• 01abr

    ALEXANDRE GARCIA / GAZETA DO POVO

     

    Deixem o presidente trabalhar em paz

     

    “Presidente Jair Bolsonaro sofre ataques de todos os lados na crise do coronavírus.| Foto: Marcos Corrêa/PR”

    O ex-ministro Geddel Vieira Lima pediu para sair da prisão. Ele viu Lula fora, Luis Estevão fora, e também quis sair alegando coronavírus. Geddel alegou que era perigoso continuar na prisão em tempos de epidemia.

    Mas o ministro Edson Fachin, do STF, não aceitou o pedido de prisão domiciliar, alegando que Geddel está isolado na cela. Sendo assim, está protegido, precisando só de banho de sol para tomar vitamina D.

    Geddel foi condenado novamente pela Justiça Federal de Brasília por fazer pressão sobre o Iphan para conseguir a licença para construir um prédio de luxo em Salvador, enquanto era ministro do governo Temer.

    Agora que é condenado, Geddel vai ter que pagar uma multa correspondente a dez vezes o salário dele como ministro. O valor fica em torno de R$ 250 mil, mas o que é isso para quem tinha R$ 51 milhões guardado em um bunker?

    Além disso, ele fica inelegível por 10 anos. É incrível pensar que alguém ainda possa votar numa pessoa condenada por desvio de dinheiro e corrupção.

    Coordenação existe

    Hoje é o primeiro dia do mês. O último balanço de casos de coronavírus falava em 201 mortos. Já a gripe comum matou 1.109 brasileiros no ano passado. Vamos torcer para que o novo vírus não chegue a isso.

    Temos que tomar cuidados. Exemplos de precauções são: as campanhas de vacinação, manter pessoas dentro do grupo de risco em casa e continuar com a atividade econômica de alguma forma.

    Tem milhões de brasileiros que trabalham hoje para comer amanhã, que não tem reserva de emergência. Tem gente cujo salário caiu durante a quarentena. Tem amigos meus, pilotos de aviao, que estão recebendo 25% do que recebiam antes.

    O governo vai contribuir para minimizar as perdas econômicas. O trabalho está bem coordenado. A gente vê claramente que o ministro Luiz Mandetta está comandando as medidas da área da saúde e o ministro Paulo Guedes, na área econômica. Os dois do mesmo lado.

    São duas crises, econômica e sanitária. No meio disso tudo estão o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, na logística, e o ministro do Gabinete Civil, Braga Netto, e acima de tudo está o presidente.

    Bolsonaro está se entendendo muito bem com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; do Senado, Davi Alcolumbre; e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

    Todo mundo depende de todo mundo. O STF precisa entender bem da Constituição porque senão o presidente pode sofrer um impeachment. O Congresso precisa autorizar algumas medidas para o orçamento.

    Assim o governo pode agir nessa emergência ajudando as pessoas que estão ficando desempregadas, os milhões de autônomos. O trabalho dos autônomos é absolutamente necessário e essencial.

    Os agricultores também são muito necessários. Eles produzem alimentos. A comida não chega a nossa mesa em um passe de mágica. Há um estudo muito grande para ajudar quem precisa.

    Carimbaram o coronavírus como uma ideologia destinada a enfraquecer o governo e a levar o país ao caos para ter alguma vantagem na próxima eleição.

    O nome disso não é sensatez, nem razoabilidade e muito menos patriotismo. É oportunismo num momento de dificuldade do país.

  • 10mar

    JORNAL DA CIDADE ONLINE –

    por Rafael Rosset

     

    As evidências de que Dráuzio traiu o juramento que fez como médico

     

    Cuido da saúde de criminosos condenados há 30 anos. E por razões éticas não busco saber o que de errado fizeram. Sigo essa atitude para cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico”, disse Dráuzio Varella ontem no Fantástico.

