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  • 22fev

    O LIVRE

    Artigo de Bene Barbosa
    [email protected]

     

    Passando vergonha 100 vezes mais! Cem vezes!

     

    Para esse pessoal, a cena de uma mulher armada e preparada para se defender é muito mais perturbadora que a cena dela desfigurada após o ataque

     

    Foto: Oleg Volk

     

    Tudo começou com o bárbaro espancamento de uma mulher por um homem no primeiro encontro dos dois.

    Um daqueles casos escabrosos que nos fazem querer que as torturas medievais para prisioneiros voltassem à moda…

    Mas deixemos os pensamentos bárbaros de lado e voltemos ao ocorrido.

    Nas redes sociais pulularam várias postagens sobre o caso, dentre elas uma feita no Twitter pelo vereador Carlos Bolsonaro: “Se esta senhora tivesse como se defender, e fosse de sua vontade, uma arma de fogo legal resolveria justamente este absurdo. Imagine as sequelas eternas deixadas por esse covarde? A defesa pessoal dentro de sua casa tem que ser prioridade urgente do Congresso Nacional”.

    Pronto! Foi o que bastou para que uma série de notícias fossem publicadas – quase exclusivamente criticando o posicionamento do filho do presidente – em diversos jornais e portais de notícias.

    A questão é: afinal, qual foi o absurdo dito? Nenhum!

    Se eu tivesse que tecer alguma crítica, ou melhor, uma análise mais fria do ocorrido, poderia dizer que por não conhecer em detalhes a dinâmica da agressão seria impossível prever se uma arma resolveria ou não a questão em favor da vítima.

    Agora, óbvio, desarmada e não contando com força física equiparada ao de seu agressor, ela não tinha praticamente nenhuma chance de revidar para cessar o covarde ataque.

    Fato! Neste ponto cheguei à conclusão que, para esse pessoal, uma cena de uma mulher armada e preparada para se defender é muito mais perturbadora que a cena dela desfigurada após o ataque.

    A partir daí os justiceiros sociais saíram em defesa do desarmamento – das vítimas, claro! – reafirmando que uma arma não poderia fazer diferença e que, na realidade, se ela tivesse uma o risco seria ainda maior.

    Juro que até hoje eu não consigo entender essa deturpação lógica e moral que acomete certas pessoas.

    Oras, como assim seria pior? Ele só não a matou, porque assim não o desejou.

    Lembro aos incautos que em São Paulo, por exemplo, 83% dos assassinatos de mulheres correm sem o uso de armas de fogo!

    Uma faca, um fio, um ferro de passar e as próprias mãos são armas tão letais quanto qualquer arma de fogo quando um homem tem uma mulher já subjugada pela desproporcional diferença de forças!

     

    Mesmo que o risco fosse comprovadamente maior – e não é! – a escolha deveria ser tão somente da mulher em possuir ou não uma arma para sua defesa.

     

    Dessas postagens surgiu a citação a um artigo que mostraria “comprovação” de que mulheres armadas possuem mais chances de morrer que mulheres desarmadas…

    Nas exatas palavras do postante: “Estudo COMPROVOU que uma mulher com uma arma de fogo em casa tem 100 vezes mais chances de morrer pelo companheiro do que usá-la para defesa pessoal. 100 vezes mais chances de morrer. Cem vezes”.

    Pouco tempo depois houve o compartilhamento dessa “informação” pela sub-vice candidata à presidência, Manuela d’Ávila, que ostentou aquela camiseta “lute como uma garota”.

    Fico me perguntando, uma garota desarmada contra alguém mais jovem, maior e mais forte? Como Manú? Como?

    Neste ponto cheguei à conclusão que para esse pessoal, a cena de uma mulher armada e preparada para se defender é muito mais perturbadora que a cena dela desfigurada após o ataque.

    O artigo em questão tem um título sedutor aos que recorrem ao Google para comprovar suas teses sem checar a veracidade do fato e, principalmente, sem nem mesmo saber o que significa a checagem de fontes primárias:

    “Um novo estudo desmascara a alegação da NRA de que as armas protegem as mulheres”.

    autor, entre outras coisas, trabalhou como pesquisador para Michael Moore! Quem conhece essa triste figura já pode imaginar o resto. O tal estudo que comprovaria essa tese é de 2017 e já havia passado pelas minhas mãos na época.

    Primeiro, ele não fala em mulheres que têm arma em casa, e sim em mulheres que são mortas com a utilização de armas de fogo versus mulheres que em legítima defesa mataram seus agressores usando armas de fogo. 

    São coisas completamente diferentes! A autoria do estudo, cuja íntegra está aqui, é da ONG Violence Policy Center que, como vocês poderão verificar visitando o site, tem por objetivo implementar restrições à posse de armas nos EUA e confecciona “estudos” e “pesquisas” unicamente com esse objetivo, sempre partindo do pressuposto que armas são ruins e ponto final.

