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30jun
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29jun
IMPRENSA.RAFAEL GRECA@SANINTERNET.COM
O pré-candidato do PMDB à Prefeitura de Curitiba, Rafael Greca, priorizou a atenção a projetos voltados para a área de educação e cultura, quando era prefeito da capital paranaense, entre 1993 e 1996. Nesse período, Greca criou os reconhecidos pela população Faróis do Saber.
Segundo Greca, o projeto nasceu com a proposta de estabelecer-se como um ponto de referência da cultura e do saber, “onde as atividades propostas se desenvolvem de maneira interessante, diferente, inovadora, a ponto de despertar o interesse e a participação voluntária de seus frequentadores”.
Desse modo, os espaços funcionavam como bibliotecas de bairro e módulos de segurança.
Inspiração histórica
Os Faróis, diz Greca, foram inspirados no Farol de Alexandria, que se situava na Foz do rio Nilo, considerado ainda hoje a mais célebre das bibliotecas da humanidade.
Os espaços atendiam ainda como Portal das Escolas Públicas Municipais de Curitiba, prestando serviços a alunos, professores e à comunidade em geral.
Durante a gestão de Rafael Greca, foram instalados Faróis do Saber em 54 bairros da capital paranaense.
Diferente de uma biblioteca comum, cada Farol do Saber contém uma enciclopédia Barsa, a Bíblia Sagrada, dicionários de referência, literatura infantil e juvenil.
Também preservam os 500 livros que o antropólogo e senador, Darci Ribeiro, considerava imprescindíveis para o conhecimento da cultura brasileira e universal.
Ao todo, são 7 mil livros por Farol, mais os computadores acoplados a sistemas de multimídia.
Antídoto
Na visão do ex-prefeito Rafael Greca, os Faróis do Saber surgiram como antídoto ao conhecimento “acabado”, “pronto” e “certo”, ao discurso de “certezas” do mestre, para se tornarem um espaço de lazer, um espaço gerador do espírito crítico e de questionamento”.
“Os Farós (do Saber) propiciavam o acesso ao livro, à recriação do conhecimento, assim como o encontro com o mundo das artes e dos bens culturais, visando o preparo para o exercício da cidadania”, analisou Greca.
Exemplarismo
Várias cidades do interior do Paraná, do Brasil e até do exterior instalaram Faróis do Saber.
O primeiro fora de Curitiba foi inaugurado em 1996, em Ribeirão do Pinhal, norte pioneiro do Paraná.
O primeiro fora do Paraná foi instalado em São Luís do Maranhão, em 1997.
Na Europa, a cidade holandesa de Haia tem o seu Farol do Saber.
Em Curitiba, no ano de 1997, houve a média de 200 mil leitores por mês na rede de Faróis do Saber.
Isso significa 2 milhões e 400 mil livros emprestados em um ano.
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29jun
IMPRENSA@FRUET.COM.BR
O combate ao consumo e tráfico de drogas é prioridade no plano de governo do pré-candidato a prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet (PDT).
Entre as propostas do pedetista está a criação do Comitê Municipal de Prevenção ao Uso de Drogas, Reinserção Social e Atenção ao Usuário, que será presidido pelo próprio prefeito.
De imediato, Fruet vai firmar parcerias com clínicas de recuperação para abrir mais 500 vagas para tratamento de dependentes.
“As estatísticas policiais confirmam que a maioria dos crimes em nossa cidade está ligada ao tráfico ou uso de drogas. A atual administração tem falhado na prevenção, já que o crescimento do consumo é visível nas ruas de Curitiba. Vamos trabalhar em conjunto com o Governo Federal para mudar esta realidade”, afirma Fruet.
O Comitê terá uma subsede em cada uma das Administrações Regionais. “Cada região da cidade tem sua própria realidade. Por isso, precisamos de ações específicas para cada área”, explica o pedetista.
O projeto do Comitê envolverá ainda a comunidade científica, conselhos tutelares, Ministério Público, Ordem dos Advogados e entidades de classes (ONGs, trabalhadores, empresários).
“Vamos investir pesado também em curso de preparação continuada para os servidores. Todos precisam estar envolvidos nesta luta”, completa o pré-candidato.
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29jun
JORNALE
Terreno do estádio foi leiloado por R$ 57,5 milhões
O grupo JD Agropecuária arrematou o terreno do estádio Pinheirão na tarde desta quinta-feira por 57 milhões e 500 mil reais.
A empresa é de Jundiaí, interior de São Paulo, e agora obtem a posse do local.
Foi o segundo pregão realizado. No primeiro nenhum lance foi dado no valor mínimo que era de R$ 69 milhões.
