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  • 04ago

    CONEXÃO POLÍTICA

     

    Leia o editorial de Roberto Marinho que exaltou o Regime Militar

     

    Imagem: Divulgação | TV Globo

    Em 7 de outubro de 1984, próximo do fim do Regime Militar e da reintegração do governo federal pelos civis, o presidente das Organizações Globo, Roberto Marinho, difundia um editorial no jornal ‘O Globo’ em que louvava conquistas políticas e econômicas obtidas pelos militares, da mesma maneira que a própria operação de seu grupo empresarial na revolução de 1964.

    Leia a seguir a íntegra do texto assinado por Roberto Marinho.

    ”Julgamento da Revolução”

    Roberto Marinho

    Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais de preservação das lnstituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada.

    Quando a nossa redação foi invadida por tropas anti-revolucionárias, mantivemo-nos firmes e nossa posição.

    Prosseguimos apoiando o movimento vitorioso desde os primeiros momentos de correção de rumos até o atual processo de abertura, que se deverá consolidar com a posse do novo presidente.

    Temos permanecidos fiéis aos seus objetivos, embora conflitando em várias oportunidades com aqueles que pretenderam assumir o controle do processo revolucionário, esquecendo-se de que os acontecimentos se iniciaram, como reconheceu o Marechal Costa e Silva, “por exigência inelutável do povo brasileiro”.

    Sem o povo não haveria revolução, mas apenas um ‘pronunciamento” ou “golpe” com o qual não estaríamos solidários.

    O Globo, desde a Aliança Liberal, quando lutou contra os vícios políticos da Primeira República, vem pugnando por uma autêntica democracia, e progresso econômico e social do País.

    Em 1964, teria de unir-se aos companheiros jornalistas de jornadas anteriores, aos ‘tenentes e bacharéis’ que se mantinham coerentes com as tradições e os ideais de 1930, aos expedicionários da FEB que ocupavam a Chefia das Forças Armadas, aos quais sob a pressão de grandes marchas populares, mudando o curso de nossa história.

    Acompanhamos esse esforço de renovação em todas as suas fases. No período de ordenação de nossa economia, que se encerrou em 1977.

    Nos meses dramáticos de 1968 em que a intensificação dos atos de terrorismo provocou a implantação do AI-5.

    Na expansão econômica de 1969 a 1972, quando o produto nacional bruto cresceu à taxa média anual de 10 %.

    Assinale-se que, naquele primeiro decênio revolucionário, a inflação decrescera de 96 % para 12,6 % ao ano, elevando-se as exportações anuais de 1 bilhão e 300 mil dólares para mais de 12 bilhões de dólares.

    Na era do impacto da crise mundial do petróleo desencadeada em 1973 e repetida em 1979, a que se seguiram aumentos vertiginosos nas taxas de juros, impondo-nos , uma sucessão de sacrifícios para superar a nossa dependência externa de energia, a deterioração dos preços dos nossos produtos de exportação e a desorganização do sistema financeiro internacional.

    Essa conjunção de fatores que violaram a administração de nossas contas externas obrigou- nos a desvalorizações cambiais de emergência que teriam fatalmente de resultar na exacerbação do processo inflacionário.

    Nas respostas que a sociedade e o governo brasileiros deram a esses desafios, conseguindo no segundo decênio revolucionário que agora se completa, apesar das dificuldades, reduzir de 80 % para menos de 40% a dependência externa na importação de energia, elevando a produção de petróleo de 175 mil para 500 mil barris diários e a de álcool, de 680 milhões para 8 bilhões de litros; e simultaneamente aumentar a fabricação industrial em 85%, expandir a área plantada para produção de alimentos com 20 milhões de hectares a mais, criar 13 milhões de novos empregos, assegurar a presença de mais de 10 milhões de estudantes nos bancos escolares, ampliar a população economicamente ativa de 29 milhões para 45 milhões, 797 mil, elevando as exportações anuais de 12 bilhões para 22 bilhões de dólares.

    Volvendo os olhos para as realizações nacionais dos últimos vinte anos, há que se reconhecer um avanço impressionante: em 1964, éramos a quadragésima nona economia mundial, com uma população de 80 milhões de pessoas e uma renda per capita de 900 dólares; somos hoje a oitava, com uma população de 130 milhões de pessoas, e uma renda média per capita de 2.500 dólares.

    O Presidente Castello Branco, em seu discurso e posse, anunciou que a Revolução visava à arrancada para o desenvolvimento econômico, pela elevação moral e política”.

    Dessa maneira, acima do progresso material, delineava-se o objetivo supremo da preservação dos princípios éticos e do restabelecimento do estado de direito.

