• 27nov

    GAZETA BRASIL

     

    Era uma vez a Frente Ampla da esquerda… Bom talvez não devesse começar assim, porque estamos longe de um conto de fadas, na verdade, é história digna de compor um roteiro de filme de terror daqueles de 2ª classe.

    Infelizmente, tudo indica que a esquerda começou a conseguir se unir, e estou falando de união de verdade, não uma festinha entre o PT e o PSOL, mas de um movimento coordenado que vem sendo desenhado ao longo dos últimos meses por diversas figuras chaves dentro da esquerda, do “centro”, da mídia e do establishment.

    A ideia da Frente Ampla pode ser explicada de forma bem simples: todo mundo que é contra o conservadorismo, a direita, Bolsonaro é bem-vindo.

    Então estamos falando de unir pessoas que vão desde a extrema-esquerda até o “centro” do senhor Sérgio Fernando Moro. Quando rastreamos o início dessas movimentações, conseguimos achar artigos que nos remetem ao mês de abril, como o escrito pelo José Dirceu, onde ele já afirmava ser hora de deixar as diferenças de lado e juntar a esquerda com a “direita liberal” (MBL, DEM, PSDB, Novo e afins).

    Também existem artigos ao longo dos meses da Época, Globo, Marcelo Freixo, Benedita da Silva, Aloízio Mercadante, Gabriela Prioli, Tabata Amaral, etc… E temos figuras que não escreveram propriamente um artigo, mas demonstraram publicamente seus posicionamentos em favor da Frente Ampla como Felipe Neto, Moro e Luciano Huck.

    Indo mais a fundo, essa Frente Ampla não se resume a ser um grupo amorfo, ela possui alguns alicerces e direcionamentos visando a implantação de seu projeto de poder e apresentação para a sociedade.

    O plano e a “nova” ideologia deles fica bem escancarada, num artigo publicado no El País intitulado “Felipe Neto: “Qualquer comunicador que se cala sobre o que estamos vivendo com Bolsonaro é cúmplice””.

    Logo no primeiro parágrafo o jornalista cita Hannah Arendt, e o que isso importa? Bom, a Hannah pode ser considerada a filósofa criadora da ideologia do isentão, ela sempre se põe em uma posição de superioridade e sabedoria, pois ela não se encaixa em rótulos como esquerda e direita, é o velho “pra frente”.

    Ela também defende que o foco deve ser mirar em pautas e ideias universais, ou seja, defender coisas que até um babuíno seria a favor, como, por exemplo “lutar contra a corrupção”, “defender a democracia”, “proteger o meio ambiente”.

    E também faz questão, sempre que possível, de igualar os “extremos”, um bom exemplo para ilustrar essa retórica, é o Nando Moura, quando ele cita o tal do “BolsoPTismo”, ou PTista de sinal trocado, ou ainda o General Santos Cruz atribuindo ao Bolsonarismo a alcunha de “Comunismo de Direita”.

    Não consigo contar quantas pessoas nos últimos dias falaram que não são nem de esquerda, nem de direita, mas que buscam diálogo e defender um projeto de Brasil.

    E todo esse comportamento é facilmente notado nas falas e posicionamentos das lideranças políticas da oposição. Basta pegar qualquer tweet do Felipe Neto, falas do Sérgio Moro ou do nosso Iluministro (Barroso) que você vai ouvi-los repetindo a canção de uma nota só sobre como precisamos proteger a democracia e as instituições dos avanços autoritários dos regimes populistas.

    Outro ponto interessante, é que as principais lideranças da Frente Ampla não flertam de igual para igual com a antiga esquerda marxista PTista, eles são uma renovação da esquerda, são mais descolados, tem apelo com os jovens, trocaram os sindicatos por movimentos sociais, deixaram a luta contra a opressão burguesa para focar contra a opressão que os grupos minoritários sofrem.

    Ainda deixam claro, a cada oportunidade, que acabou a era PT e se eles quiserem fazer parte da frente ampla, precisarão deixar o protagonismo de lado.

