Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 18out

    YOU TUBE

     

  • 17out

    JORNAL DA CIDADE ONLINE

     

    E aí, seu professor de história te ensinou ou te doutrinou?

     

    Muito me intriga as pessoas que costumam argumentar contra o regime/ditadura militar no Brasil, que enchem a boca e estufam o peito para falar sobre o assunto, mesmo as que tenham nascido após o término do regime.

    Essas mesmas pessoas apontam o dedo pra alguém que se diz eleitor do Bolsonaro e dizem:

    Fascista!!! Não estudou história não?? Não sabe o que os militares fizeram? Não sabe das torturas? Não sabe das perseguições políticas? Não sabe dos desaparecidos?

    E por fim, elas dizem: eu não voto em quem dissemina e faz discurso de ódio, em quem apoia tortura e torturador, em quem apoia a ditadura e em quem não prioriza as minorias, em quem põe em risco a democracia.

    Então essas pessoas escolhem apoiar um partido de esquerda, socialista, coligado com o partido comunista, e que quer criar a URSAL: União das Repúblicas Socialistas da América Latina (uma nova versão da antiga URSS).

    Só que aí, dessa vez sou eu quem pergunto:

    Vocês não estudaram história não? Ou vocês pularam essa parte propositalmente? Ou faltaram nessa aula?

    Esse capítulo foi arrancado no livro de história? Bom, vai ver vocês não gostavam de história mundial, sei lá.

    Pra vocês da turma “paz e amor” que perderam parte tão importante da história mundial do século XX, deixo aqui alguns comentários.

    1- Vocês que estufam o peito dizendo que não apoiam a ditadura, peço então que me respondam algumas perguntas. Pra quem não sabe, coloco a resposta na sequência.

    – Fidel Castro era quem? Ditador em Cuba.

    – Josef Stalin era quem? Ditador da URSS.

    – Mao Tsé Tung era quem? Ditador na China.

    – King Jong Un é quem? Ditador da Coreia do Norte.

    – Nicolás Maduro é quem? Ditador na Venezuela.

    – Teodoro Obiang Nguema é quem? (“Presidente” de Guiné Equatorial há 39 anos).

    – José Eduardo dos Santos era o que até 2017? Ditador de Angola.

    – Robert Mugabe é quem? Ditador do Zimbábue.

    – Denis Nguesso é quem? Ditador do Congo (país mais miserável do continente africano).

    – Ali Bongo é quem? Ditador do Gabão.

    O que esses países têm em comum, além do totalitarismo?

    Todos são países com regimes apoiados pelo PT (vale lembrar que URSS foi extinta) e/ou que possuem a mesma ideologia que o PT, PC do B e PSOL.Sim, ditaduras apoiadas pelo PT (tanto no governo Lula quanto no Governo Dilma) e em muitos casos financiadas com o dinheiro do imposto pago pelo contribuinte brasileiro.

    Mas agora você diz que não vota no Bolsonaro porque ele apoiou a ditadura que acabou mais de 30 anos atrás, mas vai votar em um partido que apoia TODAS as ditaduras citadas acima?

    Alguém me ajude aqui porque não estou encontrando a lógica.

    Por favor, alguém pra me ajudar? Alguém? Ninguém.

    2- Para a turma do “paz e amor”, que enche o peito pra falar sobre os mortos e desaparecidos do regime militar, vocês sabiam que de acordo com os números apresentados pela Comissão Nacional da Verdade, criada pela então presidente Dilma Roussef para apurar os crimes cometidos durante o regime militar, em relatório entregue a essa, o total entre mortos e desaparecidos no Brasil de 1964 a 1985 foi de 434 pessoas?

    Deste total, 210 refere-se a desaparecidos durante o regime.

    Agora, se vocês me permitem, gostaria de apresentar um número adicional.

    – 115.000. Esse é o número de mortes em decorrência da ditadura cubana, direta e indiretamente.

    A ditadura cubana inclusive é tida como a mais letal das Américas.

    Isso significa que a ditadura cubana matou aproximadamente 260 vezes mais que a ditadura brasileira.

