• 25jul

    AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

     

    Paraná inaugura primeira termelétrica de biogás do Brasil

     

    A primeira usina do Brasil de produção de biogás a partir do tratamento dos dejetos de suínos começou a funcionar no Paraná nesta quarta-feira (24), em Entre Rios do Oeste, na Região Oeste do Estado. O governador Carlos Massa Ratinho Junior inaugurou a unidade geradora cuja capacidade total é de 480 KW, transformando por dia 215 toneladas de um agente poluidor em energia limpa. Foto: Rodrigo Felix Leal/ANPr

     

    A primeira usina do Brasil de produção de biogás a partir do tratamento dos dejetos de suínos começou a funcionar no Paraná nesta quarta-feira (24), em Entre Rios do Oeste, na Região Oeste do Estado.

    O governador Carlos Massa Ratinho Junior inaugurou a unidade geradora cuja capacidade total é de 480 KW, transformando por dia 215 toneladas de um agente poluidor em energia limpa. O investimento da Copel, financiadora do projeto, foi de R$ 17 milhões.

    “É uma cidade se transformando em uma cidade sustentável, autossuficiente em energia. Um exemplo que Entre Rios do Oeste e o Paraná dão para o Brasil”, disse o governador.

    “Investir no biometano é um exemplo de economia circular que transforma resíduos em geração de renda, num modelo que queremos ver replicado em todo o Estado”, acrescentou Ratinho Junior.

    O governador também lembrou a determinação à Copel para que priorize os investimentos no Paraná – fato que se verá materializado em um investimento recorde de R$ 836 milhões da Copel Distribuição nas redes urbanas e rurais do Paraná ainda em 2019.

    Mistura de sustentabilidade, tecnologia e inovação, a usina é composta por um grupo de 18 produtores de suínos, que produzirão biogás a partir do tratamento dos dejetos de aproximadamente 40 mil suínos em sistemas de biodigestão.

    O biogás será conduzido por meio de uma rede coletora de 20,6 quilômetros, interligando as propriedades rurais a uma Minicentral Termelétrica, onde estão instalados dois grupos motogeradores de 240 kW de potência cada um.

    A energia gerada será utilizada para compensar o consumo energético nos prédios públicos do município, num total de 72 unidades consumidoras, na modalidade de autoconsumo remoto.

    Os produtores envolvidos receberão um repasse mensal pelo volume de biogás injetado na rede.

    “Esse será o futuro da energia que será produzida no Paraná, aliando uma marca importante do Estado como a suinocultura à geração de biogás”, afirmou o presidente da Copel, Daniel Pimentel Slaviero.

    Segundo ele, a primeira unidade de geração termelétrica de biogás do Brasil corresponde à visão que este governo cultiva para a matriz energética da próxima década.

    “É um projeto que combina duas vocações de nosso Estado: o agronegócio e a geração renovável de energia”, afirmou.

    Aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o projeto deve gerar uma economia significativa para a prefeitura no pagamento de energia elétrica, além da preservação ambiental com toneladas de gases de efeito estufa que deixarão de ser emitidas com os dejetos que serão tratados.

    A estimativa é que haja uma produção de energia elétrica renovável no meio rural de 250 MWh/mês ou 3.000MWh/ano com a utilização de 5.000 m3 de biogás/dia.

    “Costumo dizer que esse é o Pré-Sal caipira, produzido no interior do Brasil, que transforma um passivo ambiental em um ativo econômico”, ressaltou Rodrigo Régis de Almeida Galvão, diretor-presidente da CIBiogás, empresa responsável pela parte técnica do projeto.

    ACORDO – A construção da unidade geradora uniu diversas frentes em Entre Rios do Oeste, cidade em que o número de suínos é mais de 30 vezes maior do que o de habitantes (4.481 pessoas).

    A Copel Geração e Transmissão foi a financiadora da obra, com um valor estimado em R$ 17 milhões. A Prefeitura forneceu o terreno para instalação da Minicentral Termelétrica, além de alguns serviços, como o de terraplenagem para implantação dos biodigestores.

    Os produtores entraram no projeto com investimentos para a instalação dos biodigestores em suas propriedades. “São mais de dez anos de expectativa que agora se tornam realidade”, disse Jones Heiden, prefeito de Entre Rios do Oeste.