    Já o juramento a que ele se refere, e assegura cumprir, notem bem, não diz exatamente isso:

    “Juro solenemente que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. NUNCA ME SERVIREI DA MINHA PROFISSÃO PARA CORROMPER OS COSTUMES OU FAVORECER O CRIME. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem para sempre a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário.”

    O juramento diz que um médico não poderá negar tratamento a um homicida ou estuprador que dele necessite (assim como um advogado criminalista, aliás, não pode recusar uma defesa criminal em virtude do crime cometido).

    O juramento NÃO DIZ que um médico usará de seu prestígio e espaço na mídia pra transformar um estuprador e homicida num herói.

    Ao contrário, ao conduzir milhões de pessoas a empatizarem com um homicida, estuprador e ocultador de cadáver, Dráuzio Varella traiu a medicina.

    E agora quer se proteger atrás de seu jaleco, num momento em que não foi médico, mas antes agiu como publicitário de um assassino.

    Imaginem vocês a dor da mãe da criança que pereceu nas mãos daquele monstro ao assistir à glamurização do assassino de seu filho na TV aberta diante de 20 milhões de pessoas.

    O fato de algo assim ainda gerar debate, ao invés de repúdio generalizado, só mostra como a bússola moral da sociedade brasileira foi desregulada com sucesso ao longo de 40 anos de reengenharia social brutal.

    Todo médico que honra sua profissão tem o dever de repudiar esse atentado à dignidade humana, em cumprimento, justamente, ao mesmo juramento que Dráuzio Varella covardemente tenta usar como escudo pra glorificação do que a humanidade tem de pior:

    “Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem para sempre a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens; SE O INFRINGIR OU DELE AFASTAR-ME, SUCEDA-ME O CONTRÁRIO”

  • 03mar

    JORNAL DA CIDADE ONLINE/

    Felipe Fiamenghi

     

    Não se mexe com a mulher de um homem

     

    Na máfia, um dos códigos de honra é NÃO MEXER COM AS FAMÍLIAS.

    Os mafiosos, entre si, podem se estripar. Se um tiver que ser morto, provavelmente será pelas mãos do seu melhor amigo.

    Mas AS FAMÍLIAS SÃO SAGRADAS. Jamais usam a esposa de um homem para atingi-lo. JAMAIS!

    Eis, então, que abro a internet, hoje, e deparo com um factoide nojento, criado por uma revista que teoricamente deveria oferecer jornalismo sério, atacando a dignidade da Primeira-Dama para atingir o Presidente.

    Honestamente, principalmente sabendo de seu sangue italiano, me espanta a tolerância de Bolsonaro.

    Este que a mesma imprensa chama de fascista, machista e totalitário, mas reconhece sua permissividade e mansidão, ao publicar uma matéria tão vergonhosa, com a certeza de que não haverá retaliação.

    Não tenho a menor ideia se, um dia, seguirei ou não pela vida pública.

    Mas, caso positivo, se um editorzinho de meia pataca utilizasse da imagem da minha esposa e atacasse-lhe a dignidade, na tentativa de me expor, juro que o visitaria, com um taco de beisebol ou uma boa barra de ferro, e daria-lhe uma manchete bem mais interessante para publicar.

    Só garanto que não lhe sobraria um dedo inteiro para escrever a notícia.

    NÃO SE MEXE COM A ESPOSA DE UM HOMEM!

    Vivemos, no Brasil, uma situação tão abominável, que até o crime organizado de outros lugares tem mais decência do que a nossa imprensa.

    “É bem mais seguro ser temido do que amado.” (MAQUIAVEL, Nicolau)

  • 02mar

    CONEXÃO POLÍTICA

     

    Ministros do STF são “doutores de botequim” e Congresso “infestado de chantagistas e vigaristas”, diz Augusto Nunes

     

    TV Cultura | Divulgação

     

    Nesta última quinta-feira (27), o jornalista Augusto Nunes defendeu a legitimidade das manifestações a favor do governo federal que ocorrerão no dia 15 de março em todo o Brasil.

