• 30nov

    GAZETA DO POVO

    Os deputados estaduais da base do governo Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa do Paraná devem usar novamente a estratégia de transformar a sessão plenária em comissão geral para aprovar, a toca de caixa, um projeto de lei de interesse do Executivo.

    Os parlamentares devem votar e aprovar hoje a proposta de lei que autoriza o governo estadual a repassar a Organizações Sociais (OSs) serviços cuja responsabilidade é do Estado.

    Esta será a segunda vez, em menos de um mês, que esse expediente será usado – sempre com o intuito de acelerar a aprovação do projeto e evitar discussões e desgastes do governo.

    Da vez passada, os governistas conseguiram aprovar o reajuste nas taxas do Depar­tamento de Trânsito do Paraná (Detran).

    A medida regimental pode ter sido adotada por causa do protesto feito ontem na Assembleia pelo Movimento em Defesa dos Servi­ços Públicos.

    Os manifestantes en­­xergam neste projeto de lei uma for­­ma de privatizar o setor da saúde do Paraná. Elaine Rodella, secretária-geral do SindSaúde, o sindicato dos servidores na saúde e pre­vidência do Paraná, disse ontem durante o protesto que “o governo vai permitir que a iniciativa privada obtenha lucro com a saúde do estado”.

    Ela afirmou ainda que “os deputados não conhecem a realidade da saúde do estado do Paraná”.

    O governo evita falar em privatização. O líder de Richa na Assembleia, Ademar Traiano, afirma que o projeto vai atender casos pontuais do hospital de Reabili­tação de Curitiba, da Orquestra Sinfônica do Paraná e do Museu Oscar Niemeyer (MON).

    Quando questionado sobre a abrangência do projeto, o líder afirmou que é uma forma de se precaver. “Podem surgir novos problemas, como no interior do estado”, disse.

    Outra justificativa para tentar acelerar o trâmite e a aprovação do projeto pode ter sido o pedido de vista feito ontem pelo deputado petista Tadeu Veneri durante a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa.

    Com o pedido, o parlamentar teria até três dias para devolver o projeto para votação na comissão. O relator, deputado Hermas Brandão Jr (PSB), apresentou ontem parecer pela constitucionalidade da proposta.

    Veneri, em entrevista à imprensa, afirmou que a intenção é evitar que o projeto seja votado neste ano.

    Logo em seguida Traiano afirmou que a base governista usaria todos os mecanismos regimentais para aprovar o projeto das OSs. Dito e feito.

    Horas depois, o líder do governo protocolou requerimento para transformar a sessão plenária de hoje em comissão geral.

    “Um projeto que mexe com a estrutura do estado para os próximos 30 anos e nós vamos votar isso em 24 horas? Apenas ouvindo dois secretários. Não vamos ouvir os servidores, as entidades? Vamos virar as costas à população e nem discutir um projeto que propõe a transferência de milhões do patrimônio público para a iniciativa privada?”, protestou Veneri.

    O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TC), Fernando Guimarães, também adotou o tom de cautela.

    “Este projeto deveria ser objeto de discussão numa audiên­­cia pública na Assembleia para ouvir a sociedade, sindicatos e o ges­­tor. Seria mais saudável para convencimento da sociedade.”

    Antes da votação, a bancada do PMDB deve apresentar emendas ao projeto de lei. Uma delas, discutida numa reunião com o governador Beto Richa, exclui a possibilidade de repassar para as OSs serviços prestados pela Copel e Sanepar.

    Se esta emenda for aprovada, o governo poderá entregar a OSs a gestão de todos os serviços públicos, com exceção das duas empresas públicas, do ensino regular – ensinos fundamental, médio e superior – e da segurança pública.

    Ontem, durante almoço comemorativo do PSDB, Richa ressaltou a importância da gestão pública com auxílio das OSs. “Eu gosto de administrar com resultados e profissionalismo. É isso que a população espera do governante. Nosso compromisso é de encaminharmos algumas estruturas do governo para que as OSs possam ajudar a administrar. Evidentemente com a supervisão do Estado, fiscalização do Tribunal de Contas”, disse o governador.