Neste segundo leilão qualquer o mínimo era de R$ 34,5 milhões.
A área foi para venda pública devido a uma dívida da FPF, que é de aproximadamente 39 milhões de reais.
O terreno foi arrematado por João Destro, que disse que a JD Agropecuária ainda não sabe o que fazer no local, mas que é possível que seja algo relacionado a esportes.
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29jun
CONVITE PARA CONVENÇÃO DO PT CURITIBA

O Partido dos Trabalhadores, Diretório Municipal de Curitiba, realiza no dia 30 de junho de 2012 (Sábado), a convenção que homologará a chapa de candidatos proporcionais e da candidatura à vice- prefeita Mirian Aparecida Gonçalves e do candidato a prefeito Gustavo Fruet (PDT).
Temos a honra de convidá-lo para Ato Político para oficializar a coligação, PT, PDT, PV, às 11h, no Hotel Flat Petras – Alameda Julia da Costa, 340- São Francisco, com a presença de Gustavo Fruet e de dirigentes dos demais partidos que compõem o arco da aliança.
Cordialmente,
Roseli Isidoro
Presidente -
29jun
IMPRENSA.RAFAELGRECA@SANINTERNET
Engenheiro com especialização em urbanismo pela Universidade Federal do Paraná (UFPR), Rafael Greca (PMDB-PR), pré-candidato à Prefeitura de Curitiba, idealizou, entre os anos de 1993 e 1996, quando era prefeito do capital paranaense, o Programa de Transporte Urbano de Curitiba.
O projeto foi viabilizado graças a recursos do BID (Banco Interamericano do Desenvolvimento) na ordem de R$ 236 milhões, obtidos pela mediação política de Greca com os dirigentes da instituição financeira internacional.
Sistema ampliado
Na época, a implantação do programa permitiu ampliar a infraestrutura urbana, em pavimentação e equipamentos, a rede de transporte coletivo à região metropolitana, durante a gestão de Greca e de outras duas administrações municipais subsequentes a dele.
“Não podemos esquecer que com os recursos do BID, aplicados no Programa de Transporte Urbano de Curitiba, implantamos os bi-articulados nas canaletas dos antigos ônibus expressos, bem como construímos as Ruas da Cidadania”, reforçou Rafael Greca
Carta de Louvor
O programa mereceu do BID “carta de louvor” pela aplicação até l996, em tempo recorde, na gestão de Rafael Greca.
Em quatro anos, o número de passageiros das linhas diretas de transporte aumentou de 200 mil ao dia para 350 mil ao dia, com o funcionamento de 13 linhas em Curitiba e com a integração metropolitana com Almirante Tamandaré, Pinhais, Araucária, Colombo, São José dos Pinhais e ao Aeroporto Afonso Pena .
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29jun
COLUNA DE SÉRGIO MALBERGIER/FOLHA DE SÃO PAULO
A crise paraguaia mostra muito mais onde estamos do que o que somos. O momento bananas em Assunção combina mais com Venezuela, Argentina, Equador e Bolívia do que com o Brasil.
Aqui existe (alguma) ordem e (algum) progresso. O Brasil, como os EUA, pode reivindicar sua excepcionalidade. Os países latino-americanos são muito mais parecidos entre si do que com o Brasil.
E o Brasil em muitos sentidos deve ser comparado com os EUA, não com os nossos vizinhos. Essa ao menos deveria ser nossa ambição.
Mas se nossas diferenças com los hermanos são grandes, nossas semelhanças também o são. Tivemos ciclos recentes de relativa simultaneidade: autoritarismo, abertura política, onda liberal, crises econômicas, vitórias eleitorais da esquerda.
Mas a resposta do Brasil às crises dos anos 1990 teve um twist bem brasileiro chamado lulo-petismo, que meio sem querer formou uma barreira contra o bolivarianismo messiânico de Chávez e o peronismo naftalina dos Kirchner ao criar uma quarta via e inspirar líderes como Ollanta Humala no Peru e Jose Mujica no Uruguai.
São produtos legítimos de nosso soft power, disseminado em campanhas políticas de marqueteiros petistas pelo continente.
Apesar de nossa força crescente, na crise paraguaia demoramos a nos posicionar e acabamos forçados a assumir a posição dos outros.
Fomos a reboque de Chávez e Kirchner, atacando o impeachment paraguaio, ao invés de buscarmos diálogo, moderação e maior influência sobre nosso vizinho e seu governo de turno, que, registre-se, não rompeu nenhuma norma constitucional.
O escorregão diplomático brasileiro foi tão grande que o Brasil teve de renegar sua posição default usada até em demasia de que não se intromete nos assuntos internos dos outros países.