    Vale salientar que diferente de 2018, a oposição parou de tratar a direita brasileira como um grupo cômico que não tem peso político. Não confunda o comportamento acusatório e difamatório empregado contra a direita, com nos levar a sério.

    O que quero dizer é que várias lideranças já começaram a fazer autocríticas dentro da esquerda para tentar entender como conseguimos eleger Bolsonaro em 2018.

    A esquerda já reconhece que junho de 2013 foi um marco que precisa ser entendido se eles quiserem derrubar o conservadorismo. Também entenderam que a linguagem conectada com a realidade popular, memes, ironia, dentre outros, são fatores essenciais para aumentar a capilaridade dessa nova forma de debater política na era digital das redes sociais.

    Tanto entenderam que figuras como Filipe Neto, políticos do PSOL, MBL, etc… Já miram suas ações midiáticas buscando fazer LIVEs jogando, falar de animes (desenhos japoneses), comentar sobre filmes e séries.

    Eles querem conquistar o eleitorado jovem, e sabem que é muito mais fácil obter penetração na sociedade através da cultura e entretenimento do que através de conteúdo político partidário.

    Nesse cenário cabe a nós fazermos a nossa autocrítica: o que iremos fazer? Tudo indica que Bolsonaro está reeleito em 2022, mas e o Senado? Câmara?

    A direita precisa sair dessa referência circular onde a maior parte do tempo se discute sobre as ações do governo federal, e quem é ou não é um “bolsonarista de verdade”, para focar os esforços em tentar unir pessoas que pensam 80% iguais (já se dizia que pensar 80% igual é 80% aliado e não 20% opositor).

    Continuamos sem nomes para governadores, deputados, senadores. Ainda não temos um partido, não temos empresários do nosso lado, não temos espaço na mídia, na TV.

    A realidade é que não avançamos muito desde 2018. Mais do que nunca é hora de arregaçar as mangas visando resultados práticos. As regras são claras e conhecidas por todos, cargos do executivo e senado são vencidos pela maioria dos votos válidos.

    Já na câmara além dos votos, tem o quociente eleitoral. Ou encaramos a situação de frente, ou corremos o risco da esquerda novamente emplacar 144 deputados, o grupo de Maia 94 e nós ficarmos a ver navios, presos em casa devido às decisões de governadores como o João Dória.

  • 26nov

    DIÁRIO DO BRASIL

     

    “Eles nos roubam, tripudiam, politizam doença e bebem o nosso sangue”

     

     

    Eles nos roubam. Descaradamente.

    São flagrados com malas de dinheiro, com notas nas cuecas, guardanapos na cabeça.

    Gravações os mostram tramando e se locupletando. Sórdidos.

    Eles nos desrespeitam, riem das nossas tragédias, dos nossos mortos.

    Eles tripudiam sobre nossas ruas esburacadas, nossas casas cheias de grades, nossos bueiros entupidos, nossos hospitais depredados, nossa educação pública alquebrada, nossos esgotos a céu aberto e as balas perdidas que nos alcançam.

    Eles mentem sem que a cara trema.

    Falam de combater a corrupção mas nela se lambuzam.

    Dizem querer cuidar dos desvalidos, mas deles se aproveitam.

    Eles politizam doença, morte, medicamentos, vacinas.

    Eles nos traem todos os dias.

    Eles estão de barriga cheia, adegas lotadas de vinhos caros.

    Têm sítios, apartamentos, lojas de chocolate, advogados caros, conforto, seguranças particulares e contas recheadas. Por isso trazem sempre um sorriso cínico na cara.

    E o povo vota.

    E os reelege.

    E os idolatra.

    E os defende como se fossem recém-nascidos inocentes.

    Eles bebem o nosso sangue. Mas são os eleitores que servem a bebida nas taças do poder.

    Cúmplices da tragédia.

    Masoquistas históricos.

    Quem nos salvará de nós mesmos?

