• 25jul

    GAZETA DO POVO/ALEXANDRE GARCIA

     

    Não se engane! Lula não foi absolvido no processo de Angola

     


    O ex-presidente Lula ainda é acusado por lavagem de dinheiro e tráfico de influência no processo que envolve um financiamento do BNDES.| Foto: Miguel Schincariol/ AFP

     

    Vocês lembram do tempo em que Sergio Moro era notícia o dia inteiro? Pois, na quarta-feira (24) quem foi notícia o dia inteiro foi o juiz Vallisney de Oliveira, o titular da 10ª Vara Federal de Brasília.

    Estavam falando das prisões temporárias dos hackers e sobre um processo no qual o ex-presidente Lula é réu.

    Vallisney retirou duas acusações no caso de Lula porque elas já estavam em outro processo. Nesse caso o ex-presidente seria julgado pelos mesmos crimes, que são: formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

    O juiz retirou sete dos 11 réus do processo. Dos quatro que ficaram estão lá: Marcelo Odebrecht, Luiz Inácio Lula da Silva, Taiguara dos Santos, sobrinho da primeira mulher de Lula, e um empregado de Taiguara chamado Emmanuel Ramos.

    O processo se refere a negociatas envolvendo o BNDES – a famosa caixa preta que a gente está esperando para ser aberta – em negócios da Odebrecht em Angola.

    Lula continua acusado de tráfico de influência e corrupção passiva nesse que é mais um dos tantos processos em que figura como réu. Ele já foi condenado em segunda instância em um e em primeira instância em outro.

    O segundo processo de Lula provavelmente já sairá sentença na segunda instância e se espera em breve uma sentença no terceiro processo de uma série de mais de meia dúzia de processos.

    Antecedentes criminais
    Esse mesmo juiz foi quem decretou a prisão temporária de quatro hackers, dos quatro tem uma mulher.

    O que se sabe é que a mulher é a única deles que não tem antecedentes criminais. Os três homens têm antecedentes de falsificação de documento, roubo, tráfico de drogas, porte ilegal de arma e estelionato.

    Walter Delgatti Neto, mais conhecido como “Vermelho”, confessou que invadiu os celulares de Moro, Deltan Dallagnol, procuradores, juízes, delegados federais e jornalistas. Ele tem condenações por estelionato, falsificação e roubo.

    Segundo a polícia, o grupo fez 5.616 ligações para acessar o aplicativo Telegram de autoridades, inclusive desembargadores. Agora estão buscando quem patrocinou essa gente.

    Sabem por quê? Porque o casal tem uma renda de R$ 5 mil por mês e em quatro meses movimentou R$ 627 mil. Alguém está pagando isso.

    Moro fez uma postagem dizendo: “esse é o tipo de gente que outros receberam informações dizendo que tinham fontes confiáveis para revelar as conversas de Moro e Dallagnol”.

    Glenn Greenwald disse que nunca revelou a fonte e portanto ele não reconhece esses quatro como fonte.

    Olhando o conjunto da obra a gente se pergunta como senadores, a câmara alta, a câmara dos gerontes, a câmara revisora, a câmara dos seniores caiu nessa e convocou o ministro Sergio Moro para um interrogatório de oito horas com base em dados fornecidos supostamente por uma quadrilha com antecedentes criminais e condenações.

  • 01jul

    BLOG DO JOSIAS /UOL

     

    Amorim cospe no prato em que já não pode comer

     

     

    Ex-chanceler do governo Lula, Celso Amorim ainda não leu o acordo celebrado entre o Mercosul e a União Europeia. Mas não gostou. 

    Acha que a aliança comercial chegou em má hora. “O momento é o pior possível em termos da capacidade negociadora do Mercosul, porque os dois principais negociadores, Brasil e Argentina, estão fragilizados política e economicamente”, disse ele à BBC.

    Curioso, muito curioso, curiosíssimo.

    Amorim comandou o Itamaraty durante os dois mandatos de Lula. Já teve a oportunidade de classificar o seu ex-chefe, momentaneamente preso em Curitiba, como o presidente mais extraordinário da história republicana.

    Mas o ex-chanceler não foi capaz de costurar o acordo com a União Europeia nesses oito anos em que imagina ter compartilhado de uma exuberância política e econômica propiciadas por Lula. E não foi por falta de tentativa.

    Em 2004, segundo ano de Lula no Planalto, Amorim desperdiçou parte do seu tempo à negociação de um acordo do Mercosul com a União Europeia. Deu em nada.

    Ele alega que, nessa época, o setor industrial considerou que o acerto não era vantajoso.

    Por quê? Os benefícios oferecidos para a área agrícola não eram suficientes para compensar as concessões feitas à turma da indústria. Como se agora a situação fosse diferente.