    Sabe aquela ditadura do companheiro Che Guevara? Do Fidel Castro?

    O mesmo que saiu em tantas fotos com Lula e Dilma? Sim, é essa ditadura mesmo.
    Já pesquisaram quantas pessoas o companheiro “paz e amor” Che Guevara mandou executar?

    Não? Sugiro que façam isso.3- O partido da vice-presidente na chapa do Haddad é o PC do B, que, acredito eu, a turma “paz e amor”, tão esclarecida intelectualmente, deve saber bem. Significa Partido Comunista do Brasil.

    Sem entrar em detalhe sobre o que o comunismo significa ideologicamente, apresento pra vocês, pessoas tão do bem, tão amorosas e tão intelectualizadas, alguns números decorrentes dos regimes cuja ideologia política é a mesma do partido da possível futura vice-presidente do Brasil: o comunismo.

    – 20 milhões de mortes na União Soviética

    – 1 milhão de mortes no Vietnã

    – 2 milhões de mortes no Camboja (Khmer Vermelho)

    – 2 milhões (oficiais) na Coreia do Norte (os números são maiores já que o regime persiste na Coreia do Norte até hoje)

    – 2,4 a 12 milhões de mortes na Ucrânia (Holodomor, mais conhecido como holocausto ucraniano, referente ao total de ucranianos que foram deixados morrer de fome pelos soviéticos russos)

    – 1,7 milhões de mortes na África

    – 1,5 milhões de mortes no Afeganistão

    – 65 milhões de mortes na República Popular da China (eita, mas o tio Mao Tsé era fraco não)

    – Além da Ucrânia, 1 milhão de mortes nos estados comunistas do Leste Europeu.

    Vou me poupar da matemática e esperar que a turma do “paz e amor” faça aqui as contas do total de pessoas mortas pelos comunistas no século XX.

    Sabem quantas mortes pesam nas mãos dos nazistas? Especialistas trabalham com um número entre 5 e 6 milhões.

    Eu fico com a maior estimativa, que ainda é menos de 1/10 do que ocorreu só na China, nas mãos dos comunistas.Mas pera aí, como fica agora turma do paz e amor? Chocados??

     

    Ou vale tudo para implantar a ideologia defendida pelo teu professor de história no colégio/faculdade, inclusive ignorar propositalmente mais de 100 milhões de mortes ocorridas nas mãos dos comunistas?

    Opa, não me aguentei e fiz as contas por cima.

    4 – Ainda pra turma da “paz e amor”, e “tudo pelo direito das mulheres”, “abaixo o machismo”, eu gostaria de perguntar uma coisa: vocês já pesquisaram a quantidade de estupros do Che Guevara?

    Nãooooo??? Deveriam. Além disso, coloco mais algumas curiosidades:

    – No regime de Mao Tsé Tung, militares chineses invadiam as casas com a justificativa de ensinar as crianças sobre o Livro Vermelho.

    Sabem quantas crianças foram estupradas nessa prática? Não? Sugiro que leiam “As boas Mulheres da China”, por XINRAN.

    – Vocês sabiam quantas mulheres caem por dia nas mãos de traficantes de mulheres chineses enquanto fogem da fome e da inanição na Coreia do Norte? Não? Sugiro que leiam “Para Poder Viver”, de Yeonmi Park.

    – Vocês sabiam que as mulheres no Camboja eram estupradas e depois tinham os seios cortados (para serem impedidas de amamentar) e eram jogadas ao relento para apodrecerem até a morte no regime do Khmer Vermelho?

    Não? sugiro pesquisarem sobre Nuon Phali e como ela deu a vida para ajudar mulheres a escaparem do regime comunista no Camboja.

    5 – Para a turma “paz e amor” que enche a boca pra falar sobre os nazistas, suas práticas de genocídio e que não perdem a oportunidade de visitar Auchwitz quando vão à Polônia, e ler “O Diário de Anne Frank” (por sinal um dos meus livros favoritos) eu tenho uma pergunta: vocês já ouviram falar sobre os Gulags?