O que o sempre amigo Chávez fez na Venezuela, manietando Judiciário, Legislativo e Justiça Eleitoral por muitos anos é no mínimo tão grave quanto o impeachment paraguaio.
O Itamaraty tucanou. Uma fraqueza que transformou nosso esquerdismo fake, tolerável porque fake, em equívoco diplomático grave.
Não devemos nos alinhar a Caracas ou a Buenos Aires, eles que devem se alinhar conosco. A, digamos, esquerda que ocupa o poder na Venezuela, na Bolívia, no Equador e na Argentina é muito diferente da esquerda brasileira.
Lula nunca foi de esquerda. Ele é do centrão, um estrategista maquiavélico e macunaímico, populista e humanista, que aprendeu na luta e na fila a fazer a coisa certa quando lhe fosse dada a oportunidade.
Enquanto governou pela direita, Lula usou com brilhantismo o adesismo natural do esquerdismo nacional para cooptá-lo e locupletá-lo com as benesses do poder.
Funcionou e nos liberou para mergulharmos sem culpa na economia de mercado, trocando comunismo por consumismo.
O brasileiro médio sempre foi tão pobre que quando ganhou um pouco foi logo gastar, ao contrário dos chineses, que poupam muito porque temem o futuro
. Aqui o governo petista implora: operários do Brasil, consumam!
Nossa esquerda é tão adesista que se acomoda até com o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad.
“Hoje de manhã me reuni com um grupo de intelectuais da elite brasileira”, gabou-se o iraniano durante entrevista na Rio+20.
Enquanto Dilma não quis recebê-lo, a, digamos, nata do esquerdismo brasileiro deu palco e aplauso a Ahmadinejad, mal recebido em qualquer democracia do mundo por sua perseguição a homossexuais, minorias religiosas e opositores em geral e por sua negação cínica do Holocausto.
Aqui também teve protesto grande nas ruas contra Ahmadinejad.
Mas cerca de 70 figuras de ponta esquerda como o sociólogo Emir Sader, o pcdobebista Haroldo Lima, um filho de João Goulart e até gente da UNE (que os oprimidos universitários iranianos não o saibam) foram prestigiá-lo.
Aguardo até hoje um post no blog do professor Emir Sader sobre seu encontro com Ahmadinejad, seus insights depois de vê-lo.
Agora, se a nata da esquerda brasileira abraça tão efusivamente Ahmadinejad, qual o problema de Lula abraçar o Maluf?
Como disse o sempre sagaz Maluf à coluna da Mônica Bergamo nesta semana:
“Eu, perto do Lula, sou comunista. Eu não teria tanta vontade de defender os bancos e as multinacionais como ele defende. Quando ele tira imposto dos carros, tira da Volkswagen, da Ford, da Mercedes. Quando defende sistema bancário, defende quem? Os banqueiros.”
É isso aí. Maluf, quem diria, tem razão.
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29jun
AGÊNCIA BRASIL
Os políticos que tiveram contas de campanha rejeitadas pela Justiça poderão participar das eleições deste ano, segundo decidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na noite desta quinta-feira (28). Por maioria de 4 votos a 3, o tribunal desfez decisão da própria corte que impedia a candidatura dos chamados contas sujas.
O julgamento foi retomado com o voto vista do ministro Antonio Dias Toffoli, que desempatou o placar de 3 votos a 3.
Para Toffoli, a apresentação das contas de campanha – independentemente de elas serem aprovadas ou não – é suficiente para deixar o candidato quite com a Justiça Eleitoral.
O ministro ressaltou, no entanto, que caso as contas sejam apresentadas sem documentos, “de forma fajuta”, a Justiça irá desconsiderá-las e o político será barrado.
Durante a proclamação do resultado, o ministro Henrique Neves fez questão de ressaltar que a decisão diz respeito apenas a contas de campanha, e que os gestores públicos com a contabilidade reprovada por tribunal de contas continuam inelegíveis, conforme determina a Lei da Ficha Limpa.
Os ministros analisaram um pedido do PT e de mais 17 partidos para que o TSE reavaliasse a decisão de março deste ano que, por 4 votos a 3, passou a exigir a aprovação das contas de campanha para liberar candidaturas.
A decisão tornou mais rigorosa a regra vigente até então – retomada esta noite – que pedia apenas a apresentação da contabilidade dos candidatos.
A inversão do placar foi possível porque, de março para cá, a composição do TSE mudou, com a entrada dos ministros Antonio Dias Toffoli no lugar de Ricardo Lewandowski e do ministro Henrique Neves substituindo Marcelo Ribeiro.