    Num ponto, a crítica de Amorim soa paradoxal. O ex-chanceler avalia que alguém fez papel de bobo. Mas parece ter dúvidas sobre quem levou a melhor.

    Num instante, o ex-ministro de Lula manifesta o temor de que os negociadores europeus tenham passado a perna nos sul-americanos.

    Acha que a União Europeia teve pressa em fechar o acordo “porque sabe que estamos em uma situação muito frágil. E quando se está em uma situação frágil, se negocia qualquer coisa.”

    Noutro ponto, Amorim avalia que a turma do Mercosul é que deu uma rasteira nos europeus. Para ele, não passa de conversa mole o compromisso assumido por países como o Brasil de respeitar cláusulas que preveem a proteção ambiental, as metas do Acordo de Paris e os direitos trabalhistas.

    “Qual é o valor disso? A gente não cumpre nem as normas da OIT. Me espanta que os europeus acreditem nisso. Se acreditaram e aceitaram, é porque estavam com muita pressa e com muita vontade.”

    Amorim realça que não é contra a ideia de um acordo do Mercosul com a União Europeia. Não, não, absolutamente.

    O que o preocupa são os pormenores diabólicos. “Recebo a notícia com um pé atrás porque o diabo mora nos detalhes, e a minha suspeita é que os detalhes não devem ser bons.”

    De fato, num acordo tão vasto como o que acaba de ser celebrado, decerto haverá detalhes passíveis de aperfeiçoamento.

    Não é por outra razão que a vigência da aliança comercial depende de acertos complementares e da aprovação dos legislativos dos países signatários.

    A coisa só deve engrenar daqui a uns dois anos. Entretanto, em meio às dúvidas, há na praça três certeza absolutas:

    1) O governo Lula não teve interesse genuíno em associar o Mercosul à União Europeia.

    2) Na gestão de Dilma Rousseff, o interesse foi ainda menor. A prioridade de madame era empurrar a Venezuela e seus interesses tóxicos para dentro do bloco sul-americano.

    3) Ao criticar o acordo impulsionado sob Michel Temer e assinado sob Jair Bolsonaro, Celso Amorim, ex-chanceler do governo Lula e ex-ministro da Defesa da gestão Dilma, apenas cospe num prato em que já não pode comer.

     

    ** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

  • 14jun

    Li, gostei e repasso:- 

     

     

    Graças a Deus: Lula não roubou e o país não está quebrado. Era tudo armação do Moro.

    Que bom, estamos crescendo e não somos o último da educação.

    Não houve Pasadena, nem dólares na cueca.

    As empreiteiras não roubaram, a Petrobras não foi roubada.

    Os Correios são uma maravilha, os fundos de pensão não foram parar nas contas do PT.

    E o melhor: os estádios não foram superfaturados e a corrupção não tomou conta do Estado.

    A saúde com médicos cubanos já não tem mais doenças que já tinham sido erradicadas.

    A transposição do rio São Francisco encheu de água o Nordeste.

    O país cresceu. Ufa!!!  Achei que eles tivessem mesmo roubado e que hoje a gente estaria com 16 milhões de desempregados.

    Ainda bem ! Valeu hacker ! Eu quase acreditei no Sergio Moro!

    Vou agora pegar o trem-bala que a Dilma fez entre São Paulo e Rio !!!

     

    Jorge Henrique Lopes Oliveira – 10/06/2019

  • 12jun

    RECEBI DO MEU AMIGO EMÍLIO EVERS, COMPANHEIRO DE TURMA DE ENGENHARIA QUÍMICA – UFPR/71

     

     

     

    Quando Eliot Ness precisou “cercar” Al Capone, não buscou ajuda em um convento.

    Ao contrário, recorreu aos maiores “desajustados” que Chicago podia oferecer.

    Quando o nazismo começou a se espalhar pela Europa, o problema não foi resolvido com jantares ou apertos de mãos. Iniciaram uma guerra e mataram os nazistas.

    Quando o gado começou a ser dizimado por lobos e pumas, ninguém tentou ensinar as ovelhas a correrem mais rápido. Criaram cães fortes e violentos quanto os predadores e os usaram para combate-los.

    Na vida real é assim que o mundo funciona. Os heróis não estão por aí, montados em seus cavalos brancos ou voando com cueca por cima da calça.

    Heróis têm sangue nas mãos. Na maioria das vezes, são psicopatas que, por ironia do destino, acabaram do lado “certo”.

    Ou alguém acha que um policial que sobe a favela, com armamento inferior ao do inimigo, para defender uma sociedade que o odeia, por um salário de fome, tem todos os parafusos bem apertados ?

    Os “normais” não mudam o mundo ! Utopia é muito bonita nos contos de fada e no imaginário popular. A ilusão do “homem bom”, a “santificação dos heróis”.

