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  • 02fev

    PORTAL MEMÓRIA PARANAENSE / JOSÉ WILLE

     

    Histórias da TV relembradas por Maurício Fruet

     

    Um dos pioneiros da TV do Paraná, o ex-prefeito de Curitiba e ex-deputado federal, Maurício Fruet, contava histórias do início da televisão.

    A gravação foi no projeto ‘Memória Paranaense’ original, da Rádio CBN-Curitiba e Inepar, em 1997.

    Maurício Fruet morreu em 1998.

    Clique aqui para encontrar vários grupos sobre a história da Comunicação do Paraná. São grupos criados por este portal no Facebook para preservar a memória. 

     

  • 28jan

    BEM PARANÁ / PEDRO RIBEIRO

     

    Em respeito à memória de José Richa, o pai era diferente do filho

    Podem ter certeza de que se o primo distante aparecesse levaria uma cintadas

    Dentre os jornalistas, hoje ditos da velha guarda que atuaram nos anos da década de 80 em diante, era muito raro, difícil encontrar um deles que não tivesse simpatia e admiração pelo bonachão e acessível governador do Paraná, José Richa, o primeiro a ocupar o cargo em eleições livres e diretas após anos de ditadura militar.

    O próprio acesso ao seu gabinete no Palácio Iguaçu estava quase sempre aberto, principalmente no salão que ficava anexo a sua sala de despachos, onde também concedia suas audiências reservadas para tratar de assuntos do estado.

    Quem estabelece hoje o paralelo sobre o comportamento do velho turco daquela época com a do seu filho, Beto Richa, duas vezes presos por fortes inícios de envolvimento em atos de corrupção, não deixa de ser tomado por um certo sentimento de melancolia e decepção profunda.

    Melancolia nostálgica, misturada a uma saudade dos tempos da investidura de uma representação que dignificava o cargo de governador, que não nos envergonhava, nem mesmo após cumprir seu mandato.

    Decepção pela constatação daquilo que deveria ser da mesma linhagem ter se revelado um rufião sem capacidade e sem conteúdo, investido no mesmo cargo mas habitante de um mundo paralelo, de futilidades, oportunismo e falta de compromisso com a probidade que dele se esperava, à semelhança do pai.

    Era quando concedia entrevistas coletivas à forte imprensa que havia na época, com jornais estaduais de grandes tiragens e presença de repórteres de veículos nacionais que mantinham suas sucursais em Curitiba, que o velho governador parecia de fato se sentir em casa.

    Não fugia de nenhuma pergunta naqueles anos efervescentes da democracia instaurada no País.

    Ia logo tirando os sapatos e as meias, sentava-se à cabeceira da mesa, com pés no chão e cuia de chimarrão à mão, e tratava a todos do batalhão de repórteres que o cercava, com respeito e humildade, sem alterar nunca a voz, mesmo diante eventual deselegância de alguns.

    Por muitas ocasiões, quando a coletiva terminava, permanecia à mesa batendo papo descontraído com alguns que permaneciam no grande salão.

    Nessas conversas, algumas vezes, quando lhe perguntavam sobre quem o sucederia na política, sempre mencionava o filho mais novo, Adriano, que se empenhava em criar uma associação nacional de diabéticos.

    Ao se referir aos demais filhos, manifestava dúvidas se algum deles, Beto ou José Richa Filho, o Pepe, se envolveriam na política. Achava que ambos não levavam jeito, como dizia.

    Talvez, o velho turco, por conhecer as personalidades dos filhos, tivesse receio de que pudessem facilmente sucumbir à sedução do poder do cargo, pouco afeitos a também empreenderem esforços para cuidar de assuntos que não fossem os seus, particulares, quanto mais os de paranaenses que um dia pudessem vir a representar.

    Mesmo quando o filho do meio, Beto, já deputado estadual tentou ser candidato ao governo do Paraná, o velho turco tinha lá suas suspeições, chegando a manifestar em vídeo gravado que o filho “ não está preparado para governar o estado”.