    “São estruturas sem fins lucrativos e com metas a cumprir”, completou.

  • 30nov

    SITE CAPGIGANTE

    A chapa CAPGIGANTE conseguiu hoje Liminar na Justiça da Capital para conseguir a listagem dos sócios que votam e podem ser votados. Estamos pedindo faz semanas, sempre sendo negada! 

    Primeiro nosso pedido foi enviado ao GG, Presidente do CD, que nomeou a Comissão Eleitorial e transferiu a responsabilidade.

    Depois, o Presidente desta Comissão aceitou nosso pedido e deu 48 horas ao C Administrativo (atual gestão), que tem seus dois Vice-Presidentes como candidatos, nos entregasse.

    Também a ordem não foi atendida!

    Por outro lado, a “máquina” do poder está trabalhando com todas as informações possíveis e imagináveis, ligando aos sócios, fazendo pesquisas, malas diretas, entregando panfletos nas cadeiras da Arena.

    Que democracia é esta?! E ainda tem a coragem de tentar enganar os sócios dizendo que não são situação! Que absurdo!!!

    Como convidaremos os sócios para participar, como saberemos quem vota, quem não vota? Como registraremos a chapa sem nenhuma informação confiável?

    Alguém tem bola de cristal funcionando para nos emprestar?

    Afirmam a boca pequena que não entregarão, que mandarão errada, que virá incompleta… Como se atrevem a fazer tantas falcatruas, também nas eleições?

    Será que a compra do Guerron, do El Morro, do Nieto, dos 70 jogadores que vieram nestes três anos que nada fizeram e muito custaram não foi o suficiente? 

    As vendas dos jogadores que receberam no grupo, que venderam e fizeram caixa como Galatto, Neto, Nei, Danilo, Rodolfo, Chico, Alex Sandro, Ferreira, Alan Bahia, Valência, Willian, Wallison, R. Moura, Jorge Henrique, Cristhian, Marcinho, Michel Bastos, Dinei, Pedro Oldone etc, que nos três últimos anos geraram + de 40mm de reais em caixa para o CAP!

    A volta subserviente ao SP de JuJuvêncio, a entrega do Rodolfo para os bambis, a mísera 4.ª vice-presidência do C13, o apoio ao Fábio Koff, contra a CBF, a negociação em favor da Record e a assinatura com a RedeTV das transmissões dos jogos dos Campeonatos Brasileros de 2012/5, contra a R. Globo, que depois da derrota e com o rabinho entre as pernas assinou o contrato por 4 anos, pegou o adiantamento de R$ 20mm para comprar o El Morro, não chegou?

    A perda de + de 2 anos sem nada fazer para concluir as obras da Arena para os jogos da Copa das Confederações e do Mundo, afirmando que sempre foi contra, que é contra os jogos na Arena, assim não honrando o que foi comprometido e assinado com os Governos Federal, Estadual e Municipal. 

    Também não atendeu o COL (FIFA) e jamais fez uma visita ao RJ para dar informações ou pelo menos dizer que tínhamos intenção de honrar a palavra empenhada. O que podemos esperar desta gente a não ser desonestidade e falta de caráter?

    Ainda temos que ler que fizeram uma administração competente, que sanearam as contas do CAP, que deixarão dinheiro em caixa, que futebol não é para gente séria, e tantas outras mentiras e mentiras que usaram e abusaram desde o primeiro dia da gestão adm+chuteiras.

    O nosso amado FURACÃO não merece seres tão vís e irresponsáveis no seu dia a dia e senhores do seu destino! Lamentável…

  • 29nov

    REUTERS

    O governo cubano começará a contratar alguns serviços privados no ano que vem, numa iniciativa que é parte das medidas destinadas a ajudar o desenvolvimento de pequenas empresas, rompendo com o passado estatizante, disseram fontes ligadas ao governo na segunda-feira.

    Alimentação, limpeza, construção e transportes – serviços atualmente prestados apenas por funcionários públicos – estão entre as áreas que no futuro poderão ser terceirizadas pelo governo.

    O presidente Raúl Castro já propôs neste ano mais de 300 reformas destinadas a modernizar a economia da ilha, que ainda segue o modelo soviético.

