou a divulgação de detalhes do caso.

    Outra denúncia citada pela reportagem diz respeito a um amistoso entre Brasil e Portugal, realizado em Brasília, em 2008.

    Segundo a revista, um contrato foi fechado semanas antes de jogo entre o governo do DF e a empresa Ailanto, chefiada por Sandro Rosell, aliado de Teixeira e atual presidente do Barcelona.

    De acordo com a Economist, o contrato de R$ 9 milhões tratava de direitos de marketing e “serviços vagamente definidos”. A revista afirma que o caso, já publicado por órgãos de mídia do Brasil, está sendo investigado por corrupção.

    Contratos

    A revista diz ainda ter cópias de três contratos relacionados a negócios cujos propósitos, segundo ela, “não são imediatamente óbvios”.

    Um deles, datado de 2009, trata do aluguel de uma fazenda de Teixeira no Rio de Janeiro a Vanessa Precht, ex-sócia da Ailanto, por R$ 10 mil mensais por cinco anos.

    De acordo com a Economist, dois parlamentares querem investigar o caso, por suspeita de que o negócio seja uma forma da Ailanto devolver ao presidente da CBF parte do dinheiro recebido com o jogo entre Brasil e Portugal.

    Os outros dois contratos, segundo a reportagem, dizem que o empresário Claudio Honigman teria pago R$ 22,5 milhões a Teixeira e a Sandro Rosell, de quem havia sido sócio, para comprar de volta 10% das ações da corretora Alpes.

    A revista afirma que, embora os contratos indiquem que as ações haviam sido vendidas anteriormente a Teixeira e Rosell, a Alpes afirma que Honigman nunca teve participação acionária na corretora.

    A Economist diz que Teixeira não quis comentar os fatos relatados em sua reportagem.

    A BBC Brasil entrou em contato com a assessoria de imprensa da CBF para que comentasse a reportagem, mas não obteve resposta.

  • 30set

    AGÊNCIA ESTADO

    Luiz Inácio Lula da Silva recebe o prêmio Lech Walesa na Polônia

    Ao receber nesta quinta-feira (29) o prêmio Lech Walesa, na Polônia, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que decidiu doar os US$ 100 mil a um país africano.

    O país que receberá o valor será escolhido pelos diretores do Instituto Lula e pelos membros da fundação criada por Walesa.

    Lula também se encontrou em Gdansk com o sindicalista e ex-presidente polonês.

    Walesa, que recebeu o Prêmio Nobel da Paz, lembrou que quando conheceu Lula, em 1980, acreditou que estavam em caminhos diferentes.

    “Deixamos o comunismo e o senhor queria introduzir o socialismo. Parecia que estávamos em caminhos opostos, pois parecia não haver terceira via”, comentou.

    “O senhor não tinha razão há 30 anos, mas hoje mostrou que tinha razão.”

    O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, disse que Lula e Walesa fizeram mudanças radicais sem promover o caos em seus países.

    Para Tusk, os dois líderes promoveram o crescimento econômico e o bem-estar para as populações.

    O prêmio Lech Walesa foi criado em 2008 pela fundação do ex-presidente polonês para reconhecer personalidades destacadas por seu apoio à liberdade, democracia e cooperação internacional.

    A fundação informou em nota que Lula foi escolhido “em reconhecimento por seus esforços para conseguir uma cooperação pacífica e a compreensão entre as nações, especialmente para reforçar o papel dos países em desenvolvimento no mundo dos negócios, e por sua contribuição para reduzir a desigualdade social”.

  • 30set

    FOLHA.COM

    O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso criticou nesta quinta-feira (29) a tentativa de setores do Judiciário para esvaziar o poder de investigação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

    Para ele, trata-se de um “retrocesso corporativista”.

    “Por que criaram o CNJ? Porque havia a sensação generalizada de que os mecanismos normais não funcionavam por causa do corporativismo”, disse.