    Em 24 de junho de 1978, o Presidente Geisel anunciou o fim dos atos de exceção, abrangendo o AI-5, o Decreto-Lei 477 e demais Atos Institucionais.

    Com isso, restauravam-se as garantias da magistratura e o instituto do habeas-corpus.

    Cessava a competência do Presidente para decretar o fechamento do Congresso e a intervenção nos Estados, fora das determinações constitucionais.

    Perdia o Executivo as atribuições de suspender os direitos políticos, cassar mandatos, demitir funcionários e reformar militares.

    Extinguiam-se as atividades da C.G.1 (Comissão Geral de Inquéritos) e o confisco sumário de bens.

    Desapareciam da legislação o banimento, a pena de morte, a prisão perpétua e a inelegibilidade perene dos cassados.

    Findava-se o período discricionário, significando que os anseios de liberalização que Castello Branco e Costa e Silva manifestaram em diversas ocasiões e que Médici vislumbrou em seu primeiro pronunciamento finalmente se concretizavam.

    Enquanto vários líderes oposicionistas pretenderam considerar aquelas medidas fundamentais como ‘meros paliativos”, o então Deputado Tancredo Neves, líder do MDB na Câmara Federal, reconheceu que a determinação governamental foi além do esperado”.

    Ao assumir o Governo, o Presidente Flgueiredo jurou dar continuidade ao processo de redemocratização.

    A concessão da anistia ampla e irrestrita, as eleições diretas para Governadores dos Estados, a colaboração federal com os novos Governos oposicionistas na defesa dos interesses maiores da coletividade, são demonstrações de que o presidente não falou em vão.

    Não há memória de que haja ocorrido aqui, ou em qualquer outro país, que um regime de força, consolidado há mais de dez anos, se tenha utilizado do seu próprio arbítrio para se auto-limitar, extinguindo os poderes de exceção, anistiando adversários, ensejando novos quadros partidários, em plena liberdade de imprensa.

    É esse, indubitavelmente, o maior feito da Revolução de 1964

    Neste momento em que se desenvolve o processo da sucessão presidencial, exige-se coerência de todos os que têm a missão de preservar as conquistas econômicas e políticas dos últimos decênios.

    O caminho para o aperfeiçoamento das instituições é reto. Não admite desvios aéticos, nem afastamento do povo.

    Adotar outros rumos ou retroceder para atender a meras conveniências de facções ou assegurar a manutenção de privilégios seria trair a Revolução no seu ato final”.

    Editorial de autoria do jornalista Roberto Marinho, publicado no jornal “O Globo”, edição de 07 de outubro de 1984

  • 24out

    YOU TUBE

     

    Estrela do mensalão, o ex-diretor de marketing do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, foi candidato a governador do Paraná pelo PT no ano de 1990.

     

     

     

  • 30jul

    Circulando nas Redes Sociais

    REVISTA ISTOÉ DE 16 DE SETEMBRO DE 1988 – SEÇÃO GENTE

     

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  • 18maio

    GAZETA DO POVO  – Diego Antonelli

    O jornal curitibano que flertou com Hitler

    Criado em 1902, o jornal Der Kompass , que circulou em Curitiba, assumiu nos anos 30 posicionamento favorável ao nazismo

    JORNAL NAZISTA

    O mundo ainda celebrava o fim da Primeira Guerra Mundial (1914-1918) quando uma nova ameaça começou a surgir em terras germânicas.

    A ascensão do Partido Nazista, em 1933, dava indícios de que a paz estaria com os dias contados. Não por acaso, o imperialismo alemão, comandado por Adolf Hitler, foi um dos fatores que levaram à eclosão da Segunda Guerra Mundial na década de 1940.

    Enquanto a incerteza e o clima de apreensão tomavam conta deste período entre guerras, era através do jornal católico Der Kompass (A Bússola, em português) que os imigrantes alemães que viviam em Curitiba se informavam.

    Durante as quatro décadas, o periódico, que era publicado em alemão, nunca se posicionou claramente contra o nazismo. Nem mesmo mediante as imposições do Estado Novo (1937-1945), chefiado pelo então presidente Getúlio Vargas.

    Criado em 1902, A Bússola chegou a assumir, nos anos 1930, um posicionamento favorável ao nazismo, segundo a historiadora Petra Henning, que pesquisou o periódico.

    “Pois não havia motivos para se colocar contra, já que, neste período, o nazismo representava o reerguimento da ‘pátria-mãe’ e as festas organizadas pelo partido promoviam a manutenção da identidade alemã”, explica.