    Durante seu comentário no programa ‘Os Pingos Nos Is’, da rádio Jovem Pan, Augusto Nunes disse que não viu nenhum ataque por parte de Jair Bolsonaro aos demais poderes da República no vídeo que supostamente teria sido compartilhado pelo presidente.

    “Eu realmente não entendi. Ele [Bolsonaro] não fez nenhum ataque ao Congresso, nem ao Supremo Tribunal Federal. O vídeo não faz nenhum comentário depreciativo, apenas se refere aos políticos ‘de sempre’. Para quem veste essa carapuça, pode ser algo ofensivo.

    Para os deputados honestos e que pensam no Brasil, nenhum problema. […] Em que eles se baseiam para ver no que fez Jair Bolsonaro um gesto hostil às instituições?

    Estão tratando essa bobagem como se fosse um sinal vermelho, como se estivessem avisando de que Jair Bolsonaro se prepara para fechar o Congresso e o Supremo. Isso é cinismo. É reação de chantagistas, tão chantagistas que estão falando em pauta-bomba”, disse o jornalista.

    E completou: “O Rodrigo Maia pode dizer que o ministro Sergio Moro é um funcionário do Bolsonaro sem com isso ofender o Executivo. […] Vamos parar com essa conversa fiada. [….]
    Por que o Poder Executivo pode ser tratado a pauladas e os outros [Poderes] não podem ouvir críticas? Eu repito aqui: os juristas do Supremo são doutores de botequim e o Congresso está infestado de chantagistas e vigaristas”.

    ASSISTA:-

  • 29fev

    CRÍTICA NACIONAL/PAULO ENEAS

     

    COVARDIA DE DAVID ALCOLUMBRE: VETOS AO ORÇAMENTO SERÃO VOTADOS ANTES DAS MANIFESTAÇÕES

     

     

    O presidente do Congresso Nacional, senador David Alcolumbre, marcou para a próxima terça-feira (03/03) a sessão de votação dos vetos presidenciais à lei orçamentária.

    O principal item a ser votado será o veto a um dispositivo aprovado que permite ao relator da lei orçamentária no Congresso Nacional controlar a distribuição de R$30 bilhões em emendas parlamentares.

    Outro item relevante é a restrição a contingenciamentos, retirando do Poder Executivo um mecanismo essencial para cumprimento da lei de responsabilidade fiscal, uma vez que o governo ficaria sem o instrumento legal necessário para executar o orçamento em conformidade com o fluxo de receitas.

    O não cumprimento da lei de responsabilidade fiscal implica em crime de responsabilidade por parte do chefe do executivo.

    O sequestro de R$30 bilhões do orçamento federal, que passariam a ser controlados integralmente pelo Congresso Nacional, que iria assim a governar de fato segundo critérios definidos pelo relator da lei orçamentária, e o engessamento do Poder Executivo via restrições de contingenciamento, impondo ao chefe do executivo o risco de infringir a lei orçamentária, constituem-se em um autêntico golpe tramado pela cúpula do legislativo contra a independência dos três poderes da República.

    É diante dessa tentativa explícita de golpe que instituiria na prática o chamado parlamentarismo branco, infringindo a Constituição Federal tanto no que diz respeito ao regime de governo (presidencialismo) quanto no que diz respeito à distinção estabelecida pelo texto constitucional entre execução do orçamento federal, que é incumbência do executivo, e fiscalização desta execução, que é incumbência do legislativo, que a sociedade brasileira reagiu e programou manifestações para o dia 15 de março.

    A decisão do senador David Alcolumbre de marcar a sessão de apreciação dos vetos da lei orçamentária para a semana que vem, antes portanto destas manifestações, é um indicador de sua covardia política e de sua disposição de seguir adiante, em conluio com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, em sua empreitada contra o ordenamento institucional brasileiro.

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