     

    Alessandro Shinoda/Folhapress
    Ex-presidente FHC criticou tentativa de setores do Judiciário para esvaziar o poder de investigação do CNJ
    Ex-presidente FHC criticou tentativa de setores do Judiciário para esvaziar o poder de investigação do CNJ

     

    Segundo o ex-presidente, eventuais mudanças no conselho precisam impedir o seu enfraquecimento.

    “Deve-se chegar a um acordo com regras definidas que não impeçam que o CNJ seja acionado.”

    Em um debate em São Paulo sobre as mudanças políticas do país nos últimos 15 anos, FHC também disse que o corporativismo tem crescido com a sua capacidade de “pressão difusa”.

    “Existe um risco de substituir o clientelismo por um corporativismo.”

    Sobre a criação de um novo imposto para financiar a saúde, FHC disse que é contra e citou declaração do presidente da Câmara, Marco Maia (PT-RS)

    “Se ele, que é do PT, é contra, então eu não posso ser mais realista que o rei.”

    Questionada sobre a redução da taxa básica de juros feita pelo Banco Central no começo do mês, o ex-presidente considerou a medida precipitada.

    Já, em sua fala, a professora da Universidade Harvard Frances Hagopian elencou uma série de exemplos sobre os progressos do país nesses anos.

    Entre eles, ela falou do fortalecimento dos chamados “partidos programáticos”, que, segundo ela, são o PT e PSDB.

    A professora ainda identificou uma aproximação entre as duas siglas.

    “Nas eleições, a posição dos candidatos do PSDB e PT foram mais parecidas que há dez anos”, disse. “É verdade”, completou FHC.

  • 30set

    AGÊNCIA BRASIL

    O STF (Supremo Tribunal Federal) aceitou nesta quinta-feira (29), por 7 votos a 1, a denúncia contra o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), 80, e sua família pelo crime de lavagem de dinheiro.

    A Corte, no entanto, rejeitou a denúncia contra o deputado pelo crime de formação de quadrilha.

    Segundo o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, o dinheiro lavado foi desviado de obras públicas quando Maluf foi prefeito de São Paulo (1993-1996), remetido ilegalmente ao exterior por doleiros e, por fim, “lavado” em investimentos feitos na Eucatex, empresa da família.

    Segundo o relator do inquérito no Supremo, ministro Ricardo Lewandowski, com base na ação da Procuradoria é possível constatar que os crimes cometidos por Maluf e seus familiares envolvem mais de US$ 1 bilhão que teriam sido desviados para o exterior.

    “Nessa ação, o prejuízo ao erário chega a quase US$ 1 bilhão”, disse Lewandowski. “A família Maluf movimentou no exterior quantia superior a US$ 900 milhões. Esse valor é superior ao PIB de alguns países como Guiné-Bissau, Granada, Comores, Dominica e São Tomé e Príncipe”, continuou o ministro

    Também foram denunciadas pela Procuradoria outras dez pessoas, entre elas a mulher de Maluf, Sylvia, os filhos Flávio, Lígia, Lina e Otavio e outros familiares.

    Luiz Carlos Murauskas – 03.out.2010/Folhapress
    Paulo Maluf e famíliares viraram réus em processo no STF pelo crime de lavagem de dinheiro
    Paulo Maluf e famíliares viraram réus em processo no Supremo Tribunal Federal pelo crime de lavagem de dinheiro

     

    Durante o julgamento, o procurador-geral afirmou que a maior parte do dinheiro foi desviada por meio da construção da avenida Água Espraiada, na zona sul de São Paulo.

    “Essa obra, concluída em 2000, teve o custo final extremamente absurdo de R$ 796 milhões, ou cerca de US$ 600 milhões”, disse.

    “Essa foi a fonte primordial dos recursos utilizados na lavagem [de dinheiro].”

    De acordo com Gurgel, o grupo foi denunciado por formação de quadrilha porque, pelo menos desde 1993, “associaram-se, de forma estável e permanente, com o propósito de cometer crimes de lavagem de ativos e efetivamente cometeram tais delitos consoante narrados minuciosamente na denúncia”.