    (Sonia Zaghetto)

  • 01abr

    ALEXANDRE GARCIA / GAZETA DO POVO

     

    Deixem o presidente trabalhar em paz

     

    “Presidente Jair Bolsonaro sofre ataques de todos os lados na crise do coronavírus.| Foto: Marcos Corrêa/PR”

    O ex-ministro Geddel Vieira Lima pediu para sair da prisão. Ele viu Lula fora, Luis Estevão fora, e também quis sair alegando coronavírus. Geddel alegou que era perigoso continuar na prisão em tempos de epidemia.

    Mas o ministro Edson Fachin, do STF, não aceitou o pedido de prisão domiciliar, alegando que Geddel está isolado na cela. Sendo assim, está protegido, precisando só de banho de sol para tomar vitamina D.

    Geddel foi condenado novamente pela Justiça Federal de Brasília por fazer pressão sobre o Iphan para conseguir a licença para construir um prédio de luxo em Salvador, enquanto era ministro do governo Temer.

    Agora que é condenado, Geddel vai ter que pagar uma multa correspondente a dez vezes o salário dele como ministro. O valor fica em torno de R$ 250 mil, mas o que é isso para quem tinha R$ 51 milhões guardado em um bunker?

    Além disso, ele fica inelegível por 10 anos. É incrível pensar que alguém ainda possa votar numa pessoa condenada por desvio de dinheiro e corrupção.

    Coordenação existe

    Hoje é o primeiro dia do mês. O último balanço de casos de coronavírus falava em 201 mortos. Já a gripe comum matou 1.109 brasileiros no ano passado. Vamos torcer para que o novo vírus não chegue a isso.

    Temos que tomar cuidados. Exemplos de precauções são: as campanhas de vacinação, manter pessoas dentro do grupo de risco em casa e continuar com a atividade econômica de alguma forma.

    Tem milhões de brasileiros que trabalham hoje para comer amanhã, que não tem reserva de emergência. Tem gente cujo salário caiu durante a quarentena. Tem amigos meus, pilotos de aviao, que estão recebendo 25% do que recebiam antes.

    O governo vai contribuir para minimizar as perdas econômicas. O trabalho está bem coordenado. A gente vê claramente que o ministro Luiz Mandetta está comandando as medidas da área da saúde e o ministro Paulo Guedes, na área econômica. Os dois do mesmo lado.

    São duas crises, econômica e sanitária. No meio disso tudo estão o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, na logística, e o ministro do Gabinete Civil, Braga Netto, e acima de tudo está o presidente.

    Bolsonaro está se entendendo muito bem com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia; do Senado, Davi Alcolumbre; e do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli.

    Todo mundo depende de todo mundo. O STF precisa entender bem da Constituição porque senão o presidente pode sofrer um impeachment. O Congresso precisa autorizar algumas medidas para o orçamento.

    Assim o governo pode agir nessa emergência ajudando as pessoas que estão ficando desempregadas, os milhões de autônomos. O trabalho dos autônomos é absolutamente necessário e essencial.

    Os agricultores também são muito necessários. Eles produzem alimentos. A comida não chega a nossa mesa em um passe de mágica. Há um estudo muito grande para ajudar quem precisa.

    Carimbaram o coronavírus como uma ideologia destinada a enfraquecer o governo e a levar o país ao caos para ter alguma vantagem na próxima eleição.

    O nome disso não é sensatez, nem razoabilidade e muito menos patriotismo. É oportunismo num momento de dificuldade do país.

  • 10mar

    JORNAL DA CIDADE ONLINE –

    por Rafael Rosset

     

    As evidências de que Dráuzio traiu o juramento que fez como médico

     

    Cuido da saúde de criminosos condenados há 30 anos. E por razões éticas não busco saber o que de errado fizeram. Sigo essa atitude para cumprir o juramento que fiz ao me tornar médico”, disse Dráuzio Varella ontem no Fantástico.