    Não?? Gulags são os campos de concentração e extermínio na União Soviética, no regime comunista.
    Sugiro que leiam “Arquipélago Gulag” de Alexander Soljenistin pra saberem um pouquinho mais sobre eles.

    E em “Para Poder Viver” vocês também saberão um pouco sobre os campos de concentração e extermínio que ainda existem na Coreia do Norte.6 – À turma “paz e amor” que luta ferrenhamente pelos direitos LGBT e que se consideram de esquerda por se sentirem amparados e “apoiados” nas suas escolhas, pergunto:

    – sabiam que Marx e Engels consideravam a homossexualidade uma “degeneração decorrente do capitalismo e facilmente curável pelo socialismo”?

    Sim, eles já acreditavam e inclusive defendiam a cura gay. E vocês por aí achando que isso era invenção do Marcos Feliciano né?

    – Sabiam que o comunista Máximo Gorki, em seu ensaio, “Humanismo Proletário” em 1934, afirmou “exterminem os homossexuais e o fascismo desaparecerá”?

    – Sabiam que estudiosos de esquerda, entre eles Jean Paul Sartre publicaram teorias pseudossexuais vinculando fascismo à homossexualidade?

    – Sabiam que o pior momento para os homossexuais no século XX foi quando Stálin chegou ao poder, devido à brutalidade comunista na repressão ao homossexualismo?

    – Sabia que o escritor cubano gay Reinaldo Arenas descreve como começou a perseguição aos homossexuais cubanos após a Revolução Cubana, inclusive com execuções e envio de homossexuais para campos de concentração?

    Ué, mas a esquerda não é a favor do movimento LGBT? Não meus amigos, não é nem nunca foi.

    Para eles essas pessoas não passam de massa de manobra.
    Nos regimes socialistas / comunistas gays, lésbicas e simpatizantes foram perseguidos, presos, enviados para campos de concentração e executados.

    Inclusive com relatos de que esse tipo de execução era um dos passatempos favoritos do Che Guevara.Pois é…. A verdade dói né?

    Agora, Fascismo mata? Sim. Racismo mata? Sim. Machismo mata? Sim. Homofobia mata? Sim. Xenofobia mata? Sim.

    Mas a sua ignorância disfarçada de pseudo intelectualidade histórica como justificativa para votar em partido de bandido mata muito mais.

    Mata muito mais porque você vota em quem rouba e tira dinheiro da saúde.

    Mata muito mais porque você vota em quem rouba e tira dinheiro da segurança pública.

    Mata muito mais porque você vota em quem rouba e tira dinheiro da educação, perpetuando a tua ignorância e a dos outros.

    Mata muito mais porque você vota em quem rouba e tira o alimento da tua mesa, perpetuando a miséria, se não a tua, a dos outros.

    Mata muito mais porque enquanto eles roubam, eles estimulam a divisão e a violência entre as classes, e essas matam entre si.

    Enquanto eles roubam e você fica de mimimi sobre a tua notória experiência no campo intelectual da tortura , milhares são torturados nesse momento nas filas dos SUS sem atendimento médico, morrendo em corredores de hospitais, de infecção hospitalar, por causa de médicos despreparados e sem equipamentos.Enquanto eles roubam e você fica expondo teu doutorado sobre a ditadura, seus mortos e desaparecidos, milhares são torturados e mortos por bandidos e armas de fogo, sequestrados, e desaparecem.

    Eles roubam e roubam e se deleitam com isso, enquanto pais perdem seus filhos, mulheres perdem seus maridos, crianças ficam órfãs, família são torturadas todos os dias. E sem chance de justiça.

    Enquanto eles roubam e você fica explanando tua superioridade pelo teu ativismo feminista, sobre “meu corpo minha regras”, “viva o aborto” e arrancando a roupa em via pública, defecando e enfiando crucifixo no cu, milhares de mulheres são estupradas no Brasil inteiro e nada vai acontecer porque o partido em quem você vota defende bandido e estuprador porque ele é vítima da sociedade e não você vítima da bandidagem.

    Milhares de crianças são abusadas sexualmente mas nada vai acontecer com os pedófilos porque o partido que você vota defende que pedofilia é doença e não crime.