    Como Maluf tem mais de 70 anos, a maioria dos ministros reconheceu a prescrição e não aceitaram julgá-lo por este crime. O mesmo entendimento foi usado no caso de sua mulher.

    Gurgel também rebateu o que classificou de “mais relevantes” argumentos dos acusados.

    Entre eles, está a alegação de que a Lei 9.613, de março de 1998, não poderia ser aplicada aos fatos objeto da acusação, que teriam ocorrido antes da entrada em vigor da norma.

    “Na verdade, os acusados foram denunciados por fatos que ocorreram entre os anos de 1993 a 2002. Todos sabemos que a lavagem de dinheiro é definida como crime permanente, cuja consumação prolonga-se no tempo, enquanto os bens, valores e direitos estiverem dissimulados e ocultos”, afirmou.

    Ele destacou ainda que, ao contrário do que afirma a defesa, o Ministério Público nunca investigou o caso diretamente.

    “Repito, para afastar qualquer dúvida quanto a esse tema: as provas que instruem a acusação foram obtidas em inquérito policial e por intermédio de cooperação jurídica internacional autorizada judicialmente.”

    A denúncia foi oferecida à 2ª Vara Criminal de São Paulo e chegou ao Supremo em fevereiro de 2007, após a diplomação de Maluf como deputado federal.

    DEFESA

    Segundo o advogado de Maluf, José Roberto Leal de Carvalho, não foram apontados fatos ou elementos que denunciem a reunião da família para praticar o crime.

    “Aliás, não é possível que ela [a família de Maluf] seja infiltrada por um policial, porque se ele [o policial] se infiltrar, ele pode ser membro da ‘quadrilha’. O gozado é que todos os membros da ‘quadrilha’ estão em estado de flagrância, porque a quadrilha continua. Ela só vai acabar quando matarem todos e restarem apenas três. Isso é um absurdo”, ironizou Leal sobre a acusação de formação de quadrilha, que foi rejeitada pelo Supremo.

    Durante o julgamento, Carvalho também afirmou ser difícil defender o político.

    De acordo com o advogado, Maluf carrega um “carisma de desprezo”.

    “Desprezo não, de ódio, desde a Copa de 1970. Começa o calvário dele lá”, disse Leal, na tribuna da Corte.

  • 29set

    AGÊNCIA O GLOBO

    O PPS anunciou nesta quarta-feira (28) que vai acionar a Justiça para recuperar o

    Freire:-" É um mero ardil"

    mandato de parlamentares que migrarem para o recém-criado PSD.

    Resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) permite a mudança de um partido já estabelecido para outro que está começando sem o risco da perda de mandato.

    No entanto, o presidente do PPS, o deputado Roberto Freire (SP), alega que a norma viola o entendimento constitucional de que o mandato pertence aos partidos.

    Já tramita, inclusive, no Supremo Tribunal Federal (STF) uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) do PPS contra esse dispositivo.

    “A mudança só deveria ser permitida nos casos em que o partido desse causa à ruptura do vínculo de filiação”, diz Freire.

    “Esse entendimento leva à interpretação de que basta um detentor de mandato criar um partido para que ele consiga o que não lhe pertence, que é o mandato. É mero ardil”.

    No STF, a Adin do PPS tinha como relatora a ministra Ellen Gracie, que se aposentou. Na tarde desta quarta-feira, Freire se reuniu com o presidente do Supremo, o ministro Cezar Peluso, para pedir um novo relator e, assim, resolver a questão o mais cedo possível.

    Segundo Freire, a Adin, se acatada, terá efeitos gerais e retroativos. Ele destacou, no entanto, que isso não implicará na perda automática do mandato dos infiéis, sendo necessário entrar com uma ação para cada caso.