Toffoli seguiu a posição dos ministros Gilson Dipp, Henrique Neves e Arnaldo Versiani. Eles defenderam que o TSE havia extrapolado o que a lei exige ao cobrar a aprovação das contas.
Na outra vertente, estavam os ministros Nancy Andrighi Cármen Lúcia e Marco Aurélio, para quem a intenção da lei é moralizar a atuação política, mesmo que isso não estivesse escrito expressamente no texto.
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29jun
FOLHA.COM
Entre 1960 e 2010, o Brasil viu a parcela de sua população que se declara católica cair de 93,1% para 64,6%. A queda foi constatada com a divulgação, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de novas informações do Censo 2010.
A pesquisa mostra que a queda na proporção de católicos foi acompanhada pelo crescimento dos evangélicos, que em 1960 eram apenas 4% da população e em 2010 alcançaram 22,2%.
O número de pessoas sem religião também teve aumento expressivo, passando de 0,6% para 8% nos mesmos cinquenta anos.
No caso dos evangélicos, o crescimento foi puxado pelas igrejas de origem pentecostal, como a Assembleia de Deus ou a Universal do Reino de Deus, que atingiram 13,3% do total da população.
Os chamados evangélicos de missão, pertencentes a religiões mais tradicionais, como a luterana e a batista, tiveram menos oscilações.
O censo incluiu uma única pergunta sobre religião (Qual a sua religião ou culto?), que estava no questionário aplicado a parte da população. Para chegar aos resultados nacionais, o IBGE utilizou métodos estatísticos.
Segundo a pesquisa, os católicos somavam 123,3 milhões de pessoas no país em 2010, e os evangélicos, 42,3 milhões.
Outras religiões que também foram citadas foram o espiritismo (2,8 milhões), a umbanda (407,3 mil), o candomblé (167,4 mil), o budismo (244 mil), o judaismo (107,3 mil), o islamismo (35,2 mil) e o hinduismo (5,6 mil).
Do total de evangélicos, 7,7 milhões eram de religiões de missão, 25,4 milhões eram de religiões de origem pentecostal e 9,2 milhões de religiões não determinadas — como a pergunta feita pelos recenseadores tinha resposta aberta (ou, seja, não apresentava opções dentre as quais a pessoa tinha que escolher sua resposta), alguns só responderam que a religião era evangélica, sem dar mais detalhes.
Da mesma forma, 15,3 milhões de pessoas disseram não ter religião. Desses, 615,1 mil afirmaram expressamente ser ateus e 124,4 mil, agnósticos.
Editoria de Arte/Editoria de Arte/Folhapress 
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29jun
GAZETA DO POVO

Bueno, Ducci e Richa, com o pano de fundo da coerência: indireta para Fruet, que era adversário do PT e hoje é aliado dos petistas
O prefeito de Curitiba, Luciano Ducci (PSB), apresentou ontem quatro armas para a campanha dereeleição. Um candidato a vice com densidade eleitoral, o deputado federal Rubens Bueno (PPS).
O apoio maciço da máquina estadual. Um lema: a promessa de erradicar a miséria na capital.
E a estratégia para atacar Gustavo Fruet (PDT), escolhido como o principal adversário: exaltar a coerência da aliança consolidada ontem – embora a coligação de Ducci possa ela própria ser alvo de questionamento nesse sentido, pois o PSB é aliado do PT no plano federal e do PSDB no estadual.
Fruet foi um dos principais nomes do PSDB na oposição ao governo Lula na Câmara dos Deputados. Mas, sem espaço no PSDB para concorrer à prefeitura, migrou no ano passado para o PDT. E hoje conta com o apoio do PT para ser eleito.
Prefeito e Rubens Bueno não vão se licenciar dos cargos para a campanha
O deputado federal Rubens Bueno (PPS), candidato a vice prefeito, disse ontem que não vai se licenciar do cargo durante a campanha municipal. Ele afirmou que já passou por momento parecido.
“Fui candidato em 1992 [a prefeito de Campo Mourão, no interior do Paraná] sem me licenciar. E, quatro dias antes da eleição, estava em Brasília votando a favor do impeachment do [ex-presidente Fernando] Collor”, disse Bueno.
O prefeito Luciano Ducci (PSB) também assegurou que não pretende se licenciar para a campanha – o que significa que terá de pedir votos fora do horário de expediente.
Ele disse não ver problemas em eventuais ausências de seu vice e em ter de fazer campanha em horários limitados.