    E enquanto você fica aí pregando todo o teu conhecimento sobre liberdade, democracia, e mostrando teu ativismo usando ‘Elenão’, o partido que você vota declara abertamente que fará censura das mídias sociais, convocará uma nova constituinte, acabará com a autonomia dos órgãos investigadores, desmilitarizará a polícia e tomará o poder à força, se preciso for.

    Enquanto você trabalha 6 meses do ano pra pagar imposto e vive mal e porcamente com o teu salário, quase sem conseguir pagar as contas, parcelando tua compras no cartão de crédito e crediário em 20x com juros, (isso quando você não faz parte dos 14 milhões de desempregados), eles vivem no luxo e na ostentação com o teu dinheiro, o dinheiro que desviaram do teu imposto, o dinheiro fruto do teu trabalho mas que você nunca vai receber.

    Enquanto eles te roubam o dinheiro e a dignidade, você também será roubado nas ruas (e sairá vivo com sorte), e não terá a quem recorrer porque a polícia foi desmilitarizada pelo partido que você vota.

    E quando eles acharem que não roubam o suficiente, vão aumentar teus impostos pra te roubar mais ainda, e você mais uma vez não terá a quem recorrer porque o partido que você vota limitou o poder de investigação do Ministério Público, da Polícia Federal e a ação dos juízes, pra que eles que te roubam todo o tempo não sejam condenados novamente, NUNCA MAIS.

    E você também não terá pra onde correr e como se proteger dos bandidos nas ruas porque o partido que você vota esvaziou os presídios libertando bandidos condenados pra andarem livremente por aí.

    E nem preso em casa você estará em segurança.

    E por fim, enquanto você paga R$30,00 no quilo da carne no Brasil (pra quem tem condição de pagar), no país vizinho eles se matam pra comprar carne podre no mercado, e quando não matam cães, gatos e pombos, para ter alguma proteína pra comer, e isso porque alguns anos atrás eles votaram num partido com a mesma ideologia política que o teu e apoiado pelo partido que você vota.

    Mas afinal eu não sei nada de história. Quem sabe são vocês…. Paz e Amor

    (Texto de L. C. L. Cal. Liverpool, Inglaterra)

  • 04ago

    CONEXÃO POLÍTICA

     

    Leia o editorial de Roberto Marinho que exaltou o Regime Militar

     

    Imagem: Divulgação | TV Globo

    Em 7 de outubro de 1984, próximo do fim do Regime Militar e da reintegração do governo federal pelos civis, o presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho, difundia um editorial no jornal ‘O Globo’ em que louvava conquistas políticas e econômicas obtidas pelos militares, da mesma maneira que a própria operação de seu grupo empresarial na revolução de 1964.

    Leia a seguir a íntegra do texto assinado por Roberto Marinho.

    ”Julgamento da Revolução”

    Roberto Marinho

    Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das lnstituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada.

    Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes e nossa posição.

    Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente.

    Temos permanecidos fiéis aos seus objetivos, embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir o controle do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o Marechal Costa e Silva, “por exigência inelutável do povo brasileiro”.

    Sem o povo não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento” ou “golpe” com o qual não estaríamos solidários.

    O Globo, desde a Aliança Liberal, quando lutou contra os vícios políticos da Primeira República, vem pugnando por uma autêntica democracia, e progresso econômico e social do País.

    Em 1964, teria de unir-se aos companheiros jornalistas de jornadas anteriores, aos ‘tenentes e bacharéis’ que se mantinham coerentes com as tradições e os ideais de 1930, aos expedicionários da FEB que ocupavam a Chefia das Forças Armadas, aos quais sob a pressão de grandes marchas populares, mudando o curso de nossa história.

    Acompanhamos esse esforço de renovação em todas as suas fases. No período de ordenação de nossa economia, que se encerrou em 1977.

    Nos meses dramáticos de 1968 em que a intensificação dos atos de terrorismo provocou a implantação do AI-5.

    Na expansão econômica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu à taxa média anual de 10 %.