    Ele deveria saber do que estava falando!

    Faleceu antes de ser submetido à dolorosa decepção que teria se estivesse vivo agora e ver seu filho, duas vezes governador, ser igualmente preso por duas vezes por envolvimento em ilicitudes e atos de rufianismo do dinheiro público.

    E puxar atrás de si o outro irmão, o Pepe, que hoje se esconde da justiça para não ser intimado, ambos com graves denúncias que lhes pesam sobre os ombros.

    E, por vaidade fútil e caráter frágil, jogar o nome da família em tenebrosas transações, patrimônio que o velho governador tratou sempre com zelo.

    Por ironia, o único filho em quem José Richa apostava haver uma certa inclinação para o mundo político, nunca disputou uma eleição, permanece até hoje cuidando de seus interesses na área privada, e não lhe pesa qualquer acusação.

    Ao menos este consolo, restaria ao sempre lembrado como um dos mais democráticos governadores que o Paraná já teve.

    Não posso omitir que o velho amigo José Richa, com quem tive o prazer de participar das peladas com amigos no Canguiri, na Paraná Equipamentos e depois no Malutrom, tinha um hobby que as vezes, por alguns momentos, esquecia dos compromissos do Estado: jogar baralho.

  • 16jan

    TWITTER

     

  • 04ago

    CONEXÃO POLÍTICA

     

    Leia o editorial de Roberto Marinho que exaltou o Regime Militar

     

    Imagem: Divulgação | TV Globo

    Em 7 de outubro de 1984, próximo do fim do Regime Militar e da reintegração do governo federal pelos civis, o presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho, difundia um editorial no jornal ‘O Globo’ em que louvava conquistas políticas e econômicas obtidas pelos militares, da mesma maneira que a própria operação de seu grupo empresarial na revolução de 1964.

    Leia a seguir a íntegra do texto assinado por Roberto Marinho.

    ”Julgamento da Revolução”

    Roberto Marinho

    Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das lnstituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada.

    Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes e nossa posição.

    Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente.

    Temos permanecidos fiéis aos seus objetivos, embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir o controle do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o Marechal Costa e Silva, “por exigência inelutável do povo brasileiro”.

    Sem o povo não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento” ou “golpe” com o qual não estaríamos solidários.

    O Globo, desde a Aliança Liberal, quando lutou contra os vícios políticos da Primeira República, vem pugnando por uma autêntica democracia, e progresso econômico e social do País.

    Em 1964, teria de unir-se aos companheiros jornalistas de jornadas anteriores, aos ‘tenentes e bacharéis’ que se mantinham coerentes com as tradições e os ideais de 1930, aos expedicionários da FEB que ocupavam a Chefia das Forças Armadas, aos quais sob a pressão de grandes marchas populares, mudando o curso de nossa história.

    Acompanhamos esse esforço de renovação em todas as suas fases. No período de ordenação de nossa economia, que se encerrou em 1977.

    Nos meses dramáticos de 1968 em que a intensificação dos atos de terrorismo provocou a implantação do AI-5.

    Na expansão econômica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu à taxa média anual de 10 %.

    Assinale-se que, naquele primeiro decênio revolucionário, a inflação decrescera de 96 % para 12,6 % ao ano, elevando-se as exportações anuais de 1 bilhão e 300 mil dólares para mais de 12 bilhões de dólares.

    Na era do impacto da crise mundial do petróleo desencadeada em 1973 e repetida em 1979, a que se seguiram aumentos vertiginosos nas taxas de juros, impondo-nos , uma sucessão de sacrifícios para superar a nossa dependência externa de energia, a deterioração dos preços dos nossos produtos de exportação e a desorganização do sistema financeiro internacional.

    Essa conjunção de fatores que violaram a administração de nossas contas externas obrigou- nos a desvalorizações cambiais de emergência que teriam fatalmente de resultar na exacerbação do processo inflacionário.

