• 21ago

    CONEXÃO POLÍTICA

     

    Gigante de móveis IKEA arrisca boicote na Polônia após demissão de funcionário católico conservador

     

     

    News Beezer

    Os promotores da Polônia iniciaram uma investigação sobre a gigante sueca de móveis domésticos IKEA, depois que a filial polonesa da empresa demitiu um funcionário católico que criticou o ativismo LGBT da empresa.

    O secretário de Estado da Justiça, Patryk Jaki, pediu um boicote à IKEA se os promotores concluírem que a empresa discrimina os católicos, relatou o site americano Bloomberg.

    Com 238 lojas em 34 países, a maioria na Europa e as outras nos EUA, Canadá, Ásia e Austrália, a IKEA é uma das poucas redes varejistas a ter pontos de venda tanto em Israel quanto nos outros países do Oriente Médio.

    O funcionário demitido havia feito comentários críticos em um comunicado da IKEA na intranet da empresa, no qual a empresa expressou sua solidariedade com a comunidade LGBT.

    “A inclusão de LGBT + é responsabilidade de todos. No dia 17 de maio, celebramos o dia internacional contra a homofobia, a bifobia e a transfobia. E defendemos os direitos de lésbicas, gays, transexuais e pessoas de todas as orientações sexuais”, disse o comunicado.

    O católico romano Tomasz K. disse ao canal de TV polonês TVP que discordou da empresa e comentou a mensagem.

    “Eu fiquei chocado. Fui contratado para vender móveis, mas sou católico e esses não são meus valores”, disse ele à TVP.

    “Isso é inaceitável, absolutamente ultrajante”, disse o ministro da Justiça polonês, Zbigniew Ziobro, na sexta-feira (28), sobre a demissão.

    Ziobro instruiu o Ministério Público a investigar se a IKEA violou não apenas os direitos do trabalhador, mas também o direito penal e se o despedimento constitui uma discriminação antirreligiosa.

    O ministro acredita que, se a investigação for confirmada, parece que a empresa sueca na Polônia discrimina pessoas que não compartilham seus valores.

    Contradição
    “O empregado usou textos bíblicos para contextualizar sua posição e funcionários da empresa contataram o departamento de Recursos Humanos”, disse a IKEA em um comunicado.

    Katarzyna Broniarek, diretora de comunicação da IKEA Retail, acrescentou: “A cultura corporativa da Ikea é baseada na liberdade de ideias, tolerância e respeito por todos os funcionários, mas a empresa deve responder quando houver o risco de que a dignidade de outros funcionários venha em perigo”.

    Dessa forma, a empresa sueca demonstrou uma contradição em sua própria fala; respeitando o movimento LGBT, entretanto, esquecendo-se do respeito à liberdade de ideias de um conservador católico romano.

    Outros casos
    Há anos, a IKEA está envolvida no ativismo LGBT. Em junho, bandeiras de arco-íris agitaram lojas americanas da IKEA.

    No início desta semana, uma disputa motivada por LGBT remexeu a fábrica da Volvo em Wroclaw, depois que os chefes propuseram a criação de uma “comunidade LGBTQ+” como parte de suas operações.

    “O empregador deve ser completamente transparente, ele não deve promover minorias ou maiorias sexuais, religiosas e políticas. Deixamos nossa sexualidade e convicções no portão, no trabalho somos iguais”, disse Grzegorz Zachara, presidente do sindicato Solidariedade, à mídia.

    Em 2008, os católicos poloneses ameaçaram boicotar a IKEA depois de apresentar um “casal” do mesmo sexo em seu catálogo com a legenda “Ian e Steve não têm intenção de ter filhos, mas sim desfrutar de seu centro de comando, uma cozinha da IKEA e um horta de ervas”.

    Grzegorz Upper, editor-chefe da revista católica polonesa Fronda, acusou a IKEA de promover “a extrema ideologia dos ativistas homossexuais”.

    Polônia conservadora
    A IKEA já estava ciente das sensibilidades católicas na Polônia. Em maio, produziu uma bolsa arco-íris especial para marcar o mês do Orgulho LGBTQ, que acontece em junho.

    No entanto, a empresa disse que o produto não estaria disponível na Polônia.

    A Polônia é um dos países mais religiosos da Europa. De acordo com uma pesquisa da Comissão Europeia de 2005, 91 % da população pertence à Igreja Católica Romana e as minorias religiosas incluem cristãos ortodoxos, protestantes, Testemunhas de Jeová, católicos orientais, católicos poloneses, mariavitas, judeus e um pequena comunidade muçulmana de 1.132 pessoas.