    O objetivo é permitir atividades econômicas privadas que absorvam parte dos 1 milhão de cubanos que devem ser retirados nos próximos anos da inchada máquina pública do país.

    Raúl diz que isso irá fortalecer o comunismo para permitir sua sobrevivência.

    Cuba já tem atualmente mais de 350 mil autônomos, o que é mais do que o dobro do total existente há dois anos.

    A maioria deles, porém, se restringe a pequenas operações domiciliares, e sua capacidade de crescer vinha sendo restringida em parte pela falta de capital e de acesso aos negócios do governo.

    Novos regulamentos bancários e de crédito entrarão em vigor em 20 de novembro, permitindo que as pequenas empresas obtenham empréstimos pela primeira vez.

    Outra novidade será que os empreendedores urbanos e rurais poderão abrir contas comerciais, pré-requisito para fazerem transações com o Estado.

    Além disso, ficará suspenso o limite de cem pesos (cerca de 4 dólares) nas transações entre empresas estatais e indivíduos.

    ‘Isso é muito positivo para o desenvolvimento do setor não-estatal, que agora tem à sua disposição novos instrumentos financeiros que antes estavam disponíveis apenas para as empresas estatais e ‘joint ventures’ com companhias estrangeiras’, disse um economista cubano, pedindo anonimato por estar proibido de conversar com jornalistas estrangeiros.

    Phil Peters, especialista em Cuba do Instituto Lexington, dos EUA, disse que as medidas, além de ajudarem o setor privado, devem tornar o governo mais eficiente, além de prenunciarem mudanças mais amplas.

    ‘É mais um sinal de que o Estado socialista está abandonando o tradicional preconceito contra a iniciativa privada’, disse ele.

  • 29nov

    Exmo Senhor Vereador Sabino  Picollo,

    MD.  Presidente da Câmara Municipal de Curitiba

    Nesta/Capital

    FEMOTIBA- Federação das Associações de Moradores, Clubes de Mães, Entidades Beneficentes e Sociais de Curitiba, entidade declarada de utilidade pública municipal e estadual (estatuto e  leis em anexo), com endereço comercial,  sito à Rua Luiz Xavier, 68- centro, conj. 1.815, vem respeitosamente à presença de V. Exa. Expor e ao final requer o  que segue:

     A Câmara Municipal de Curitiba  foi,   nos últimos tempos, palco de um escândalo que, tomou proporções municipal, estadual e nacional, com  grande impacto na opinião pública curitibana.  

    Nosso legislativo Municipal ficou numa posição vexatória, ao ponto de, praticamente a totalidade da população estar indignada e  repugnando os atos ilícitos que foram cometidos pela Casa,  com ampla repercussão nos meios de comunicação de massa de Curitiba, do Paraná e, alcançado pela mídia nacional.

    Tal “desideratum” aconteceu na gestão do vereador Derosso que, por oito mandatos consecutivos  (16 anos),vinha exercendo a presidência do legislativo Municipal e, foi “pilhado” numa denúncia vergonhosa de favorecimento em licitação à sua esposa Cláudia Queiroz que , segundo o Tribunal de Contas do Estado e o Ministério Público Estadual,  participou de licitação quando fazia parte da Câmara ( exercia  cargo em comissão), prática vedada pela Lei; Além de outras denúncias que estão sendo investigadas pelo próprio Tribunal de Contas, pelo Ministério Público, Conselho de Ética e CPI da Câmara Municipal.

     Diante disso, a FEMOTIBA, entidade que tem lutado intransigentemente contra a corrupção, e é uma das autoras de pedido de investigação e, face ao afastamento de Derosso da presidência da Casa, vêm REQUERER a Vossa Excelência as seguintes providências:

    1-    Tornar público, o nome dos vereadores componentes da mesa que são ORDENADORES de despesas, nos termos da Lei 4.320 ( Lei do Orçamento);

    2-    Tornar público o nome das empresas de: informática, publicidade, limpeza, conservação, segurança, locação de veículos, Xerox, material de suprimentos e outras que porventura, são terceirizadas da Casa- nos últimos  5 anos.