    Participam a ainda da ação, também na condição de executor, as equipes técnicas da Parque Tecnológico Itaipu (PTI).

    “É um arranjo técnico inovador. Para Itaipu sempre ficava a dúvida de para onde iriam os dejetos. Agora eles viram energia”, destacou Rafael Deitos, diretor-técnico do PTI.

    MEIO AMBIENTE – Antes do funcionamento da Usina, os dejetos produzidos nas propriedades eram aplicados na lavoura como adubo. Esse material tem alto potencial de poluição dos recursos hídricos e odor desagradável, além de produzir gases de efeito estufa.

    O uso da biomassa residual para geração de energia evita que o metano gerado pelos resíduos sejam lançados na atmosfera.

    Segundo estimativas, os rebanhos de suínos respondem por 13% das emissões do efeito estufa no mundo.

    Outro ponto é que ao reduzir o despejo de dejetos nos rios e reservatórios de água, o projeto minimiza a proliferação descontrolada de algas, que além de nocivas à saúde humana podem causar entupimento de canais adutores nas usinas hidrelétricas e aumentar a mortandade da fauna e flora aquáticas.

    “É uma nova maneira de pensar as cidades, com uma destinação responsável para os dejetos”, afirmou Ratinho Junior.

    SUINOCULTURA – A produção de suínos é uma das principais atividades econômicas do Estado. De acordo com dados da Secretaria de Estado da Agricultura, o Paraná produziu 840 mil toneladas de carne suína em 2018, o que representa 21,3% da produção brasileira que é de 3,9 milhões de toneladas.

    “Esse projeto nos permite um ganho extra. Pretendo dobrar a criação de porcos, passando de 900 para 1.800 cabeças”, afirmou o produtor Jaime José Joner.

    PRESENÇAS – Participaram do evento em Entre Rios do Oeste o secretário estadual da Agricultura, Norberto Ortigara; o presidente da Compagas, Rafael Lamastra; os deputados estaduais Hussein Bakri, Moacir Micheletto e Élio Rush; o deputado estadual por Santa Catarina, Altair Silva; além de prefeitos, vereadores e cooperativistas da região.

  • 05nov

    PAPO TV/RENATO RODRIGUES

     

    Israel oferece projeto salvador para o governo Bolsonaro

     

    Israel oferece projeto salvador para o governo Bolsonaro

     

    Em visita ao presidente eleito, Jair Bolsonaro, o embaixador de Israel Yossi Shelley ofereceu um projeto para solidificar parceria entre os dois países.

    O diplomata de Israel anunciou a intenção do governo de seu país de bancar a instalação, na região Nordeste, de uma usina piloto de dessalinização de água do mar.

    Hoje, 80% da água consumida em Israel vêm da dessalinização.

    O projeto promete acabar de vez com a seca no Nordeste brasileiro.

    Confira como funciona o projeto:

     

  • 29jun

    GAZETA DO POVO –  Rafael Waltrick

     

    Bateria portátil criada por empresa paranaense carrega de celular a caminhão

    Dispositivo, do tamanho de um HD externo, foi desenvolvido pela Magnetron, fabricante de sistemas de ignição e peças para motos localizada em São José dos Pinhais

     

    Jairo Leal de Souza Filho, gerente comercial, e Amarildo Pereira, gerente de engenharia da Magnetron: novo produto foca em motociclistas, mas tem potencial para atingir outros públicos - Foto: - Brunno Covello/Gazeta do Povo

    Jairo Leal de Souza Filho, gerente comercial, e Amarildo Pereira, gerente de engenharia da Magnetron: novo produto foca em motociclistas, mas tem potencial para atingir outros públicos – Foto: – Brunno Covello/Gazeta do Povo

    Branco, com saídas para cabos e do tamanho da palma da mão, o novo dispositivo desenvolvido pelaMagnetron, fabricante paranaense de sistemas de ignição e peças para motos, pode passar facilmente por um HD externo ou uma bateria portátil para celulares.

    A estrutura compacta e o visual simples, porém, enganam: o aparelho, além de recarregar notebooks e eletrônicos, dá partida em motos, carros, lanchas e até veículos pesados, como caminhões e ônibus.