O prefeito acredita que essa dificuldade será superada pela militância dos partidos que formam a aliança: “São 15 partidos unidos, com cerca de 500 candidatos a vereador”. (SM)
A palavra “coerência” estava escrita no cartaz que serviu de pano de fundo do anúncio oficial do vice de Ducci, no Hotel Bourbon, no Centro de Curitiba.
E deve dar o tom da campanha. “Jamais vamos violentar nossa consciência para vencer eleição a qualquer custo”, afirmou o governador Beto Richa (PSDB), presente no evento, sem citar diretamente Fruet.
“Nossa alma não está à venda e não compramos ninguém. Jamais vamos perder a vergonha na cara para vencer a qualquer custo. Até porque esse custo, às vezes, é muito alto. Vários políticos trocaram de lado, sem explicação, e até hoje pagam por isso”, enfatizou Richa.
Ducci também aproveitou para dar sua alfinetada no adversário do PDT: “[A cobrança de coerência] é um recado para quem muda de lado de uma hora para outra, sem explicação”.
A presença de Richa, juntamente com vários assessores, mostrou ainda que o grupo que está no governo estadual dará apoio maciço à campanha do prefeito.
Ficha não caiu
Ontem, Rubens Bueno disse que não estava totalmente investido no papel de candidato a vice. “A ficha ainda não caiu”, disse ele.
O deputado também explicou que aceitou ser o candidato a vice atendendo a um pedido de Richa. “Recebemos um chamado para o projeto capitaneado pelo governador Beto Richa e aceitei em nome da compreensão desse momento da vida política da cidade”, disse Bueno.
Ele exerce atualmente a liderança do PPS na Câmara Federal e ocupa posição de destaque na bancada da oposição na CPMI do Cachoeira – funções que, a partir de agora, serão divididas com os compromissos de campanha.
Questionado se se tornar vice não seria um retrocesso em sua carreira política, Bueno negou. Disse ter “espírito público para servir ao projeto político em qualquer função”.
Também afirmou que na vida pública é preciso saber atuar taticamente “Tem o momento de recuar para avançar com mais força. Hoje, o Paraná tem um eixo político que nós não podemos desorganizar.”
Bueno negou, no entanto, que o convite para assumir a candidatura a vice inclua um acerto para viabilizar sua candidatura ao Senado em 2014 pelo mesmo grupo.
“Não houve nada disso”, desconversou. Para ser vice de Ducci, o PPS teve de desistir de lançar a vereadora Renata Bueno, filha de Rubens Bueno, à prefeitura.
Carro-chefe
O prefeito Ducci afirmou que a erradicação da miséria será o carro-chefe de um novo mandato – objetivo idêntico ao do governo da presidente Dilma Rousseff.
Dados do IBGE mostram que Curitiba tem cerca de 16 mil pessoas em situação de extrema pobreza. “É possível fazer isso”, disse.
Preteridos mostram frieza ou silenciam
A escolha de Rubens Bueno (PPS) para vice de Luciano Ducci (PSB) frustrou a expectativa dos outros políticos que pleiteavam a vaga ou eram cotados para compor a chapa de reeleição.
O descontentamento maior é o do deputado federal Fernando Francischini (PSDB). Ele diz que a escolha de Bueno pode influenciá-lo a aceitar o convite para presidir no Paraná o Partido Ecológico Nacional (PEN), sigla recém-criada.
“Estou propenso a aceitar pois me dá oportunidade de ocupar um espaço que estou perdendo no PSDB”, afirma. Porém, Francischini ressalta que, caso mude de partido, continuará apoiando o governo estadual.
Uma das razões para a saída do deputado do ninho tucano seria o acordo que garantiria à vereadora Renata Bueno (PPS), filha de Rubens Bueno, a vaga para a candidatura a deputada federal, em 2014, com apoio privilegiado da prefeitura e do governo.
Renata nesta semana por pouco não comprometeu a indicação do pai a vice ao afirmar que só Rubens Bueno “salvaria esse governo [de Ducci]”. O caso foi contornado com uma retratação e ontem Renata e Ducci fizeram questão de aparecer juntos.
Poucas palavras ou silêncio foi a estratégia de outros preteridos à vaga de vice.
O deputado estadual Ney Leprevost (PSD) não compareceu ao evento de ontem e disse que prefere manter o silêncio a respeito da escolha de Bueno.
“Conversei com a direção estadual e nacional do meu partido e ainda estamos avaliando o quadro político”, disse, lacônico.
Apenas dois dos preteridos estiveram presentes ao anúncio oficial da candidatura: os deputados estaduais Osmar Bertoldi (DEM) e Mauro Moraes (PSDB).
Bertoldi deixou o evento sem falar com a imprensa. Já Moraes disse que defendia um tucano na composição, mas que aceitou a decisão tomada.
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