    O próprio cristianismo, inclusive, “só dominou” o ocidente, com suas “mensagens de amor”, quando o imperador se converteu e tornou-a a religião oficial do Império Romano, que detinha o poder e as armas.

    Lula não é um simples político, o PT passa longe de ser apenas um partido político e a corrupção não é um mero desvio de dinheiro.

    O esquema Lulo-Petista incluía estreitas relações com ditadores genocidas, laços de amizade com facções criminosas e roubo descarado do orçamento de áreas com vital importância, como a saúde.

    Assim como Escobar, porém, o “cartel” petista soube aliciar determinados grupos sociais, que por alguns( ou muitos) benefícios, dedicam-lhe inteira fidelidade.

    Jamais pararíamos uma máquina tão poderosa e cruel  com sorrisos e boas intenções. Estamos falando de pessoas que mentem, coagem e até matam.

    A genialidade de Moro e Dallagnol não tem nada a ver com serem santos, mas com terem vencido os “donos da banca”, no jogo deles.

    É DEVER de cada brasileiro de bem, que torce por um país melhor, abandonar a hipocrisia, encarar a realidade e apoiar aqueles que lutam ao nosso lado.

    NEUTRALIDADE É OMISSÃO E OMISSÃO É COVARDIA.

    Quem quiser um herói “limpinho”, que vá ler Rapunzel.

    “os que vencem, não importa como vençam, nunca conquistam a desonra”-(MAQUIAVEL, Nicolau).

    FELIPE FIAMENGHI ( 11/06/2019)

  • 29maio

    GAZETA DO POVO

    ARTIGO DE ALEXANDRE GARCIA

    Vamos comemorar! Acabaram os 153 dias em que você trabalha só para pagar imposto

     


    Foto: Marcos Correa / PR

     

    Um dia muito importante em Brasília: reunião da alta cúpula. Nesta terça (28), todos os chefes de poderes no país estiveram em um café da manhã na residência oficial do presidente da República.

    Lá estavam: o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; o presidente do Senado, Davi Alcolumbre; o presidente do Supremo, Dias Toffoli; e o presidente da República, Jair Bolsonaro.

    Isso significa que há disposição para pedir um pacto para fazer as coisas de que o país precisa. Um exemplo é a reforma da Previdência, porque se não for feita a reforma o país para.

    E tem que fazer uma reforma mesmo, não adianta essa história de meia sola – isso Fernando Henrique Cardoso fez, Lula fez e não adiantou: está aí o déficit estourando. A reforma Tributária também é necessária.

    Hoje é um dia especial
    Vocês sabiam que hoje (29) completam 153 dias, que pelo cálculo de tributaristas a gente fica trabalhando só para pagar imposto para sustentar o estado brasileiro nos seus três níveis?

    Níveis Federal, Estadual e Municipal – e os três poderes também – Judiciário, Legislativo e Executivo.

    Até agora a gente só trabalhou para pagar imposto. Daqui para frente a gente vai trabalhar para nós. E

    ssa é mais ou menos a proporção da carga tributária sobre nós brasileiros.

    Voltando ao pacto, eles têm também essa Medida Provisória (MP) da qual ninguém fala, porque é boa notícia – por isso ninguém fala.

    É a MP da Liberdade Econômica que vai arrombar as portas da burocracia para os novos empresários.

    Aliás, a MP já está vigente, é bom lembrar. Ela dispensa o empresário de alvará e registro; ele já pode começar a trabalhar; para as empresas que estão ainda em fase experimental, que está começando, como as startups, que estão na moda.

    Bloqueio e cobrança judicial
    Um juiz mandou bloquear até R$ 128 milhões de Aécio Neves. Eu duvido que ele tenha tudo isso, não é possível. Eu lembro dele no tempo de Tancredo Neves – o avô dele -, e ele não é descendente de uma família com grandes fortunas.

    Eu acho que não tem tudo isso…

    Falando em cobrança judicial, a Advocacia-Geral da União está pedindo, pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul, que as fumageiras – empresas produtoras de cigarro – tenham que ressarcir a saúde pública dos prejuízos tidos pelo cigarro.

    Isso seria com base na constatação científica que o cigarro é a causa de 26 doenças. As empresas teriam que pagar o prejuízo dos últimos cinco anos com doenças como câncer, enfisema e doenças cardiovasculares.

    Uma vez eu estive no pavilhão Pereira Filho na Santa Casa de Misericórdia, de Porto Alegre, e o médico me mostrou as pessoas com enfisema e me disse:

    “Eles estão pedindo aos céus que a morte venha como uma bênção, porque é um afogamento lento que dura meses”.

    Uma coisa terrível causada pelo cigarro, que endurece os alvéolos do pulmão.

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