O conselheiro Fernando Guimarães antecipou o relatório sobre a prestação de contas do governo Beto Richa referente ao exercício de 2017 e apontou inúmeras irregularidades na gestão.

O relatório só será debatido e votado em sessão extraordinária do Pleno da próxima quinta-feira (26).

O relatório centra fogo principalmente na gestão da ParanáPrevidência – que “foi transformado em instrumento ativo e relevante da gestão fiscal […] para ajudar a custear as despesas previdenciárias, com efeitos limitados no tempo, com o simples condão de adiar o problema, transferindo-o para gestões fiscais futuras.”

Guimarães também chama a atenção para o “sistemático descaso na realização de construções públicas, e isso ficou comprovado pelo baixo desempenho no cumprimento de seus programas inicialmente inscritos na LOA, não somente em 2017, mas também nos anos anteriores, com execução financeira próxima de 11% do que foi planejado.

Dificuldades financeiras poderiam ser um argumento válido para justificar a situação”, mas o que houve foi a inexistência de prioridades.”

Cita como exemplo o caso da paralisação de ampliações e construções de unidades prisionais, cujos recursos financeiros estão garantidos na Caixa Econômica Federal (CEF), desde 2013, sem que tenha sido entregue uma vaga sequer para desafogar as delegacias superlotadas.

Depois da votação do dia 26, será elaborado o Parecer Prévio a ser encaminhado para a Assembleia Legislativa.

Acesse este link para ler o relatório: http://www3.tce.pr.gov.br/contasdogoverno/2017/