    Nas respostas que a sociedade e o governo brasileiros deram a esses desafios, conseguindo no segundo decênio revolucionário que agora se completa, apesar das dificuldades, reduzir de 80 % para menos de 40% a dependência externa na importação de energia, elevando a produção de petróleo de 175 mil para 500 mil barris diários e a de álcool, de 680 milhões para 8 bilhões de litros; e simultaneamente aumentar a fabricação industrial em 85%, expandir a área plantada para produção de alimentos com 20 milhões de hectares a mais, criar 13 milhões de novos empregos, assegurar a presença de mais de 10 milhões de estudantes nos bancos escolares, ampliar a população economicamente ativa de 29 milhões para 45 milhões, 797 mil, elevando as exportações anuais de 12 bilhões para 22 bilhões de dólares.

    Volvendo os olhos para as realizações nacionais dos últimos vinte anos, há que se reconhecer um avanço impressionante: em 1964, éramos a quadragésima nona economia mundial, com uma população de 80 milhões de pessoas e uma renda per capita de 900 dólares; somos hoje a oitava, com uma população de 130 milhões de pessoas, e uma renda média per capita de 2.500 dólares.

    O Presidente Castello Branco, em seu discurso e posse, anunciou que a Revolução visava à arrancada para o desenvolvimento econômico, pela elevação moral e política”.

    Dessa maneira, acima do progresso material, delineava-se o objetivo supremo da preservação dos princípios éticos e do restabelecimento do estado de direito.

    Em 24 de junho de 1978, o Presidente Geisel anunciou o fim dos atos de exceção, abrangendo o AI-5, o Decreto-Lei 477 e demais Atos Institucionais.

    Com isso, restauravam-se as garantias da magistratura e o instituto do habeas-corpus.

    Cessava a competência do Presidente para decretar o fechamento do Congresso e a intervenção nos Estados, fora das determinações constitucionais.

    Perdia o Executivo as atribuições de suspender os direitos políticos, cassar mandatos, demitir funcionários e reformar militares.

    Extinguiam-se as atividades da C.G.1 (Comissão Geral de Inquéritos) e o confisco sumário de bens.

    Desapareciam da legislação o banimento, a pena de morte, a prisão perpétua e a inelegibilidade perene dos cassados.

    Findava-se o período discricionário, significando que os anseios de liberalização que Castello Branco e Costa e Silva manifestaram em diversas ocasiões e que Médici vislumbrou em seu primeiro pronunciamento finalmente se concretizavam.

    Enquanto vários líderes oposicionistas pretenderam considerar aquelas medidas fundamentais como ‘meros paliativos”, o então Deputado Tancredo Neves, líder do MDB na Câmara Federal, reconheceu que a determinação governamental foi além do esperado”.

    Ao assumir o Governo, o Presidente Flgueiredo jurou dar continuidade ao processo de redemocratização.

    A concessão da anistia ampla e irrestrita, as eleições diretas para Governadores dos Estados, a colaboração federal com os novos Governos oposicionistas na defesa dos interesses maiores da coletividade, são demonstrações de que o presidente não falou em vão.

    Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, que um regime de força, consolidado há mais de dez anos, se tenha utilizado do seu próprio arbítrio para se auto-limitar, extinguindo os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa.

    É esse, indubitavelmente, o maior feito da Revolução de 1964

    Neste momento em que se desenvolve o processo da sucessão presidencial, exige-se coerência de todos os que têm a missão de preservar as conquistas econômicas e políticas dos últimos decênios.

    O caminho para o aperfeiçoamento das instituições é reto. Não admite desvios aéticos, nem afastamento do povo.

    Adotar outros rumos ou retroceder para atender a meras conveniências de facções ou assegurar a manutenção de privilégios seria trair a Revolução no seu ato final”.

    Editorial de autoria do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal “O Globo”, edição de 07 de outubro de 1984

  • 24out

    YOU TUBE

     

    Estrela do mensalão, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, foi candidato a governador do Paraná pelo PT no ano de 1990.

     

     

     

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