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  • 21ago

    CAIXA ZERO/ROGÉRIO GALINDO/GAZETA DO POVO

     

    Ratinho e Cida foram à mesma escola, mas ele andou estudando mais

     

    Cida e Ratinho no debate da Gazeta do Povo. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo.

    Cida e Ratinho no debate da Gazeta do Povo. Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo.

     

    O longo debate na Gazeta do Povo entre Cida Borghetti (PP) e Ratinho Jr. (PSD), nesta segunda, mostrou dois candidatos que têm muitas coisas em comum, mas que definitivamente estão em pontos diferentes de evolução quanto às propostas para um possível governo.

    O que os dois têm de igual há muito se sabe: pertencem não só a um mesmo espectro político (a direita que não ousa dizer seu nome), como participaram de um mesmo grupo, de Beto Richa.

    São ambos frutos de uma política que põe no poder as famílias abastadas e que governa com o centrão flex na Assembleia.

    A diferença se viu no preparo (ainda que principalmente em termos de marketing) para um futuro governo.

    Curiosidade? Quem está no governo foi quem se atrapalhou mais para dizer o que faria.

    A impressão foi que Cida passou tanto tempo na lida para chegar à cadeira que ainda não pensou direito no que fará caso seja reeleita. Ou algo assim.

    O discurso de Cida foi muito mais vago, em absolutamente todas as questões.

    Apenas em poucos momentos ela conseguiu dizer coisas específicas que irá fazer caso seja mantida no cargo. Como uma carreta para levar tratamentos de saúde pelo interior.

    Ratinho estava no extremo oposto.

    Parecia um vendedor bem preparado: para cada demanda, tirava da manga do colete um folheto com todas as instruções de como resolver os problemas quase que magicamente.

    Para todos os assuntos tem um discurso de três minutos pronto.

    E tudo tem rótulo. Cada futuro programa já tem nome.

    É um tal de “Ganhando o mundo” pra cá, de “Território 4.0” para cá.

    O sujeito que dá os nomes das operações da PF parece ter se bandeado para o PSD.

    Não se trata, por enquanto, de saber se as propostas são boas: o ponto é que ele convence.

    Parece estar com tudo na ponta da língua.

    Cida tem problemas sérios de oratória.

    Por vezes, parece parar no meio da frase sem saber para onde ir.

    Ratinho é comunicador nato: desde cedo, o pai colocou o menino na frente de um microfone.

    São dois mundos diferentes.

  • 21ago

    BRUNO GARSCHAGEN / GAZETA DO POVO

     

    O establishment contra Jair Bolsonaro

     

    Foto: Mauricio Camargo/Brazil Photo Press-Folhapress

    Foto: Mauricio Camargo/Brazil Photo Press-Folhapress

     

    Eis o fato que gerou discussão na semana passada: o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) afirmou em entrevista à rádio Jovem Pan que, na hipótese de o candidato Geraldo Alckmin do PSDB não passar para o segundo turno, ele e o seu partido poderiam apoiar o candidato do PT, Fernando Haddad, contra o candidato Jair Bolsonaro, do PSL.

    Por parte do PSDB, o apoio numa eleição presidencial não será novidade.

    Em 1989, após Mario Covas fracassar no primeiro turno, o partido apoiou Lula contra Fernando Collor de Mello no segundo turno (Lula perdeu).

    A possibilidade existe, mas, dadas as circunstâncias atuais, creio que o segundo turno que se desenha será entre Geraldo Alckmin e Jair Bolsonaro. Nesse caso, o PT apoiaria o candidato do PSDB?

    Na sabatina realizada recentemente pelo BTG Pactual, questionado sobre esse cenário hipotético, Haddad disse veladamente que o PT poderia apoiar Alckmin.

    Haddad lembrou que em São Paulo a aliança circunstancial entre petistas e tucanos ocorreu quando havia um inimigo em comum.

    Em 1998, na eleição para o governo estadual, Martha Suplicy, candidata do PT derrotada no primeiro turno, apoiou Covas no segundo turno contra Paulo Maluf (PPB). Covas venceu.

    Em 2000, na eleição para a prefeitura, a situação se inverteu: perante a derrota no primeiro turno de seu candidato Alckmin, Covas e o PSDB apoiaram Martha no segundo turno contra Maluf. Martha venceu.

    Há dois aspectos anteriores que parecem ter marcado o espírito e o coração de FHC para sempre em relação a Lula e ao PT: ideologia e apoio no início da carreira política.

    Sociólogo socialista, este pleonasmo vicioso, e intelectual marxista, FHC foi treinado e formado na Universidade de São Paulo (USP).