    Assinale-se que, naquele primeiro decênio revolucionário, a inflação decrescera de 96 % para 12,6 % ao ano, elevando-se as exportações anuais de 1 bilhão e 300 mil dólares para mais de 12 bilhões de dólares.

    Na era do impacto da crise mundial do petróleo desencadeada em 1973 e repetida em 1979, a que se seguiram aumentos vertiginosos nas taxas de juros, impondo-nos , uma sucessão de sacrifícios para superar a nossa dependência externa de energia, a deterioração dos preços dos nossos produtos de exportação e a desorganização do sistema financeiro internacional.

    Essa conjunção de fatores que violaram a administração de nossas contas externas obrigou- nos a desvalorizações cambiais de emergência que teriam fatalmente de resultar na exacerbação do processo inflacionário.

    Nas respostas que a sociedade e o governo brasileiros deram a esses desafios, conseguindo no segundo decênio revolucionário que agora se completa, apesar das dificuldades, reduzir de 80 % para menos de 40% a dependência externa na importação de energia, elevando a produção de petróleo de 175 mil para 500 mil barris diários e a de álcool, de 680 milhões para 8 bilhões de litros; e simultaneamente aumentar a fabricação industrial em 85%, expandir a área plantada para produção de alimentos com 20 milhões de hectares a mais, criar 13 milhões de novos empregos, assegurar a presença de mais de 10 milhões de estudantes nos bancos escolares, ampliar a população economicamente ativa de 29 milhões para 45 milhões, 797 mil, elevando as exportações anuais de 12 bilhões para 22 bilhões de dólares.

    Volvendo os olhos para as realizações nacionais dos últimos vinte anos, há que se reconhecer um avanço impressionante: em 1964, éramos a quadragésima nona economia mundial, com uma população de 80 milhões de pessoas e uma renda per capita de 900 dólares; somos hoje a oitava, com uma população de 130 milhões de pessoas, e uma renda média per capita de 2.500 dólares.

    O Presidente Castello Branco, em seu discurso e posse, anunciou que a Revolução visava à arrancada para o desenvolvimento econômico, pela elevação moral e política”.

    Dessa maneira, acima do progresso material, delineava-se o objetivo supremo da preservação dos princípios éticos e do restabelecimento do estado de direito.

    Em 24 de junho de 1978, o Presidente Geisel anunciou o fim dos atos de exceção, abrangendo o AI-5, o Decreto-Lei 477 e demais Atos Institucionais.

    Com isso, restauravam-se as garantias da magistratura e o instituto do habeas-corpus.

    Cessava a competência do Presidente para decretar o fechamento do Congresso e a intervenção nos Estados, fora das determinações constitucionais.

    Perdia o Executivo as atribuições de suspender os direitos políticos, cassar mandatos, demitir funcionários e reformar militares.

    Extinguiam-se as atividades da C.G.1 (Comissão Geral de Inquéritos) e o confisco sumário de bens.

    Desapareciam da legislação o banimento, a pena de morte, a prisão perpétua e a inelegibilidade perene dos cassados.

    Findava-se o período discricionário, significando que os anseios de liberalização que Castello Branco e Costa e Silva manifestaram em diversas ocasiões e que Médici vislumbrou em seu primeiro pronunciamento finalmente se concretizavam.

    Enquanto vários líderes oposicionistas pretenderam considerar aquelas medidas fundamentais como ‘meros paliativos”, o então Deputado Tancredo Neves, líder do MDB na Câmara Federal, reconheceu que a determinação governamental foi além do esperado”.

    Ao assumir o Governo, o Presidente Flgueiredo jurou dar continuidade ao processo de redemocratização.

    A concessão da anistia ampla e irrestrita, as eleições diretas para Governadores dos Estados, a colaboração federal com os novos Governos oposicionistas na defesa dos interesses maiores da coletividade, são demonstrações de que o presidente não falou em vão.

    Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, que um regime de força, consolidado há mais de dez anos, se tenha utilizado do seu próprio arbítrio para se auto-limitar, extinguindo os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa.

    É esse, indubitavelmente, o maior feito da Revolução de 1964

    Neste momento em que se desenvolve o processo da sucessão presidencial, exige-se coerência de todos os que têm a missão de preservar as conquistas econômicas e políticas dos últimos decênios.