    Apenas 3% da população não possui uma religião e 2% dela é ateia.

    Nas últimas eleições em 2015, a Polônia continuou demonstrando o seu conservadorismo, elegendo um presidente católico romano, Andrzej Sebastian Duda.

    Antes da presidência, Duda atuava como advogado e foi membro do Parlamento Europeu de 2014 a 2015.

  • 25jun

    CONEXÃO POLÍTICA 

     

    O hino cristão que tornou-se tema dos protestos em Hong Kong, na China

     

     

    Foto: Epa / Rejome Favre

     

    O popular cântico religioso cristão “Sing Hallelujah to the Lord” (Cante Aleluia ao Senhor) tornou-se o hino tema dos protestos em Hong Kong contra uma lei da extradição para a China que tem levado milhões de pessoas às ruas nos últimos dias.

    Na última semana, o cântico tem sido ouvido o tempo todo no principal local de encontro dos protestos, em frente à Assembleia Legislativa.

    Também foi entoado nas marchas e até em momentos de tensão com a polícia local, que chegou a atirar balas de borracha nos manifestantes e usar gás lacrimogêneo.

    Tudo começou com um grupo de estudantes cristãos que cantaram vários cânticos religiosos no principal local do protesto, entre esses cânticos o “Cante Aleluia ao Senhor”, que conseguiu ganhar mais aceitação entre a multidão, apesar de apenas cerca de 10% dos cidadãos de Hong Kong serem cristãos.

    “Foi este que as pessoas pegaram, porque é fácil para as pessoas repetirem com uma mensagem simples e melodia fácil”, disse Edwin Chow a Reuters. Edwin Chow tem apenas 19 anos, e é presidente da Federação de Estudantes Católicos de Hong Kong.

    O hino foi composto em 1974 por Linda Stassen-Benhamin, nos EUA, para a Páscoa. As suas cinco palavras são repetidas ao longo de quatro estrofes num tom baixo, que lhe dá um ar de solenidade meditativa.

    “Parem de disparar ou cantamos ‘Aleluia ao Senhor’” lia-se num dos cartazes entre os manifestantes depois de balas de borracha terem sido disparadas.

    Os manifestantes dizem que o cântico religioso tem ajudado em alguns casos a fazer baixar a tensão com a polícia.

    “Tem um efeito calmante”, disse Timothy Lam, de 58 anos, um padre na Grace Church de Hong Kong, que tem estado presente nas manifestações para promover a paz.

    A alegação principal que move o protesto é de que a lei proposta poderia fazer com que o governo comunista chinês tire qualquer pessoa de Hong Kong por razões políticas ou por qualquer tipo de ofensa.

    Hong Kong era uma antiga colônia britânica que foi devolvida à China em 1997 sob a condição de que tivesse um sistema legal separado. 

     

  • 31out

    SEMPRE FAMÍLIA/BLOG DA VIDA/JÔNATAS DIAS LIMA

     

    Votação por cidades mostra que bispos de esquerda fracassaram ao tentar influenciar fiéis

     

    Bolsonaro venceu com folga em dioceses governadas por bispos próximos do PT ou que se engajaram na campanha de Haddad

     

    Reprodução/YouTube
    Reprodução/YouTube

    No meio católico, é fato conhecido que a influência da maioria dos bispos no comportamento de seus fiéis é mínima, especialmente quando comparada àquela exercida por líderes religiosos que sabem fazer bom uso da mídia e da internet.

    O resultado dessas eleições, contudo, escancara esse fenômeno com evidências mensuráveis.

    Ao longo da campanha, bispos reconhecidamente de esquerda, próximos do MST, do PT, simpáticos às pautas socialistas e hostis ao foco em temas como a luta contra o aborto e valorização da família tradicional, fizeram tudo o que podiam para evitar que suas dioceses contribuíssem com a eleição do conservador Jair Bolsonaro.

    Eles emitiram cartas, deram entrevistas, enviesaram homilias e declararam apoio (implícito ou explicito) ao candidato de Lula.

    A apuração, no entanto, revela que fracassaram miseravelmente.

    Em cada uma das dioceses abaixo, o povo deu ao agora presidente uma votação superior à obtida por ele em nível nacional.

    Em alguns casos, muito superior.

     

    Prelazia de São Félix do Araguaia (MT)

    Dom Adriano Ciocca

    É a diocese de um ícone da teologia da libertação, o bispo emérito dom Pedro Casaldáliga.