    Na USP trabalhou sob orientação do professor socialista Florestan Fernandes, que fundou a sociologia crítica no Brasil e, em 1986, filiou-se ao PT e elegeu-se deputado federal pela primeira vez (em 1990 foi reeleito).

    Quando, em 1978, FHC disputou a sua primeira eleição como candidato ao Senado pelo MDB, contou com o apoio de Lula, na época uma importante liderança sindicalista no ABC paulista.

    Na época, a proximidade e a identificação entre ambos foram tão grandes que os dois planejaram a criação de um novo partido, que só não vingou porque Lula tinha urgência, FHC não.

    Antes que uma nova sigla fosse criada, FHC queria Lula no MDB.

    Em 1979, FHC disputou contra Leonel Brizola a representação no Brasil da Internacional Socialista em um encontro realizado em Viena.

    Brizola venceu e FHC iniciou um processo de conversão à social-democracia que, anos mais tarde, resultaria na criação do PSDB.

    PT e PSDB são irmãos de uma mesma família política: o socialismo.

    A acusação feita pelo PT de que o PSDB era de direita é similar a um irmão que, ao se irritar, xinga a mãe, se esquecendo de que é filho do mesmo ventre.

    É por isso que, hoje, o inimigo comum da esquerda representada por petistas e tucanos chama-se Jair Bolsonaro.

    Precisamente por essa razão é que, num cenário em que Bolsonaro consiga passar para o segundo turno, os dois partidos se unirão a outras siglas de esquerda que são seus satélites, e às oligarquias que formam o centrão, para apoiar o candidato de um ou de outro que vá para a segunda volta.

    O objetivo maior será derrotar o candidato do PSL, que vem angariando cada vez mais apoio em extratos distintos da sociedade brasileira.

    Não é só entre os políticos que o movimento contrário a Bolsonaro está em curso.

    A posição de FHC faz parte de uma reação que vem sendo expressa por jornais, revistas, esquerdistas de várias matizes, de artistas a youtubers, temerosos da eleição do candidato do PSL.

    No mês passado, o comediante de esquerda Gregório Duvivier dedicou um programa inteiro do seu Greg News na HBO para atacar Bolsonaro.

    Fez um roteiro para tentar transmitir a ideia de que o candidato do PSL é o cão (armado) chupando manga.

    Pior: durante 20 minutos, tentou convencer a sua audiência de que Bolsonaro é, para o Brasil, pior do que Hitler foi para a Alemanha.

    Com mais de 1,2 milhão de visualizações, o vídeo teve mais descurtidas (90 mil) do que curtidas (86 mil).

    Toda essa exasperação faz lembrar o temor da esquerda americana em relação à Donald Trump durante a campanha presidencial de 2016.

    Em novembro daquele ano, um mês antes de Trump se eleger presidente, escrevi que estava convencido de que o candidato do Partido Republicano venceria a eleição.

    Não o fiz por torcida ou apantomancia, mas por aquilo que chamei de Escala de Desespero Esquerdista.

    A medição funcionava da seguinte maneira: quanto maior a aflição, mais elevada era a chance de vitória de Trump; quanto maior o temor da vitória mais elevada era a agressividade.

    Em relação a Bolsonaro no Brasil tem se dado fenômeno similar.

    Muito se escreveu sobre semelhanças e diferenças entre Bolsonaro e Trump, mas, creio, as semelhanças são mais evidentes e mais profundas se compararmos a reação da esquerda daqui nesta eleição com a reação da esquerda de lá na eleição de dois anos atrás.

    A intensidade e agressividade dos ataques contra Bolsonaro aumentaram nos últimos meses à medida que o candidato se consolidava como líder nas pesquisas de intenção de voto.

    A dois meses da nossa eleição, por diversão, venho usando a mesma Escala de Desespero Esquerdista para monitorar o comportamento da esquerda e das oligarquias.

    Se a Escala se revelar mais uma vez eficaz, os ataques contra Bolsonaro vão aumentar assim como as chances dele passar para o segundo turno contra o candidato do PT ou do PSDB.

  • 20ago

    VEJA.COM

     

    Dilma é a mais perfeita besta quadrada

     

    • Com um punhado de palavras, a ex-presidente ergueu em meio minuto três monumentos à cretinice

    Uma das estrelas da missa negra celebrada em louvor do pedido de registro da candidatura de Lula, Dilma Rousseff não negou fogo.

    Com um punhado de palavras, ergueu em meio minuto três monumentos à cretinice.

    O primeiro tem uma frase só: “É inadmissível que a forma que regule a prisão do presidente Lula seja extremamente restritiva”.