    Já o juramento a que ele se refere, e assegura cumprir, notem bem, não diz exatamente isso:

    “Juro solenemente que, ao exercer a arte de curar, mostrar-me-ei sempre fiel aos preceitos da honestidade, da caridade e da ciência. Penetrando no interior dos lares, meus olhos serão cegos, minha língua calará os segredos que me forem revelados, o que terei como preceito de honra. NUNCA ME SERVIREI DA MINHA PROFISSÃO PARA CORROMPER OS COSTUMES OU FAVORECER O CRIME. Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem para sempre a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens; se o infringir ou dele afastar-me, suceda-me o contrário.”

    O juramento diz que um médico não poderá negar tratamento a um homicida ou estuprador que dele necessite (assim como um advogado criminalista, aliás, não pode recusar uma defesa criminal em virtude do crime cometido).

    O juramento NÃO DIZ que um médico usará de seu prestígio e espaço na mídia pra transformar um estuprador e homicida num herói.

    Ao contrário, ao conduzir milhões de pessoas a empatizarem com um homicida, estuprador e ocultador de cadáver, Dráuzio Varella traiu a medicina.

    E agora quer se proteger atrás de seu jaleco, num momento em que não foi médico, mas antes agiu como publicitário de um assassino.

    Imaginem vocês a dor da mãe da criança que pereceu nas mãos daquele monstro ao assistir à glamurização do assassino de seu filho na TV aberta diante de 20 milhões de pessoas.

    O fato de algo assim ainda gerar debate, ao invés de repúdio generalizado, só mostra como a bússola moral da sociedade brasileira foi desregulada com sucesso ao longo de 40 anos de reengenharia social brutal.

    Todo médico que honra sua profissão tem o dever de repudiar esse atentado à dignidade humana, em cumprimento, justamente, ao mesmo juramento que Dráuzio Varella covardemente tenta usar como escudo pra glorificação do que a humanidade tem de pior:

    “Se eu cumprir este juramento com fidelidade, gozem para sempre a minha vida e a minha arte de boa reputação entre os homens; SE O INFRINGIR OU DELE AFASTAR-ME, SUCEDA-ME O CONTRÁRIO”

  • 03mar

    JORNAL DA CIDADE ONLINE/

    Felipe Fiamenghi

     

    Não se mexe com a mulher de um homem

     

    Na máfia, um dos códigos de honra é NÃO MEXER COM AS FAMÍLIAS.

    Os mafiosos, entre si, podem se estripar. Se um tiver que ser morto, provavelmente será pelas mãos do seu melhor amigo.

    Mas AS FAMÍLIAS SÃO SAGRADAS. Jamais usam a esposa de um homem para atingi-lo. JAMAIS!

    Eis, então, que abro a internet, hoje, e deparo com um factoide nojento, criado por uma revista que teoricamente deveria oferecer jornalismo sério, atacando a dignidade da Primeira-Dama para atingir o Presidente.

    Honestamente, principalmente sabendo de seu sangue italiano, me espanta a tolerância de Bolsonaro.

    Este que a mesma imprensa chama de fascista, machista e totalitário, mas reconhece sua permissividade e mansidão, ao publicar uma matéria tão vergonhosa, com a certeza de que não haverá retaliação.

    Não tenho a menor ideia se, um dia, seguirei ou não pela vida pública.

    Mas, caso positivo, se um editorzinho de meia pataca utilizasse da imagem da minha esposa e atacasse-lhe a dignidade, na tentativa de me expor, juro que o visitaria, com um taco de beisebol ou uma boa barra de ferro, e daria-lhe uma manchete bem mais interessante para publicar.

    Só garanto que não lhe sobraria um dedo inteiro para escrever a notícia.

    NÃO SE MEXE COM A ESPOSA DE UM HOMEM!

    Vivemos, no Brasil, uma situação tão abominável, que até o crime organizado de outros lugares tem mais decência do que a nossa imprensa.

    “É bem mais seguro ser temido do que amado.” (MAQUIAVEL, Nicolau)

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