Publicidade


      Red Apple Cosméticos

      CPV - Centro Paranaense da Visão

      Hospital Cardiológico Costantini

      Hotel Carimã

Twitter @blogdojota


  • 16set

    JORNAL VERA CRUZ

     

    Con­tra­ri­ando a von­tade po­pular, STF de­ter­mina que o voto im­presso é in­cons­ti­tu­ci­onal

     

    Pro­cesso ocor­rido às pressas, com re­la­toria do Mi­nistro Gilmar Mendes, der­ruba re­fe­rendo de von­tade po­pular pela vo­tação em cé­dula de papel

     

    Foto: Cristiano Mariz / Reprodução

    Mais uma vez a su­prema corte bra­si­leira age ati­va­mente para der­rubar a von­tade po­pular exer­cida em voto e ma­ni­fes­tação. Nesta úl­tima se­gunda-feira (14 de se­tembro), de forma com­ple­ta­mente au­to­ri­tária e for­çada, os mi­nis­tros do Su­premo Tri­bunal Fe­deral (STF) for­mara mai­oria para de­clarar in­cons­ti­tu­ci­onal a regra de 2015 que per­mitia a im­pressão do voto nas elei­ções.

    Em junho de 2018, O STF tinha de­ci­dido de forma pro­vi­sória barrar a me­dida. Porém agora, de forma com­ple­ta­mente ar­bi­trária e de­ge­ne­rada, os mi­nis­tros ana­li­saram o con­teúdo da ação, apre­sen­tada pela Pro­cu­ra­doria-Geral da Re­pú­blica.

    Até o mo­mento, pre­va­lece o en­ten­di­mento do mi­nistro Gilmar Mendes, re­lator da ação, se­gundo o qual a me­dida “viola o si­gilo e a li­ber­dade do voto”. O mesmo era fa­vo­rável ao voto im­presso, há dois anos atrás.

    Acom­pa­nharam o voto do re­lator os mi­nis­tros Ale­xandre de Mo­raes, Marco Au­rélio Mello, Edson Fa­chin, Ri­cardo Lewan­dowski, Dias Tof­foli e Cármen Lúcia.

    O pre­si­dente do Tri­bunal Su­pe­rior Elei­toral, Luís Ro­berto Bar­roso, também votou pela in­cons­ti­tu­ci­o­na­li­dade da me­dida e de­fendeu o atual mo­delo.

    Con­forme Bar­roso, não há de­mons­tração de fraude em razão do uso das urnas ele­trô­nicas. “Esse mo­delo de vo­tação, in­tro­du­zido aqui há mais de vinte anos, fez com que o Brasil se tor­nasse re­fe­rência mun­dial no as­sunto”, ob­servou o mi­nístro em seu voto.

    A su­prema corte que não res­peita a von­tade po­pular exer­cida através de re­fe­rendos, abaixo-as­si­nados e mesmo votos par­la­men­tares pela adoção do voto im­presso (como uma al­ter­na­tiva de com­provar o voto in­di­vi­dual, em de­cor­rência da total falta de se­gu­rança e vi­o­la­bi­li­dade já com­prava da ine­ficaz urna ele­trô­nica), também é a mesma que pro­move a li­be­ração de cor­ruptos, hi­pó­critas, e até mesmo as­sas­sinos de dentro das grades.

    Para que estes, no pró­ximo pro­cesso elei­toral, es­tejam se can­di­da­tando aos mais de­fe­rentes cargos pú­blicos. Por sua vez, es­tarão com seus rostos “pin­tados” nas mesmas urnas ele­trô­nicas com­ple­ta­mente frau­dá­veis as quais os to­gados dizem ser o me­lhor mo­delo de vo­tação do mundo.

    En­quanto que uma cé­dula que com­prova a vo­tação do in­di­víduo (im­pe­dindo que sua es­colha seja re­ver­tida para um can­di­dato que não era de sua es­colha, como um ver­da­deiro ca­bresto) é algo com­ple­ta­mente proi­bido.

    Brasil, o país onde os reis da cor­rupção e da ca­na­lhice es­cra­vizam até a von­tade da po­pu­lação.

    Publicado por jagostinho @ 15:48



Os comentários NÃO representam a opinião do Blog do Jota Agostinho. A responsabilidade é EXCLUSIVA do autor da mensagem, sujeito à legislação brasileira.

Deixe um comentário

Por favor, atenção: A moderação de comentário está ativa e pode atrasar a exibição de seu comentário. Não há necessidade de reenviar o comentário.