    Tradução: para Dilma, o chefão merece uma forma de prisão que elimine quaisquer restrições ao direito de ir e vir confiscado pela Justiça.

    O segundo tem duas frases: “Ele não pode estar condenado à solitária. Ele não pode estar condenado a receber visitas de umas poucas pessoas”.

    Tradução: para o neurônio solitário, o número de visitas a Lula deve ser ilimitado.

    Um criminoso que foi presidente merece receber quem quiser, quando quiser e, nos fins de semana, ser exposto à visitação pública.

    Terceiro grande momento do besteirol produzido pela pior governante de todos os tempos:

    “Afinal de contas, Lula tem paradeiro certo, sabido e está cumprindo pena”.

    Tradução: Dilma acha que, por estar preso numa cadeia que todo mundo sabe onde fica, Lula deve ficar em liberdade.

    Decididamente, Dilma é uma sumidade da subespécie batizada por Nelson Rodrigues com magnífica precisão: uma perfeita besta quadrada.

  • 18ago

    JOSIAS DE SOUZA/JORNAL DA GAZETA

     

  • 17ago

     

     

    Política sempre me empolgou. Muito mais, em tempos de outrora, quando um debate era sucesso já antes de começar.

    Não é o caso do primeiro debate, na BAND, entre seis dos vários candidatos ao governo do Paraná.

    Mas, os tempos eram outros e os personagens também.

    O que se viu ontem à noite, já no início, era uma divisão claríssima de blocos digladiantes:

     –  O do Ratinho Junior (bloco do “eu vou sozinho”);

     – Cida e Ogier Buchi, um levantando a bola para o outro, mas muito mal combinados, é bom que se diga; 

     – e um terceiro com comando de Arruda, tendo como seus parceiros, Piva e Dr. Rosinha

    Quando Cida escolheu Ogier para responder à sua primeira pergunta, entendi porque o PSL não quer o jornalista e advogado como seu candidato.

    A turma do Bolsonaro no Paraná parece que foi informada de um café da manhã, dias atrás, entre Cida,

    Ogier e Ricardo Barros.

    A impressão que tenho é que esse “imbroglio” ainda vai ter mais capítulos.

    Contudo, por ironia do destino, os melhores momentos de Ogier foi quando ele deu uma de Bolsonaro, defendendo um povo armado, um estado mínimo e uma economia liberal.

    Cida, mais parecia uma aluna bem aplicada que queria, porque queria, mostrar ao professor e marido Ricardo Barros o quanto se esforçou para a apresentação de sua lição de casa. 

    Gaguejou muito e para quem precisa ser mais conhecida, perdeu uma grande chance.

    A turma do contra, dizendo-se únicos da oposição, Arruda, Rosinha e Piva, estiveram sempre em descompasso.

    Até que, o capitão da equipe, Arruda, obrigou-se a repreendê-los em público, por duas vezes, pois, segundo ele, os outros dois davam a impressão que queriam sorte e vitória para “os dois do Richa”, Cida e Ratinho Junior.

    Quando Arruda seguiu, em vários momentos “solo”, até que foi bem e apresentou boas ideias para o Paraná.

    Duro mesmo é ver, depois de tantos anos de eleições e debates, o Dr. Rosinha ter sua barba branca puxada, por uma piada, ou ironia segundo ele, de péssimo gosto para cima do Ratinho Junior, ao fazer de conta que confundiu-se e chamou-o de Beto Richa.

    Pior ainda foi ver o Piva toda hora procurando a câmera e com seu anedotário insosso falando que segurança pública é “polícia na rua”, quando seu partido, o PSOL, prega o fim das polícias no Brasil.

    Não há necessidade de ser cientista político para saber que quem tinha mais a perder neste debate era Ratinho Junior.

    Líder nas pesquisas, vislumbrando uma vitória no primeiro turno, difícil mas, pelo andar da carruagem, possível, seria o alvo de todos os outros.

    Aguentou firme as provocações e comparações com Beto Richa de quem foi Secretário de Estado.

    Soube contornar as situações, conseguiu, ao mesmo tempo, apresentar propostas de um plano de governo que se vislumbra muito bem elaborado e com exemplos práticos ( a pesquisa aplicada, nas 7 universidades estaduais é uma delas).

    Enfim, por mais que se esforçassem os adversários, a “colagem” de Richa em Ratinho Junior não prosperou.

    Afinal diria eu, parodiando alguém: “Uma pessoa é uma pessoa. Outra pessoa é outra pessoa”. 

    Resumo da festa: tudo como dantes, no quartel d’Abrantes.

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