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  • 10dez

    Unidade de Pronto Atendimento – Boa Vista


    É muito próprio dos brasileiros, criticar os funcionários públicos de forma generalizada. E são críticas duras e muitas até cruéis.

    E quando se trata de funcionários da saúde pública, o assunto é muito mais sério ainda.

    As reclamações passam da agressão verbal para a agressão física, rapidinho.

    Vemos cenas lamentáveis praticamente todos os dias nas nossas televisões. São chocantes e dolorosas.

    Qual a explicação para tudo isso ?

    Bem, o Brasil é um País doente. A saúde do nosso povo nunca foi prioridade de nossos governantes, com raríssimas exceções.

    Recursos existem. Mas a corrupção está aí escancarada. E pior. A impunidade é um convite para os inescrupulosos. 

    E quase sempre toda situação crítica e caótica de um sistema falido explode, com um show de horrores, em quem está na ponta da engrenagem, em contato com uma população necessitada e que entope postos de saúde, upas e semelhantes.

    Os médicos, enfermeiros, administrativos e responsáveis pela segurança são o primeiro alvo de uma turba enfurecida, não sem razão, mas, certamente, errando a direção dos mísseis furiosos.

    Os funcionários da saúde são verdadeiros heróis. Pagam um preço caro por omissões que não são deles.

    Fiz esta introdução para abordar uma situação de algo que ninguém me contou. Eu testemunhei como personagem e protagonista.

    Nesta madrugada de quarta, lá pelas 2 horas da madrugada, comecei a passar mal.

    Tonteira súbita, violenta. Ânsia de vômito e zumbidos fortíssimos nos ouvidos.

    Para quem tem 6 stents na coronária, vem à cabeça que a hora final chegou.

    Desespero incontrolável e sensação de fim de tudo. E com a pandemia, tudo isso multiplicado por 10.

    Moro sozinho, apenas com a minha guardiã atenta, a Leka, a gata mais linda do mundo, que testemunhava, perplexa, algo fora de sua rotina felina.

    Então, como sempre, nos momentos de angústia e solidão, além de entregar tudo nas mãos de Nossa Senhora de Guadalupe, enviei meu SOS ao amado amigão e cúmplice: meu filho, Jean Marcel. 

    Num piscar de olhos, já estava ele ao meu lado ! Fazer oquê? Ir pra onde ?

    Simples. Na Unidade de Saúde da Prefeitura, ao lado da Rua da Cidadania do Boa Vista.

    Apesar de situada perto de casa, a incógnita da rapidez no atendimento nos afligia. Estaria muito cheia? Mas, voamos para lá.

    Em chegando, realmente muita gente na espera. Porém, para medir a pressão era mais ao lado. Menos gente. Mal-estar se agravando.

    No pré-atendimento, a enfermeira Beatriz, solícita e atenta, mediu a pressão, oxigenação sanguínea, temperatura, fez o teste de glicemia e as anotações de praxe para encaminhamento ao médico.

    Só o respeitoso tratamento de Beatriz já foi me acalmando. 

    Sem nenhuma demora, já estava de frente ao médico, Dr. Vitor, jovem, tranquilo e cordial que fez as perguntas naturais. 

    Em função dos stents na coronária solicitou um eletrocardiograma.

    Pensei comigo: onde farei isso nesta hora?

    Onde? Ali mesmo. Fui para outra sala e lá estava a prestativa e sorridente enfermeira Kellen para efetuar ECG.

    Em seguida, prontamente, o Dr. Vitor analisou o ECG e, feliz e radiante, acalmou-me com a notícia que estava tudo normal.

    Ele vibrou comigo ! Acreditem ! Nunca vi isso!

    Conclusão e diagnóstico foi de uma forte crise de labirintite, transtorno que tenho há muitos anos e estava hibernando dentro de mim.

    Pronto. Com atendimento de primeiro mundo, como se estivera num hospital de ponta, sai tranquilo em busca do remédio específico, velho conhecido meu.

    Fiz questão de escrever tudo isto para dizer: temos profissionais de primeira grandeza. Precisam de condições de trabalho e paz para exercerem suas profissões com dignidade.

    Esta demanda incontrolável na saúde pública estressa todo mundo. Tanto o povo, como os profissionais envolvidos. 

    Mas, com uma alegria incontida, senti na própria pele que, apesar de tantos dissabores e decepções, o lado humano dos profissionais que me atenderam está muito vivo, vibrante e enternecedor. 

    Mesmo com a pandemia tornando hostil o seu local de trabalho, enfrentam com garra e determinação todas as dificuldades, sem perder o brilho nos olhos e o sorriso nos lábios. Chega a ser emocionante e comovente !

    Com isso, mais de meio caminho está andado para que tenhamos uma saúde pública exemplar. Cada um tem que fazer a sua parte.

    Ao citar nominalmente o Dr. Vitor e as enfermeiras Beatriz e Kellen, quero estender meu abraço carinhoso a todos os funcionários, do maior ao mais humilde, da Unidade de Saúde do Boa Vista.

    Obrigado.

    Saúde e paz !!!

    Publicado por jagostinho @ 09:31



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