    Chamado de “carregador portátil multifunção”, o produto chegou ao mercado há três meses, após dois anos de desenvolvimento na sede da empresa, em São José dos Pinhais.

    O aparelho tem até 400 amperes (A) de pico e vem com duas pinças para serem conectadas à bateria do veículo, eliminando assim a necessidade da popular “chupeta” para ligar o carro.

    Em seguida, o dispositivo pode ser recarregado em uma tomada comum ou no próprio automóvel.

    “Nós focamos muito na questão da partida, o que é um diferencial, tanto para carros e motos até caminhonetes, caminhões e ônibus. Não recomendamos para esses veículos mais pesados, mas acabou que o carregador está sendo usado também para eles”, afirma o gerente de engenharia da Magnetron, Amarildo Pereira.

    Bateria extra

    Assim, a possibilidade do carregador ser usado também para outros aparelhos acabou servindo como um bônus – e eventual chamariz para os donos de motocicletas, o público-alvo da empresa paranaense.

    É possível recarregar aparelhos eletrônicos com 5V, 12V e 19V, o que inclui celulares, notebooks, tablets, câmeras digitais e outros dispositivos.

    Divulgação/Magnetron

    Primeiros testes do aparelho começaram há dois anos

    Segundo a empresa, o aparelho consegue dar partida no veículo (com carga completa) cerca de 20 vezes.

    Já para um notebook, por exemplo, o carregador consegue fornecer energia por entre duas e três horas.

    Distribuição

    O produto está à venda na rede de representantes da Magnetron, em varejistas e lojas especializadas – a empresa não comercializa suas peças diretamente para o consumidor final.

    Não há um valor tabelado de venda e, assim, o preço pode mudar conforme a loja e a cidade: em geral, o carregador sai entre R$ 450 e R$ 550, segundo Souza Filho.

    O número de aparelhos vendidos até o momento não é divulgado.

    Apesar do visual compacto e da cara de produto doméstico, o carregador não sinaliza uma mudança na estratégia ou portfólio da Magnetron, que segue apostando no mercado de peças e sistemas de ignição para motos.

    “Nosso foco continua sendo nas motocicletas. Já temos produtos que fazem parte desse segmento, como itens de segurança, buzinas, equipamentos elétricos. O carregador não vai na moto, claro, mas permite que a moto não pare por falta de carga na bateria. Pensamos na facilidade que esse piloto vai ter para dar esse carga ou para usar um celular que está sem bateria”, diz o gerente comercial da empresa.

  • 13nov

    NICK BILTON – “DO NEW YORK TIMES”

    John A. Rogers/The University of Illinois/Divulgação
    Sensor de computação vestível da empresa MC10
    Sensor de computação vestível da empresa MC10

     

    É quase certo que a próxima era da computação será dominada por vestíveis, porém ninguém sabe como eles serão nem em que parte do corpo serão usados.

    A Apple e a Samsung, por exemplo, estão apostando no pulso, enquanto o Google investe no rosto.

    Algumas empresas de tecnologia acreditam que todo o vestuário será eletrônico.

    Há também um novo segmento de start-ups que acha que os humanos se tornarão verdadeiros computadores ou pelo menos repositórios de tecnologia.

    Essas start-ups estão desenvolvendo computadores vestíveis que colam à pele como tatuagens temporárias ou como uma bandagem adesiva.

    Muitas dessas tecnologias são flexíveis, dobráveis e extremamente finas. Elas também podem ter formas exclusivas para se destacar como uma tatuagem ousada ou se confundir com a cor da pele.

    Computadores vestíveis serão mais baratos de produzir e funcionarão com mais precisão, pois os sensores ficarão rentes ou dentro do corpo das pessoas.

    A empresa MC10, com sede em Cambridge, Massachusetts, está testando um tipo de computador vestível do tamanho de um pedaço de chiclete, que pode ter antenas sem fio, sensores de temperatura e de batimentos cardíacos e uma bateria minúscula.

    Scott Pomerantz, diretor da MC10, disse: “Nosso computador vestível fica sempre ligado à pessoa.

    Ele é menor, mais flexível e estirável, e possibilita colher todos os tipos de dados biométricos relacionados aos movimentos”.