    As festas e encontros promovidos pelos partidários nazistas eram bem aceitos pelos alemães e, em alguns casos, possuíam até o apoio do governo local.

    “Por isso, a publicação de notícias sobre esses eventos era comum, como forma de informar à comunidade o que ocorria entre os alemães”, relata a pesquisadora.

    Por meio do jornal, os alemães tinham informações, por exemplo, sobre os encontros realizados pelo Círculo Paranaense do Partido Nazista.

    Mudança

    O Der Kompass, no entanto, estava entre a cruz e a espada. Ou melhor, entre a suástica e Vargas. Petra explica que devido às repressões decorrentes da Lei de Nacionalização, de 1938, o jornal sofreu diversas mudanças.

    “Passou a se autodenominar um jornal teuto-brasileiro e não mais alemão. Em alguns momentos ele deixou de noticiar eventos importantes para os alemães, como o aniversário de Hitler em 1938, para recordar um importante feriado brasileiro, o de Tiradentes”, afirma.

    O mais importante de todos esses fatos foi que o jornal se viu obrigado a se manter alheio às atividades do Partido Nazista no Brasil.

    “Por mais que o jornal quisesse demonstrar simpatia (ou talvez a não oposição) pelo Partido Nazista, ele foi forçado a se manter neutro pelo Estado Novo, para que continuasse sendo publicado.

    Porém, não se pode dizer que o jornal se colocou contra o nazismo. Sua postura foi de neutralidade durante os últimos anos”, relata a pesquisadora.

    Jornal teve sede queimada durante a Primeira Guerra

    A sede do jornal Der Kompass foi apedrejada, invadida e parcialmente queimada em 1917, durante a Primeira Guerra, quando a Alemanha e o Brasil se colocaram em lados opostos.

    A historiadora Pâmela Fabris explica que, até abril de 1917, o jornal funcionou normalmente.

    “No entanto, naquele mês a Alemanha bombardeou navios brasileiros, o que fez com que o Brasil deixasse de ser neutro na guerra. A partir deste período, o Der Kompass passou a sofrer ataques.”

    Pâmela conta que em abril e outubro daquele ano, a sede do periódico foi apedrejada. Segundo o jornal Commercio do Paraná, publicado em 11 de abril de 1917, um desses ataques ocorreu durante uma manifestação de aproximadamente 500 pessoas.

    “Na redação do ‘Der Kompass’, próximo à igreja dos franciscanos, os manifestantes praticaram depredações, apedrejando o edifício, cujas janelas vieram quase todas abaixo”, diz o texto do periódico.

    Pâmela relata ainda que, em outubro, houve um princípio de incêndio no jornal, provocado pela multidão.

    “Embora o ano de 1917 se caracterize como um importante período de conflitos entre o jornal e parte da sociedade curitibana, é importante ressaltar que esta não era a primeira vez que o jornal se envolvia em polêmicas com parte da sociedade local”.

    “Portanto, neste sentido, cabe apontar que também faz parte da história de imigrantes alemães e seus descendentes em Curitiba o envolvimento em uma série de confrontos oriundos das mais diversas motivações, como políticas, religiosas, étnicas e de classe”, salienta a historiadora.

    Após o corte de relações diplomáticas entre Brasil e Alemanha, cidades como Santos, São Paulo, Porto Alegre e Curitiba presenciaram dezenas de conflitos que tinham como alvo casas comerciais, residências, fábricas e instituições pertencentes a pessoas de origem germânica.

    Jornal circulou também em SC e RS

    O Der Kompass circulou em Curitiba entre 1902 e 1941. Era enviado, também, para outros estado, como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

    Durante os quase quarenta anos em que circulou, o jornal teve sua periodicidade variada. Em alguns momentos era publicado semanalmente, em outros, duas ou três vezes por semana.

    “Inicialmente era escrito apenas em alemão, porém, com a chegada do governo Vargas e a campanha de nacionalização, alguns textos passaram a ser traduzidos para o português, principalmente as manchetes.

    Em boa parte, dos quase 40 anos em que o jornal circulou, ele foi publicado em caracteres góticos”, afirma Petra.

    Segundo ela, o Der Kompass trazia, principalmente, notícias sobre a cidade de Curitiba e sobre a Alemanha, trazia também muitos anúncios de emprego e serviços e contos ficcionais.

  • 19abr

    COLUNA DO AUGUSTO NUNES – VEJA.COM

    Presidente do BNDES desmonta mentira de Dilma Rousseff sobre o porto que o governo brasileiro doou à ditadura cubana

     

     

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