    Também foi a última diocese por onde passou dom Leonardo Steiner, o secretário-geral da CNBB que se encontrou com Haddad, mas não com Bolsonaro.

    O atual bispo, dom Adriano Ciocca, segue a linha de seus antecessores. Todo o simbolismo da diocese não foi suficiente para evitar a larga vantagem do capitão nas urnas.

    Bolsonaro – 61,54%

    Haddad – 38,46%

     

     

    Arquidiocese de Londrina (PR)

    Dom Geremias Steinmetz

    Ele ganhou fama nacional depois das denúncias publicadas nos vídeos do jornalista Bernardo Küster, sobre o 14º Intereclesial das CEBs, no início do ano.

    Quem não se lembra do áudio no qual ele diz “deixa latir” em resposta aos que o criticavam?

    Dom Geremias deve estar decepcionado ao ver que chamar a nata da teologia da libertação para sua diocese não evitou – e pode até ter ajudado – a homérica surra eleitoral que o PT levou na cidade.

    Bolsonaro – 80,42%

    Haddad – 19,58%

     

     

    Diocese de Lages (SC)

    Dom Guilherme Antônio Werlang

    Bispo muito ligado ao MST. Para esse deve-se considerar o atenuante de que chegou ao estado no começo do ano.

    Deve estar assustado com o conservadorismo catarinense que elegeu um militar para a presidência e outro para o governo do estado.

    Bolsonaro – 73,83%

    Haddad – 26,17%

     

     

    Diocese de Barra do Piraí – Volta Redonda (RJ)

    Dom Francisco Biasin

    Na semana do 2º turno, publicou uma carta na qual critica a “onda de rancor e ódio”, demonstra preocupação pelos “homoafetivos” entre outras minorias que seriam “tragicamente atingidas”.

    O drama fundamentado em mentiras não comoveu.

     

    Volta Redonda

    Bolsonaro – 64,13%

    Haddad – 35,87%

     

    Barra do Piraí

    Bolsonaro – 64,26%

    Haddad – 35,74%

     

     

    Diocese de Campos dos Goytacazes (RJ)

    Dom Roberto Francisco Ferrería Paz                     –

    Gravou vídeo alertando sobre os “perigos do fascismo e do totalitarismo”. Não o levaram a sério.

    Bolsonaro – 64,87%

    Haddad – 35,13%

     

     

    Diocese de Jales (SP)

    Dom Reginaldo Andrietta

    Sem citar o nome de Bolsonaro, o bispo publicou um texto no qual chamou o presidente eleito de “candidato à presidência que dissemina violência, ódio, racismo, homofobia e preconceito contra mulheres e pobres”.

    Nas urnas, o povo presenteou o capitão com 77%.

    Bolsonaro – 77,48%

    Haddad – 22,52%

     

     

    Diocese de Roraima

    Dom Mário Antônio da Silva

    O bispo da diocese que faz fronteira com a Venezuela também apelou para uma carta na qual diz, sem citar o nome de Bolsonaro, que quem apoia alguém como ele com o voto “ofende a Deus e ao irmão”.

    Não funcionou. O povo decidiu seguir o bom senso que a realidade suscita em qualquer um que vê de perto a desgraça provocada pelo socialismo no país vizinho.

    Bolsonaro – 71,55%

    Haddad – 28,45%

     

     

    Diocese de Vacaria (RS)

    Dom Silvio Guterres Dutra

    O bispo de Vacaria ganha o prêmio de pior insulto ao próprio povo que devia pastorear.

    Com uma carta intitulada “As eleições 2018 e o fanatismo religioso”, ele chamou de fanático quem prioriza a luta pela vida desde a concepção e quem combate o comunismo.

    Pelo jeito, só conseguiu motivar uma vingança dos fiéis nas urnas

    Bolsonaro – 75,37%

    Haddad – 24,63%

     

     

    Diocese de Lorena (SP)

    Dom João Inácio Müller

    Gravou entrevista em vídeo na qual diz que quem vota em alguém como Bolsonaro – sem citar seu nome, claro – está excomungado.

    A declaração deve ter provocado reações variadas, mas não medo, dado o volume de votos do conservador na cidade: 79,14%

    Bolsonaro – 79,14%

    Haddad – 20,86%

  • 22out

    ANDRÉ FERNANDES – YOU TUBE

     

    Bíblia que Haddad recebeu de presente é achada no lixo!

     

  • 18out

    YOU TUBE

     

    Haddad fala os princípios da igreja Católica

     

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