     Sr. Presidente, ao tornar público , com transparência, o nome dos ordenadores de despesa e todos os  contratos  e possíveis aditivos, Vossa  Excelência  estará dando importante passo ,  inaugurando  uma nova era  para  recuperação da imagem e credibilidade de nossa Câmara Municipal que, infelizmente, pelos fatos narrados, está a beira do abismo.

    Curitiba, 29 de novembro de 2.011

    Cordialmente,

    Edson Feltrin- presidente FEMOTIBA

  • 29nov
    João Faustino (1° à esquerda), José Agripino Maia, José Serra e Rosalba Ciarlini juntos, na campanha de 2010.
    Ligações perigosas

    As notas publicadas hoje na coluna de Renata Lo Prete na Folha de São Paulo, dando conta de que existem ligações entre o caso “Controlar-Kassab” e  João Faustino, ex-secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e subchefe da Casa Civil do então governador de São Paulo, José Serra (PSDB), dão a esperança de que o assunto saia das páginas locais dos jornais paulistas.

    Ninguém está dando nada. O site NoMinuto, do Rio Grande do Norte, publicou as acusações do Ministério Público contra Faustino, chefe da campanha de Serra no Estado, num  direcionamento de licitação para a inspeção veicular no Rio Grande do Norte nos mesmos moldes do feito  no Município de São Paulo.

    Neste arranjo, teria participado a mesma empresa Controlar, acusada de fraude em São Paulo.

    A Controlar, depois de abiscoitar a concessão milionária em São Paulo, foi parcialmente vendida para um consórcio de empreiteiras. Seus donos, o casal Carlos e Abigail Suárez teriam ganho R$ 170 milhões na transação.

    A informação é a de que há documentos provando que o casa distribuiu – e oficialmente, através de doações registradas – mais de R$ 2 milhões de seu patrimônio pessoal para diversos partidos e candidatos em 2010.

    Isso, oficialmente. A caixa 2 ainda está por ser aberta.

    TIJOLAÇO/BLOG DO BRIZOLA NETO

  • 29nov

    RODOPIOU.COM

    Aula do dia: PPP – Plano de Privatização do Paraná ( ou ainda Paraná Pede Piedade, via Meg Thai)

  • 29nov

    CELSO NASCIMENTO/GAZETA DO POVO

    Engana-se quem imaginar que está superado o clima de tensão nos quartéis da Polícia Militar.

    A polêmica troca do comando da corporação, na semana passada, não serviu para dissipar os muitos motivos de desagrado dos milicianos de alta patente com o governo estadual.

    A simples substituição do coronel Marcos Scheremeta pelo colega Roberson Bondaruk não resolve atritos pendentes – uns antigos, outros bem recentes.

    Presidente da Amai, associação que congrega ativos e inativos da PM, o coronel Elizeu Furquim, lamentou ontem que seu nome e o da entidade tenham sido usados como supostos autores de um longo manifesto em que, entre outras críticas ao governo de Beto Richa, acusa o secretário de Segurança, Reinaldo de Almeida César, como um dos responsáveis pelo “caos que se instalou na segurança pública paranense”.

    O documento pede o imediato afastamento de Almeida César do cargo.

    Furquim diz que o documento é apócrifo e que já tomou providências para identificar seus autores e levá-los à Justiça.

    Entretanto, não nega que as queixas arroladas ao longo de suas 2 mil palavras são verdadeiras e que, de fato, representam o pensamento da maioria na corporação.

    Entre as queixas está o mal-estar causado pelo modo como o ex-comandante Marcos Scheremeta soube de sua exoneração – isto é, pela imprensa, e sob a falsa alegação de que ele é que pedira afastamento por motivos pessoais.

    O presidente da Amai, no entanto, minimiza este motivo como centro das reclamações da Polícia Militar.

    Ele diz não acreditar que as relações pessoais do ex-comandante com chefes do jogo do bicho que atuam no Paraná tenham servido de motivação para o governo afastá-lo, pois a prioridade ao combate a essa contravenção sempre foi definida pelas autoridades superiores.

    E aduziu: a PM, na gestão de Schremeta, não diminuiu sua rotina de atuação contra os cartéis do bicho.