    Recentemente, a MC10 uniu esforços com John A. Rogers, professor da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign.

    Há quase uma década, ele aperfeiçoa dispositivos flexíveis que possam ser usados na pele ou implantados.

      Divulgação University of Illinois/The New York Times  
    Sensor vestível da MC10 aderido à pele
    Sensor vestível da MC10 aderido à pele

     

    Como esses dispositivos funcionariam? A pessoa colocaria alguns sensores no corpo na hora de sair para correr, depois veria uma análise altamente detalhada de seu exercício no telefone.

    Outra função seria descobrir o melhor desodorante para certa pessoa. Um adesivo que monitora o grau de transpiração enviaria um e-mail com algumas recomendações.

    Outra utilidade seria monitorar a respiração de seu bebê colocando um pequeno sensor no peito dele para alertá-la caso ocorra qualquer problema.

    “Os sistemas biológicos e eletrônicos serão muito mais integrados”, afirmou Rogers. “Sem esse contato físico estreito, é difícil ou talvez até impossível extrair dados relevantes.”

    As aplicações para a saúde são numerosas.

    No ano passado, Rogers e sua equipe de cientistas trabalharam com pacientes com mal de Parkinson para monitorar seus movimentos, com dermatologistas que tratam doenças de pele e com empresas de cosméticos como a L’Oréal, a fim de desenvolver adesivos digitais que verificam a hidratação cutânea.

    Anke Loh, da Escola de Arte do Instituto de Chicago (SAIC), está fazendo experimentos para que os computadores vestíveis pareçam body art.

    “Ao ver esses adesivos, dá vontade de colocá-los na pele, mesmo sem saber para que servem”, disse.

    Cientistas da Universidade de Tóquio estão desenvolvendo uma “e-pele”, uma pele eletrônica que fica sobre a pele real.

    Ela parece um pedaço de plástico estirável, porém contém vários sensores relacionados à saúde.

    Em outra versão, cientistas estão trabalhando para adicionar uma camada de LEDs, transformando a pele em uma tela fixada ao corpo.

    Além de monitorar a saúde, as peles digitais poderão ser uma interface visual e talvez até substituam os smartphones.

    Porém, ainda é cedo para se desfazer de seu smartwatch ou do Google Glass.

    Vai demorar para que o futuro vestível vire realidade.

  • 11nov

     FILIPE GARRETT / TechTudo

    Novidade no mercado, o novo Raspberry Pi A+ inova e supera ainda mais. Isso porque a nova unidade do pequeno computador é menor e mais barata que os modelos anteriores.

    Ela é um upgrade em relação ao modelo A, contando com o mesmo processador e memória, mas com tamanho reduzido: a placa agora tem 65 mm (ante os 86 mm do modelo anterior).

    Em termos de preços, são apenas US$ 20 para adquirir o pequeno computador (aproximadamente R$ 51, em conversão direta). A versão anterior do modelo A custava US$ 25 (cerca de R$ 64).

    Novo Raspberry Pi ficou ainda menor e mais barato, mas com mais recursos (Foto: Divulgação)

    Novo Raspberry Pi ficou ainda menor e mais barato, mas com mais recursos (Foto: Divulgação)

     

    Outros aprimoramentos são o circuito de geração de áudio, que foi aprimorado, e o A+ consome menos energia que o antecessor.

    Além disso, inspirados nos upgrades realizados no modelo B+, os desenvolvedores do Raspberry Pi alteraram o leitor de cartões do antigo SD para o padrão microSD, ainda mais compacto.

    Foram adicionados também mais 14 pinos GPIO, levando o total a 40. Esses pinos são usados para a conexão com diversas placas e recursos que expandem as capacidades dos Raspberry Pi.

    Com essas melhorias, o modelo A+ se aproxima mais dos representantes da série B, que possuem hardware melhor e mais avançado.

    O modelo A+ já está disponível no mercado norte-americano. Os brasileiros interessados em investir na novidade podem tentar importá-lo.

    Diversas lojas dos Estados Unidos, credenciadas pela fundação Raspberry, enviam para o Brasil.

    Munido de cartão de crédito internacional, você pode comprar um desses pequenos.

    Outra opção é procurá-lo entre alguns vendedores independentes no Brasil, mas nesse caso o preço será maior.

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