    “Será como se a criação de novo partido nunca tivesse feito parte do texto da resolução”, afirmou. “(Os parlamentares que migrarem para o PSD) têm todo o direito de fazê-lo, mas podem não levar os mandatos, conscientes que estão do sério risco que correm de perdê-los”.

    Na terça-feira (27), o PSD foi o 28º partido político brasileiro a obter registro eleitoral no TSE. O partido nasce com uma bancada de mais de 50 deputados, podendo vir a se tornar a terceira maior força na Câmara, atrás apenas do PT e do PMDB.

    Parte dos integrantes do novo partido são filiados a legendas de oposição, como o PPS, e veem no PSD uma oportunidade para se aproximar do governo.

     

  • 29set

    FOLHA.COM

    A Secretaria de Políticas para Mulheres do governo federal pediu ao Conar (Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária) a suspensão do campanha publicitária “Hope ensina”, que traz a modelo Gisele Bündchen mostrando a “melhor maneira” de contar más notícias ao marido.

    Primeiro, Gisele aparece usando roupas normais para falar, por exemplo, que bateu o carro. A estratégia é classificada como “errada” e em seguida a forma “correta” é mostrada: a modelo repete a notícia, usando apenas lingerie.

    “Você é brasileira, use seu charme”, conclui a peça publicitária, que está no ar desde o último dia 20.

    A secretaria afirmou que recebeu, por meio da ouvidoria, diversas manifestações de indignação contra a peça.

    Foram enviados dois ofícios –um ao Conar, pedindo a suspensão da propaganda, e outro ao diretor da Hope Lingerie, Sylvio Korytowski, manifestando repúdio à campanha.

    Para a secretaria, “a propaganda promove o reforço do estereótipo equivocado da mulher como objeto sexual de seu marido e ignora os grande avanços que temos alcançado para desconstruir práticas e pensamentos sexistas”.

    A Secretaria de Políticas para Mulheres também diz acreditar que o comercial reforça a discriminação contra a mulher, o que infringe a Constituição Federal.

    Assista e forme sua opinião:

  • 29set

    FOLHA.COM

    A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta quarta-feira (28), em Manaus, que a crise econômica nos países ricos tem uma face perversa, que é o desemprego de milhões de pessoas, mas que o Brasil, segunda ela, “não é mais presa fácil da crise internacional”.

    Dilma disse que o país vive um momento diferente na economia porque lançou programas de distribuição de renda, combate à miséria, oferta de empregos, acesso ao crédito, que diminuíram as desigualdades sociais.

    “É isso que faz com que este país, quando cresce, quando investe, quando consome, quando faz politica social, não seja presa fácil da crise internacional”, disse a presidente.

    Na capital amazonense, Dilma lançou o programa Brasil sem Miséria na região Norte com a presença dos governadores dos Estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins.

    O programa prevê retirar da miséria 16,2 milhões de pessoas no país.

    Na ocasião, ela anunciou o programa Bolsa Verde, que transfere renda de R$ 300, a cada trimestre, e estimula a preservação ambiental para 2,65 milhões de pessoas, que vivem em extrema pobreza na região Norte.

    No discursos rápido, Dilma Rousseff destacou que, devido a programas lançados durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como o Bolsa Família, e nos nove meses em que governa o país, o Brasil sem Miséria, o Brasil tem a menor taxa de desemprego da história.

    “São 40 milhões de pessoas [beneficiadas pelos programas) quase uma Argentina, que tem um pouco mais de 41 milhões de habitantes, que saiu da pobreza. Agora o nosso compromisso é correr atrás para saber quem vive em nosso país em extrema pobreza”, disse a presidente.

    Dilma afirmou que o Brasil é respeitado internacionalmente porque “somos um dos países que faz uma das politicas de distribuição de renda mais efetivas no mundo”.

    “Não só entre os países emergentes, a China, a Rússia e a Índia, mas também quando você vê a situação de concentração de renda em países ricos, portanto, nós estamos no caminho certo”, disse.

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