    Furquim cita pelo menos dois outros motivos de insatsifatação preexistentes, dentre os quais, o mais grave, a omissão do governo estadual quanto ao cumprimento da Emenda à Constituição n.º 64, que instituiu a remuneração dos militares por subsídio (e não mais por soldo) e impôs a exigência do diploma de curso universitário para ingresso na corporação.

    “A emenda foi aprovada em abril e deveria estar sendo aplicada desde outubro passado, mas nada foi feito”, ressaltou Furquim.

    Pouco mais recente foi a decisão do governo de “expropriar” o Hospital da PM – cuja manutenção provém de descontos nos salários dos militares – para integrar o sistema do Serviço de Assistência aos Servidores (SAS).

    À revelia do comando e dos conselhos do Fundo de Assistência da Polícia Militar (FASPM), o hospital foi obrigado a passar a atender os 120 mil servidores estaduais da região metropolitana que antes serviam-se do Hospital São Vicente, cujo convênio com o SAS expirou no mês passado.

    Este assunto não está ainda resolvido: o antigo comando e o fundo responsável pelo Hospital da PM recusaram-se a assinar o convênio com a Secretaria Esta­­dual de Administração.

    Atual­­­mente, presta aos servidores apenas serviços de urgências e emergências, mas mantém a prioridade ao atendimento dos policiais militares.

    A expectativa é que o novo comandante, empossado na semana passada, tenha mais chances para buscar a superação da crise entre a PM e o governo do estado.

  • 29nov

    UOL NOTÍCIAS

    Reprodução das duas primeiras páginas da matéria da "New Yorker" sobre a presidente Dilma

     

    Em reportagem que ocupa 14 páginas da edição que chegou nesta segunda-feira às bancas, a revista norte-americana “New Yorker” chama a presidente Dilma Rousseff de “a ungida”, descreve o Brasil como “caoticamente democrático”, espanta-se com o crescimento do país e critica o ex-presidente Lula por não dar créditos à política econômica de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso.

    O texto, assinado por Nicholas Lemann, é um dos principais destaques da edição, que circula com data de capa de 5 de dezembro. “O Brasil funciona de maneira que nós (americanos e europeus) fomos condicionados a pensar que são incompatíveis com uma sociedade livre bem-sucedida”, escreve ele.

    Lemman cita a corrupção, as taxas de criminalidade, a educação de má qualidade, as estradas ruins e os portos que mal funcionam, para observar que, apesar dos problemas,  “o país alcançou uma rara trifeta (modalidade de aposta em que o apostador acerta, no mesmo páreo, os três primeiros cavalos, pela ordem de chegada): alto crescimento econômico (diferentemente de Estados Unidos e Europa), liberdade política (diferentemente da China) e desigualdade em baixa (diferentemente de quase todos os lugares). Como isso está acontecendo?”.

    O título da reportagem (“A ungida”) é explicado pelo papel do ex-presidente Lula em sua eleição. “Ela é presidente hoje graças à decisão de Lula de fazê-la presidente”, escreve.

    “Ela venceu a eleição por causa do enorme apoio obtido em partes do Brasil onde Lula é quase um Deus – os pobres, principalmente, do Nordeste afro-brasileiro.”

    Lemman encontrou-se com Dilma, Lula e FHC, além de diversas outras fontes que cita ao longo do texto. A presidente parece muito “professoral” para o repórter.

    “Quando ela fala, ela parece dar aulas, gesticulando com as mãos e olhando ao redor para ter certeza de que o que ela fala está sendo ouvido.”

    Ao descrever Lula, sublinha o estilo do ex-presidente, que serviu café pessoalmente ao repórter, sentou-se ao seu lado e o tratou como se o conhecesse desde sempre.

    Já ao falar do entusiasmo do governador Sergio Cabral por Dilma e Lula, Lemman é irônico e anota: “Cabral fala inglês de forma entusiasmada, embora nem sempre correta”.

    A reportagem da “New Yorker” cita várias vezes o passado de ex-militante de esquerda de Dilma. Observa que ela não gosta de falar do assunto, embora não o renegue.