    Mas isso, por si, não quer dizer muita coisa, afinal o tal estudo poderia estar correto. Certo? Não!

    O tal estudo é uma gigantesca fraude estatística; usa claras artimanhas para “provar” suas hipóteses.

    Entre elas a falácia, ou seja, partir de um pressuposto verdadeiro, de fatos, para chegar em uma conclusão completamente falsa.

    Em resumo, o estudo não passa da comparação direta entre o número de mulheres assassinadas com o uso de armas de fogo, 1.686 casos, e os casos onde elas usaram armas de fogo e mataram os seus agressores, apenas 16 ocorrências.

    Qual a relação entre as duas coisas? Nenhuma!

    No excepcional livro Como Mentir com Estatística, autoria de Darrell Huff, está a explicação disso:

    Se você não puder provar o que deseja, demonstre outra coisa e finja que são iguais. Na confusão que resulta do choque da estatística com a mente humana, dificilmente alguém notará a diferença”.

    Por algum acaso essas 1.686 mulheres estavam armadas quando assassinadas? Não!

    As 16 que mataram seus algozes estavam? Sim!

    São situações completamente diferentes. Mesmo que o estudo levasse em consideração apenas casos onde mulheres estavam armadas e foram mortas seria pouco válido, uma vez que somente casos onde os criminosos morrem é que vão parar nas estatísticas.

    Um exemplo? Aquele vídeo onde um homem soca a cara de uma moça em um restaurante, a sua colega de trabalho saca a arma e coloca o valentão para correr, salvando, talvez, a vida da mulher agredida. Isso vira estatística? Não! Não vira!

    De acordo com as pesquisas dos professores Kleck e Gertz constante no estudo intitulado Armed Resistance to Crime, mais de 200.000 mulheres usam defensivamente armas de fogo contra crimes sexuais todos os anos nos Estados Unidos.

    Você acredita que esses especialistas de Internet já passaram perto ou teriam a honestidade de reconhecer tais estudos e números? Nunca!

    O mesmo estudo aponta uma estimativa de uso de armas em legítima defesa naquele país: 2.500.000 de vezes ao ano!

    Vidas salvas! Salvamentos invisíveis às estatísticas oficiais.

    Temos, ainda, o estudo Rape Victimization in 26 American Citiesfeito pelo Departamento de Justiça americano que demostra que apenas 3% – sim, apenas 3%! – dos estupros se concretizam quando a mulher está armada e reage.

    Há diversas outras variáveis que foram convenientemente esquecidas no estudo, entre elas qual era o histórico criminal dos assassinos?

    Esses criminosos compraram legalmente suas armas? Seria possível afirmar que se não possuíssem uma arma de fogo deixariam de assassinar suas vítimas?

    Pois bem, sabem por qual motivo nada disso é levantado? Simplesmente porque mataria a narrativa no nascedouro!

    O documento em análise acaba ele próprio se contradizendo.

    De acordo com o gráfico constante na página 3, o número de homicídios de mulheres caiu consecutivamente por quase duas décadas, porém, a venda de armas nesse período continuou crescendo e muito.

    Para vocês terem uma ideia do tamanho da coisa, apenas na Black Friday de 2017 estima-se que foram vendidas mais de 300 mil armas de fogo.

    Em um dia, a população americana comprou armas suficientes para equipar todo nosso Exército ou metade das nossas forças policiais!

    Para encerrar, de acordo com um estudo do Instituto EMI – Eu Mesmo Inventei – lançar-se ao debate sem conhecimento, sem checar as fontes, sem estudar, acreditando em manchetes visivelmente falsas faz com que uma pessoa tenha 100 vezes mais chances de passar vergonha.

    Cem vezes!

  • 20fev

    FACEBOOK

     

  • 09jan

    PLENO NEWS

     

    1ª mulher a comandar caça é piloto do avião presidencial

     

    Oficial Carla Borges também se tornou a primeira a guiar o Airbus da Presidência

     

    Carla Borges, capitã aviadora Foto: Divulgação/FAB 

    A capitã Carla Borges da Força Aérea Brasileira (FAB) se tornou a atual piloto do avião presidencial. Ela é a primeira mulher a comandar, em voo solo, um avião de caça.

    Agora é a primeira mulher a pilotar a aeronave da Presidência.

    A capitã assumiu o posto no dia 22 de dezembro de 2016, durante a gestão de Michel Temer.

    Carla possui dez anos de carreira militar e de experiência em voo.

    Ela foi escolhida pelo conselho operacional da FAB, composto por três chefes de esquadrões.

    – É uma nova etapa da minha vida. É muito orgulho para qualquer um poder transportar o presidente da República. É a maior autoridade do país. É muito além do que eu imaginava. Estou orgulhosa de ter chegado onde eu cheguei. É uma conquista muito grande para mim – afirmou a oficial.

    Ela concedeu uma entrevista ao portal da FAB e falou sobre a diferença dos modelos de avião.