    O caminho para o aperfeiçoamento das instituições é reto. Não admite desvios aéticos, nem afastamento do povo.

    Adotar outros rumos ou retroceder para atender a meras conveniências de facções ou assegurar a manutenção de privilégios seria trair a Revolução no seu ato final”.

    Editorial de autoria do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal “O Globo”, edição de 07 de outubro de 1984

  • 28out

    ISTOÉ

     

    Sodoma redescoberta

     

    Arqueólogos encontram na Jordânia ruínas da “cidade do pecado”, que teria sido exterminada por Deus numa das mais conhecidas histórias bíblicas

     

    Raul Montenegro ([email protected])

     

    “Então o Senhor fez chover enxofre e fogo contra Sodoma e Gomorra. Elas foram destruídas […] incluindo os habitantes e a vegetação que crescia do solo.

    ” A aniquilação das “cidades do pecado”, descrita no livro de Gênesis, é uma das passagens mais conhecidas e controversas da Bíblia. Agora, uma escavação conduzida pela Universidade Trinity Southwest, dos Estados Unidos, em parceria com o Departamento de Antiguidades da Jordânia, está ajudando a passar a história das localidades da lenda para o mundo real.

    Os responsáveis pela pesquisa dizem que acharam as ruínas de Sodoma a 14 km do Mar Morto, na Jordânia, e que já sabem onde está Gomorra.

    “Depois de 15 anos de exploração eu penso que nós descobrimos Sodoma, como as evidências científicas demonstram”, afirma Steven Collins, o arqueólogo que chefia o estudo.

    “A cidade é uma realidade geográfica tanto quanto Jerusalém.”

    SADOMA-01-IE.jpg
    ACHADO
    Os pesquisadores encontraram mais de 100 mil peças de cerâmica, áreas residenciais e administrativas, um templo e um palácio. E dizem já saber onde está Gomorra

     

    A Sodoma bíblica teria sido exterminada por Deus porque seus moradores eram adeptos da pederastia, de acordo com as escrituras (leia quadro).

    Na realidade, era uma metrópole de 10 mil pessoas que floresceu entre 3500 e 1540 a.C. O local foi um centro comercial cercado por fortificações de até 50 metros de espessura que protegiam as partes alta e baixa da cidade, reservadas a ricos e pobres.

    Foram encontrados mais de 100 mil peças de cerâmica do período, áreas residenciais e administrativas, um templo e um palácio vermelho, assim chamado pela cor de suas pedras.

    Há 3,5 mil anos, essa civilização subitamente desapareceu e a região ficou desabitada por 700 anos.

    De acordo com a equipe, Sodoma foi destruída pelo impacto de um meteorito similar ao que atingiu Tunguska, na Sibéria, em 1908.

    O cataclismo pode ter sido a origem dos relatos bíblicos. A pesquisa aponta que as paredes da cidade foram destroçadas e que o solo foi desnudado por 500 km quadrados.

    “Temos cientistas em sete grandes universidades analisando as amostras que colhemos no sítio e nos arredores”, diz Collins.

    Os arqueólogos chegaram a Sodoma comparando passagens das escrituras com ruínas jordanianas.

    “Gênesis 13 claramente coloca Sodoma ao norte e ao leste do Mar Morto”, afirma o pesquisador.

    É descrita ainda como uma poderosa localidade cercada por cidades-satélite, o que bate perfeitamente com os achados.

    Um dos centros orbitando Sodoma é Gomorra, que se acredita estar 1 km ao norte.

    A estimativa é que os arredores concentrassem até 80 mil pessoas.

    IE2395pag56_Sodoma.jpg

    Fotos: Divulgação 

  • 02set

    UOL

    Sabia que a bandeira do Brasil já foi uma cópia da norte-americana?