    Conta que a presidente foi torturada e reproduz trechos de um depoimento que ela deu à “Folha” em 2003, no qual descreve uma operação de que participou, de transporte de armas.

    O texto também fala da vida pessoal da presidente e afirma que Dilma se separou de seu ex-marido Carlos Araujo, pai de sua filha, Paula, em 1994, depois que “soube que ele teve uma criança com outra mulher”.

    Mas acrescenta: “Hoje eles têm uma relação cordial”.

    Ao comparar a presidente com o seu mentor, Lemman escreve: “Lula não prestava atenção nos detalhes; Dilma sabe os detalhes de tudo”.

    Observa, ainda, em inglês: “He was all politics; she is all policy” (uma frase intraduzível em português, cujo sentido seria algo como “Lula é um animal político; Dilma só se interessa pelas políticas”).

    Lemman elogia a presidente por ter começado “se distanciar das iniciativas de política externa mais exóticas de Lula” e, depois de conversar com FHC, “reabilitado” por Dilma, reproduz uma opinião curiosa do ex-presidente a respeito da demissão de ministros de seu governo.

    “Lula advertiu Dilma a não ir tão rápido. Realisticamente, talvez ele esteja certo”.

     

  • 29nov

    SITE CAPGIGANTE

    A Chapa CAPGIGANTE, liderada pelo conselheiro Mario Celso Petraglia, obteve na Justiça o direito de ter acesso à lista completa de sócios do Clube Atlético Paranaense.

    O acesso aos dados permitirá que a Chapa seja formada somente com os sócios que atenderem aos requisitos estatutários para concorrer às eleições.

    Até o momento, a CAPGIGANTE não foi composta e formalizada pela falta destas informações.

    O Clube Atlético Paranaense terá 48 horas para entregar a lista com todos os dados, inclusive endereços (físicos e eletrônicos).

    O estatuto do Clube Atlético Paranaense estabelece que a lista deve ser disponibilizada com 15 dias de antecedência ao pleito.

    No entanto, a Chapa considera que este prazo é muito curto para formar a chapa com os associados aptos, além de iniciar o contato com os sócios eleitores.

    “Temos conhecimento de  que a outra chapa, por ser da situação e ter informações privilegiadas, já possui acesso aos dados e inclusive já iniciou o trabalho de contato com os sócios. Nós não temos como formalizar a chapa CAPGIGANTE sem saber se os sócios que estão conosco estão aptos a serem candidatos. Nós também queremos entrar em contato com os eleitores”, afirmou Mario Celso Petraglia, candidato à presidência do Clube Atlético Paranaense.

    A solicitação ao clube foi realizada há mais de um mês sem retorno do mesmo. Assim que a Junta Eleitoral do Clube Atlético Paranaense foi estabelecida, a Chapa CAPGIGANTE protocolou novamente o pedido de acesso aos dados.

    O presidente da Junta Eleitoral, João Luiz Rego Barros, autorizou a divulgação dos dados dos sócios com prazo de 48 horas. No entanto, este prazo também não foi cumprido.

    Por esta razão, a Chapa CAPGIGANTE foi obrigada a buscar seus direitos na Justiça Brasileira.

    COMENTÁRIO :- por atitudes mesquinhas e de um pequenez tão ridícula é que se percebe a razão do Atlético ter se apequenado de tal forma, como nunca na sua densa história no futebol do Paraná.

    Por a lista de sócios debaixo do braço e se imaginar dono do Clube é próprio de mentes vazias e desprovidas de grandeza.

    Mas, podem ter certeza. Com lista ou sem lista, com Atlético caindo ou não, Petraglia ganha de lavada esta eleição.

    A razão é óbvia demais: o associado que vai votar sabe que quem já fez, fará mais ainda.

    E as emoções que Petraglia fez a torcida sentir, estão guardadas, inesquecíveis, no fundo da alma do hoje, ultrajado e humilhado torcedor.

    Gente, vai ser ser mais um massacre ! É só aguardar o dia 15 de Dezembro chegar.

     

     

  • 28nov

    ASSESSORIA DE IMPRENSA/RONILDO PIMENTEL

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