    – O tipo de voo é diferente. A aviação de caça tem um voo com objetivos diferentes. Na aviação do transporte de autoridades, preza-se mais pela tranquilidade do voo. É muito mais cuidadoso para evitar qualquer tipo de distúrbio, turbulências, para realmente dar conforto para a autoridade, que muitas vezes está trabalhando a bordo – apontou.

    O Airbus A-319 presidencial, batizado de Santos-Dumont, é usado no transporte do líder do Executivo desde 2005.

     

  • 08jan

    O ANTAGONISTA

     

    “Dei dois socos e um chute”

     

    Uma lutadora do UFC, Polyana Viana, reagiu a um assalto no Rio de Janeiro e surrou o ladrão com socos, chute e mata-leão, diz O Globo.

    Ela contou para o site MMAjunkie:

    “Quando ele viu que eu tinha percebido a presença dele, ele estava bem perto de mim. Ele me perguntou as horas. Eu disse, mas vi que ele não foi embora. Então pus o celular na minha cintura”.

    “Aí me me disse: ‘Me passa o celular. Não tente reagir, estou armado’.

    Ele pôs a mão sobre o que parecia ser uma arma, mas percebi que estava maleável. Ele estava bem perto de mim.

    Foi quando pensei: se é uma arma, ele não terá tempo de sacá-la. E dei dois socos e um chute. Ele caiu e o detive com um mata-leão.”

    Resultado:

  • 07dez

    SEMPRE FAMÍLIA/BLOG DA VIDA/JÔNATAS DIAS LIMA

     

    11 coisas que a mídia não sabia sobre a ministra Damares Alves até agora

     

    A advogada, ativista pró-vida e de tantas outras causas foi anunciada para assumir o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos

     

    Damares01

     

    Nos últimos 20 anos, não houve nenhum parlamentar engajado em algum nível com questões de família, defesa da vida e da infância que não tenha consultado a opinião de Damares Alves sobre algum projeto de lei no Congresso Nacional.

    Mesmo sem mandato, é fato notório que sua influência lá dentro é grande faz tempo, o que ilustra toda a superficialidade da imprensa ao insistir em chamá-la apenas de “assessora do Magno Malta”.

    Mais uma vez, isso é coisa de jornalismo preguiçoso – ou algo pior.

    Agora que Damares é ministra, naturalmente, todos os produtores de conteúdo político estão vasculhando a internet atrás de informações sobre ela.

    Eu quero dar minha contribuição com detalhes que – pelo menos até agora – não seriam encontradas no Google.

    1) Origem

    Damares tem 54 anos, cresceu no Sergipe, mas morou em várias cidades do Nordeste na juventude; de origem humilde, ela é filha de um pastor e de uma dona de casa.

    2) Abuso

    Quando criança, aos 6 anos de idade, foi abusada sexualmente. A violência foi tão brutal que a tornou incapaz de gerar uma criança em seu útero.

    3) Crianças de rua

    No final da década de 80, no Sergipe, Damares fundou o comitê estadual do Movimento Nacional Meninas e Meninos, cuja principal função era a proteção de crianças moradoras de rua.

    Nesse período, por diversas vezes, transformou seu próprio apartamento em lar temporário para essas crianças.

    Outras vezes, para entender o problema na pele, dormiu nas ruas de Aracaju ao lado delas.

    4) Pescadoras

    Também  no final da década de 80 atuou na defesa dos direitos  da mulheres  pescadoras e trabalhadoras do campo. Existe ainda hoje, no povoado Siririzinho, na cidade de Siriri, em Sergipe, um centro social que  recebeu, em 1987,  o seu nome: Damares Alves.

    5) Adotou uma índia

    Damares não tem filhos biológicos mas adotou uma indiazinha que foi salva da prática de infanticídio, comum em algumas tribos do Norte quando há o nascimento de bebês gêmeos ou com qualquer tipo de deficiência.

    A experiência a motivou a criar o Movimento Atini que busca no Congresso Nacional meios de proteger crianças indígenas que correm o risco de ser sacrificadas.

    6) Contra o aborto

    Damares foi uma das fundadoras do Movimento Brasil Sem Aborto, a entidade organizada mais influente na defesa dos nascituros no Brasil.

    7) Contra a pedofilia

    É palestrante reconhecida nacionalmente pelo combate à pedofilia.

    8) Contra as drogas

    É coordenadora do Movimento Nacional Brasil Sem Drogas.

    9) Advoga de graça

    Advoga voluntariamente, há 30 anos, para mulheres em situação de vulnerabilidade social e violência doméstica.

    10) Flores de Aço

    É coordenadora do Instituto Flores de Aço, com sede em Brasília, que milita em defesa dos direitos da mulher.

    11) Mais de 300 apoios

    Somadas todas as notas, a mera notícia de que seu nome era cotado para o cargo resultou em mais de 300 apoios formais de entidades sociais, profissionais de destaque e políticos.

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