    O primeiro pavilhão da república, que foi utilizado por apenas quatro dias, era uma cópia da bandeira dos EUA. As únicas diferenças entre ambas eram o número de estrelas e as cores, que foram alteradas do vermelho e branco para verde e amarelo

    Quando se compara a primeira bandeira republicana brasileira com a norte-americana são facilmente notadas que as únicas diferenças são as cores, que foram alteradas do vermelho e branco para o verde e amarelo, além do número de estrelas que passaram de 45 para 21

    Quando se compara a primeira bandeira republicana brasileira com a norte-americana são facilmente notadas que as únicas diferenças são as cores, que foram alteradas do vermelho e branco para o verde e amarelo, além do número de estrelas que passaram de 45 para 21

     

    Nem sempre a criatividade das pessoas está em alta, ainda mais após uma Revolução que transformaria para a sempre a história do seu país. Depois da derrubada do Império, em 15 de novembro de 1889, o então governo brasileiro necessitava imediatamente de um novo pavilhão que substituísse o antigo que era usado pela monarquia.

    Sem tempo hábil para criar algo que representasse a grandeza da nova república que surgia, alguns republicanos liderados por Lopes Trovão decidiram utilizar, mesmo sem a aprovação imediata do presidente do país, Marechal Deodoro da Fonseca, uma nova bandeira nacional.

    O pavilhão era composto por 13 listras nas cores verde e amarelo, além de um retângulo azul no canto superior esquerdo com 21 estrelas. Rapidamente, as semelhanças da bandeira brasileira com o símbolo máximo dos Estados Unidos da América foram notadas e obrigaram a confecção de um novo lábaro para o país.

    Oficialmente, a cópia da bandeira americana tremulou em território nacional por apenas quatro dias, entre 15 e 19 de novembro de 1889, justamente devido as semelhanças com o pavilhão dos Estados Unidos.

    Quando se compara ambas as bandeiras são facilmente notadas que as únicas diferenças são as cores, que foram alteradas do vermelho e branco para o verde e amarelo, além do número de estrelas que passaram de 45 para 21. Nos dois casos, as estrelas significavam o número de federações de suas respectivas repúblicas.

    Então bandeira dos Estados Unidos da América, em 1889, com 13 faixas em vermelho e branco, além das 45 estrelas
    Então bandeira dos Estados Unidos da América, em 1889, com 13 faixas em vermelho e branco, além das 45 estrelas

     

    A decisão final de vetar o uso do novo pavilhão brasileiro coube ao presidente Deodoro que argumentou, o óbvio, que o lábaro nacional “era um arremedo grosseiro da bandeira dos Estados Unidos”. Ainda antes do veto final, houve outros dois modelos idênticos que receberam pequenas alterações dos criadores.

    A primeira modificação foi a troca da cor preta dentro do retângulo, que homenageava a população negra do Brasil, pela cor azul e a segunda, foi a inserção de mais uma estrela que representava o recém-criado Distrito Federal.

    O curioso esquecimento da sede oficial da república se deve ao fato da cidade do Rio de Janeiro só ter ganhado o status de Unidade Federativa após a criação do novo regime.

    Se a maioria dos brasileiros não conhece a bandeira nacional ‘a la Estados Unidos’, na Europa esta foi a primeira a representar a república tupiniquim, na época chamada de Estados Unidos do Brasil.

    Quando a Família Real partiu, no vapor Sergipe, do Rio de Janeiro rumo ao exílio, no Velho Mundo, o estandarte que acompanhava a embarcação era justamente o listrado de verde e amarelo.

    Ao chegarem à Europa, a nova bandeira brasileira já havia sido oficializada (19 de novembro de 1889), mas devido às dificuldades de comunicação da época ninguém sabia.

    Curiosamente, o novo lábaro que o então presidente Deodoro decretou como oficial era uma “cópia” da antiga bandeira do Império que apenas teve substituído seu brasão pelo círculo azul, com estrelas, cortado por uma faixa em branco com os dizeres ‘Ordem e Progresso’.

    O projeto inicial da bandeira 'a la Estados Unidos' previa 20 estrelas e o fundo do retângulo em preto, que homenageava a população negra do país
    O projeto inicial da bandeira ‘a la Estados Unidos’ previa 20 estrelas e o fundo do retângulo em preto, que homenageava a população negra do país

« Entradas anteriores